segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dilma reconhece a grande obra de FHC, e eu reconheço a grande fraude do PT

O site criado em homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (www.fhc80anos.com.br) traz mensagens de várias personalidades brasileiras e estrangeiras, entre intelectuais, políticos, artistas etc, que saúdam o legado do político e do sociólogo. A presidente Dilma Rousseff enviou o seguinte texto:

“Em seus oitenta anos há muitas características do Senhor Presidente Fernando Henrique a homenagear.

O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.

Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.


Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidação da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.


Fernando Henrique foi primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito.


Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de idéias.


Querido Presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!”


Dilma Rousseff”


Presidenta da República Federativa do Brasil”


Demorou a reconhecer a contribuição de FHC. Duvido que o "capo" imbecil faça o mesmo....

É dando que se recebe - Ideli Salvatti promete liberar verba para emendas, mas avisa a aliados que número de cargos é limitado

NO Globo:

A nova articuladora política do governo, a petista catarinense Ideli Salvatti, parece disposta a deixar no passado a sua fama de trator. Focada na missão recebida pela presidente Dilma Rousseff de pacificar o PT e garantir uma interlocução mais eficiente do Planalto com a base aliada, não perdeu tempo. Seu primeiro telefonema, após receber o convite para a Secretaria de Relações Institucionais, foi para o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, com quem pretende ter sua primeira reunião logo após ser empossada nesta segunda-feira.

Também já estabeleceu contato com o presidente do PT, Rui Falcão. Ideli afirma que vai acelerar as nomeações de segundo e terceiro escalões, mas avisa que não há espaço para todos no governo. Também promete a liberação da segunda etapa de emendas parlamentares, que soma R$ 250 milhões. Tranquiliza a oposição e quem teme a “braveza” das novas integrantes da equipe palaciana, o que inclui a petista paranaense Gleisi Hoffmann. Garante que todas nunca perderão o lado “mãezona”.

O que precisa mudar na articulação política do governo?

IDELI SALVATTI: A maior parte das reclamações é no sentido de que as conversas acontecem, mas os resultados não se concretizam. Vamos nos dedicar, neste primeiro momento, de, efetivamente, concretizar o que é possível. Até porque todos têm o entendimento de que nem toda demanda, expectativa ou desejo será realizado.

A senhora se refere às nomeações para o segundo e terceiro escalões e à liberação de emendas?

IDELI: Tivemos aquela primeira etapa daqueles recursos que a presidente anunciou na marcha dos prefeitos, que já se concretizou. Agora nós temos a segunda parte, cerca de R$ 250 milhões. O ministro Luiz Sérgio (seu antecessor, que ficará em seu lugar no Ministério da Pesca) me disse que os limites para os ministérios já estão engatilhados, para a liberação das emendas dos parlamentares.

As nomeações serão aceleradas?

IDELI: A prioridade vai ser essa, tudo que estiver pronto deve ser concretizado.
A presidente Dilma está disposta a participar desse novo modelo de articulação política?

IDELI: A presidente já vem fazendo isso. Estão faltando apenas duas bancadas do Senado para ela receber, a do PR e a do PP. Depois, ela vai fazer isso também com a Câmara, talvez com um desenho um pouco diferente, pelo tamanho de algumas bancadas. Sinto da parte da presidente vontade de continuar a estreitar sua relação com os partidos.

Qual o papel do vice-presidente Michel Temer nesse processo?

IDELI: A primeira pessoa para quem liguei após o convite, que a presidente oficializou na sexta-feira, foi exatamente o vice-presidente Michel Temer. Já combinamos uma primeira conversa. Primeiro o vice-presidente, depois o Senado e a Câmara. Esta minha primeira semana será de oficializar o pedido de ajuda e colaboração, de abrir portas, para termos trânsito e constituirmos uma interlocução mais próxima da base com o governo.

Qual a sua opinião sobre a atuação do PT no episódio que culminou com a saída de Antonio Palocci da Casa Civil e com a troca de ministros na Secretaria de Relações Institucionais?

IDELI: Todos os partidos têm as suas disputas de espaço. Alguns deixam isso mais público, outros menos. Vamos constituir com o PT uma forma de diálogo. Não tem espaço para todos. Teremos de ter capacidade política para organizar a fila. Já tive uma conversa sobre isso com o Rui Falcão.

Com o racha do PT, o PMDB ganhou força e busca aumentar seu poder de influência dentro do governo. Isso preocupa?

IDELI: O PMDB é governo, está na Vice-Presidência da República, tem a responsabilidade de contribuir, de forma efetiva, para que o governo, que é da Dilma e do Temer, dê certo. Tenho a clareza de que vou poder contar com o PMDB. Inclusive para poder distensionar qualquer problema na base. O PT e o PMDB têm papel-chave na harmonia da coligação.

Será montada uma espécie de conselho político, ainda que informal, que possa atuar especialmente nos momentos de crise?

IDELI: Vivenciamos uma situação em que havia uma concentração de expectativas no papel de Palocci. A forma como a própria presidente também articulava, no sentido de Palocci acompanhar a maior parte das agendas, dava uma baixa operacionalidade. Esse formato, por si só, já dificultava. Havia momentos em que precisávamos falar com Palocci, mas conseguíamos às 22h. Isso foi modificado com esse redesenho. Segunda-feira, às 8h30m, Gilberto (Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República), Gleisi e eu vamos nos reunir para combinarmos a dinâmica desse novo modelo.

Com as mudanças, o governo Dilma ficou mais com a cara dela, até pelo perfil das mulheres que ela escolheu para compor a sua nova equipe palaciana. Isso assusta os homens?

IDELI: Os homens não têm o direito de se assustar com mulher (risos). Eles sabem muito bem, até porque todos eles respeitam suas respectivas mães, que mulher tem essa sensibilidade, quando precisa ser dura é dura, quando precisa ser carinhosa é carinhosa. Diferentemente de boa parte dos homens, conseguimos não só fazer várias coisas diferentes ao mesmo tempo, como também fazemos de forma diferente várias coisas.

É correto dizer que a presidente, ao escolher sozinha seus novos ministros, reforçou sua autoridade e sinalizou que não cederá a pressões ou ameaças da base?

IDELI: A presidente Dilma já demonstrou, durante o período em foi ministra de Minas e Energia, em seguida, depois, na Casa Civil e agora que não titubeia em exercer a sua liderança e o seu comando. Quando ela está efetivamente convencida, age. A surpresa é a preocupação demonstrada por ela em como reduzir danos, em evitar injustiças que poderiam estar sendo cometidas com as pessoas. Aí entra a feminilidade, o jeito feminino de fazer. Ela é líder, comanda, mas não deixa de ser mãezona.

A interferência do ex-presidente não abre espaço para especulações sobre uma possível volta de Lula em 2014, o que abortaria uma reeleição da presidente?

IDELI: Não vejo dessa forma. Primeiro, porque acho que a eleição da presidente Dilma deixou clara a aprovação de um projeto que foi construído em conjunto por Lula e Dilma. Ele reconhece o papel que Dilma teve nesse projeto e tem dado apoio integral às ações da presidente. Além disso, ele já colocou de forma clara o processo de reeleição da presidente Dilma em 2014. Tenho convicção de que as tarefas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma estão muito claras.

Procurador que não achou nada!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Gleisi:'Dilma me encomendou um trabalho de gestão'

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), que assumirá a Casa Civil no lugar de Antônio Palocci, disse há pouco que a presidente Dilma pediu-lhe para que fizesse um trabalho de gestão no novo cargo.

A posse como ministra deve ocorrer amanhã (8), às 16h.

Rodeada por senadores do PT, Gleisi falou rapidamente com a imprensa na liderança do partido no Senado.


“A presidenta Dilma quer o funcionamento da Casa Civil na área de gestão, acompanhamento dos processos e dos projetos. É uma ação de gestão e é com isso que estou comprometida”, explicou. “Sei da minha responsabilidade nesse processo. Aceitei esse convite sabendo do tamanho da minha responsabilidade”, ressaltou a futura ministra.

Na entrevista, Gleisi classificou a queda de Palocci como um episódio “triste”. “É uma pena perder o ministro Palocci nesse governo pela qualidade que ele tem”, ressaltou.


A senadora tanto fez, servindo janatares, agradando o capo de tutti capo que conseguiu: tomara que tenha sucesso, apesar de ser petista.





Chávez deve US$ 1,4 bi ao Brasil e leva US$ 637 mi

A visita de Hugo Chávez a Dilma Rousseff rendeu à Venezuela bons frutos. Ao Brasil, nem tanto.

Em público, Chávez ofereceu a Dilma os chistes de praxe. Em privado, obteve dela compreensão e crédito. Antes do pronunciamento conjunto, os presidentes reuniram-se a portas fechadas com ministros e assessores dos dois governos. Nessa reunião, recordou-se a Chávez que a Venezuela deve à Petrobras 1,4 bilhão. A dívida refere-se a prospecções feitas na Venezuela pela petrolífera brasileira, em parceria com a PDVSA, estatal venezuelana. Chávez ouviu também cobranças relacionadas à Refinaria Abreu e Lima, que está sendo construída em Pernambuco. Sócia do empreendimento, a PDVSA comprometera-se em borrifar verbas no canteiro de obras ainda sob Lula. Por ora, nada.

A despeito da dívida e dos investimentos não honrados, Chávez levou de Brasília o compromisso de liberação de dinheiro novo. O bom e velho BNDES vai financiar a construção de um estaleiro na província venezuelana de Sucre. Coisa de US$ 637 milhões.

Isto é o governo petista: adora ditadores e os financia. E há ainda quem idolatre lulinha e seus asseclas.....

Dono do apartamento alugado por Palocci é filiado ao PT

Germano Oliveira e Lino Rodrigues, O Globo

O advogado Gesmo Siqueira dos Santos, proprietário do apartamento alugado pelo ministro Antonio Palocci, é filiado ao PT de Mauá, no ABC paulista, há 23 anos, segundo informou nesta segunda-feira ao GLOBO o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Por e-mail, o TRE informou que "sua situação é regular no PT com data de filiação de 16 de abril de 1988".

- O ministro reafirma que não conhece Gesmo Siqueira dos Santos. Nunca esteve com ele, nunca o viu no PT ou em qualquer outro lugar. O ministro não pode ser responsável pelos atos de Gesmo - disse Thomaz Traumann, assessor especial de Palocci, ao ser informado sobre a filiação.


O presidente do PT de Mauá, Leandro Dias confirmou, por meio de sua assessoria, que Gesmo já foi filiado ao partido, mas informou que a inscrição foi cancelada. Leandro não informou a data do cancelamento. Mas, segundo o TRE, a filiação de Gesmo ao PT "é regular".


Leandro é filho do prefeito petista de Mauá, Oswaldo Dias. Nesta segunda-feira, a assessoria do prefeito e do presidente municipal do PT, que é a mesma, disse que a administração petista da cidade do ABC não tem qualquer envolvimento com Gesmo ou com seu sobrinho, Dayvini Costa Nunes.


Em entrevista à revista "Veja", Dayvini disse ser laranja no caso do aluguel do apartamento a Palocci. Afirmou que morava num casebre e que chegou a trabalhar na prefeitura de Mauá.


A assessoria do prefeito e do presidente do PT confirmou que Dayvini trabalhou na prefeitura - de 7 de julho de 2008, na administração de Leonel Damo, adversário do PT, até 5 de janeiro de 2009, quando foi exonerado da chefia de uma unidade de saúde. Dayvini, segundo a assessoria, foi demitido pelo prefeito Oswaldo Dias.


Gesmo disse nesta segunda-feira não se lembrar de ter se filiado ao PT.


O método é sempre o mesmo: "não lembro de nada"... Parecem até crianças, com o famoso "não fui eu...".

Penúltima do Lula: decisão sobre Palocci é de Dilma

Depois de praticamente reassumir a Presidência há duas semanas, no alvorecer do Paloccigate, Lula vive agora um curioso dilema. Todo mundo sabe que ele é o que parece. Mas Lula se esforça para não parecer o que é, para que Dilma Rousseff pareça o que ainda foi.

De passagem por um evento promovido por produtores de etanol, em São Paulo, Lula foi inquirido sobre os conselhos que deu a Dilma. E ele: "Não falei [com Dilma], porque é uma questão muito pessoal. Eu já vivi [crises] e sei como é que é."

O pedaço sobre a ausência de contato com Dilma é lorota. Conversaram pelo telefone pelo menos duas vezes desde sábado. O ex-soberano só não desembarcará em Brasília nesta terça (7) porque a pupila encareceu que não viesse. Pegaria mal. Quanto às crises passadas, Lula, de fato, sabe “como é que é”. A platéia também não ignora.

No seu caso, as encrencas foram esticadas até o limite do intolerável. José Dirceu só foi despachado da Casa Civil depois que Roberto Jefferson gritou: “Sai daí, Zé”. Antonio Palocci, só foi apeado da Fazenda, com direito a beijo do chefe, depois que o estupro à conta do caseiro tornara-se claro como água de bica. Quanto a Erenice Guerra, não fosse a necessidade de simular recato para não perder os votos de 2010, ela talvez estivesse no quarto andar do Planalto até hoje.

Em meio à sua primeira crise, Dilma guia-se pela cartilha do predecessor. Protagoniza um filme sem mocinhos.Palocci já sabe como termina a fita. em meio ao esforço para sobreviver no final, viu-se compelido a discutir com a chefe os termos da demissão.


O Capo de Tuti Capo ficou incomodado. A pupila talvez tenha que escolher novo "consigliere"....

Demóstenes: Gurgel ‘se acovardou’ de olho no cargo

José Cruz/ABr

Líder do DEM no Senado, Demóstenes Torres (GO) atribuiu o arquivamento das representações contra Antônio Palocci ao desejo do procurador-geral Roberto Gurgel de ser reconduzido ao cargo.

“Isso ficou, na minha opinião, evidente. É uma pena. Muitas vezes, é mais honroso perder um cargo pela coragem do que ser reconduzido por uma aparente conivência. O procurador-geral, na minha opinião, se acovardou”.

O mandato de Gurgel expira em 22 de julho. Pela Constituição, cabe a Dilma Rousseff a decisão de reconduzi-lo ao posto para um novo período de dois anos.

Egresso do Ministério Público, Demóstenes é um dos signatários das representações levadas ao arquivo. Em entrevista ao blog, ele disse que Gurgel desconsiderou “indícios eloquentes”.

“É como se o Palocci tivesse escrito a decisão para ele”, declarou. Para o senador, a decisão “enfraquece o Ministério Público”, comprometendo-lhe a “automia” e conferindo-lhe a aparência de “órgão do governo”. Abaixo, a entrevista:


- O que achou da decisão do procurador-geral? Ele usou os mesmos argumentos do Palocci para, praticamente, absolver o ministro. É como se o Palocci tivesse escrito a decisão para ele. Todos os indícios, todo o contraditório que consta das representações foi desconsiderado. Os indícios são eloquentes. Há elementos de sobra para iniciar uma investigação. A decisão enfraquece o Ministério Público.


- Por quê? Em 1988, eu era um jovem promotor. Pegava ônibus em Arraias [ex-município de Goiás, hoje incorporado a Tocantins] e vinha a Brasília para defender a autonomia do Ministério Público. Vinha brigar na Constituinte para que o Ministério Público conquistasse sua autonomia. Conquistamos o que tanto queríamos. E agora o Ministério Público continua se comportando como se fosse um órgão do governo! Fico me questionando se valeu a pena toda aquela luta que tivemos no passado. A decisão do procurador-geral foi muito arriscada para a estabilidade política e para a própria democracia.


- Como assim? Ao agir como instituição de governo, o Ministério Público compromete a sobriedade que se espera dele. Submete-se a juízos políticos. Os indícios existem e a investigação não foi aberta. Amanhã, o que o procurador-geral não viu hoje no caso do Palocci, ele pode enxergar numa representação contra um senador ou um deputado de oposição acusado de enriquecimento ilícito. Essas coisas não podem ser subjetivas.


- Por que o procurador-geral fragilizaria a instituição que ele próprio chefia? A decisão tem aparente relação com o desejo de recondução do procurador-geral ao cargo.


- Está convencido de que há ligação entre o arquivamento e a iminência do término do mandato do procurador-geral? Isso ficou, na minha opinião, evidente. É uma pena. Muitas vezes, é mais honroso perder um cargo pela coragem do que ser reconduzido por uma aparente conivência. O procurador-geral, na minha opinião, se acovardou.


- De onde vem sua convicção? Sou do Ministério Público. Sei que, com muito menos, se abre uma investigação. Investigação não é condenação de ninguém. É um dever de quem tem atribuições para isso abrir a apuração quando há elementos. E os elementos, no caso do Palocci, são abundantes. O país inteiro viu, a imprensa apresentou, nós formulamos as representações. Só o procurador-geral não viu.


- Há algo a ser feito? O triste disso tudo é que, como a autoridade [Palocci] tem foro privilegiado, o despacho do procurador-geral é irrecorrível. Se fosse decisão de qualquer procurador da República relacionada a pessoas que não dispõem da prerrogativa de foro, caberia recurso ao próprio Gurgel. Mas no caso desse despacho, a decisão é irrecorrível. A única hipótese de provocarmos uma reanálise seria o surgimento de um fato novo.


- Teve a oportunidade de ler a decisão de Roberto Gurgel? Li tudo, na íntegra.


- Num trecho, está escrito que `a lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada’. Mais adiantre, afirma-se que Palocci pode ser investigado, em tese, por ato de improbidade administrativa. Algo que um procurador da República lotado em Brasília já está fazendo. Tem nexo? Não tem nexo.


- Por quê? De fato, estamos falando de esferas estanques. O que caracteriza improbidade nem sempre leva ao delito penal. Por exemplo: deixar de cumprir um procedimento exigido em lei, como dar publicidade a um ato de governo, é improbidade administrativa, mas não é crime punível na esfera penal. Porém, quando há enriquecimento ilícito, praticamente em todos os casos, onde há improbidade também há crime. Peculato, concussão, tráfico de influência. Infelizmente, o procurador de primeiro grau enxergou elementos suficientes para agir e o procurador-geral não viu o que todo mundo vê.


- Se avançar a investigação por improbidade aberta pelo procurador de Brasília, Gurgel pode ser chamado a rever sua posição? Sem dúvida. Na medida em que as provas eventualmente colhidas pelo procurador de primeiro grau forem enviadas ao procurador-geral, que se recusou a buscá-las, ele pode ser forçado a rever a posição. Mas há um problema relacionado ao tempo.


- Tempo? Exatamente. O procurador-geral deu uma grande força para o Palocci. E o procurador de primeiro grau terá enorme dificuldade para começar a obter as provas. Isso pode levar seis meses, um ano. Ou mais. Aí, o Gurgel já salvou a pele do Palocci. Em parte, a investigação aberta no primeiro grau depende da boa vontade de um juiz e da colaboração de órgãos como a Receita Federal. Se já tivemos a Caixa Econômica dando uma mão ao Palocci no caso do caseiro [Francenildo Costa], agora os órgão públicos podem funcionar para dar uma nova mão ao ministro.


- Acha que o arquivamento dificulta a coleta de assinaturas para a CPI? Não tenho ainda condições de avaliar como os meus colegas vão agir. Do ponto de vista moral, o Congresso tem a obrigação de fazer a investigação que o procurador-geral se recusou a fazer. Agora, só resta o Congresso, já que o Supremo não foi nem provocado para autorizar a abertura da investigação.


E a decisão é irrecorrível. Se fosse um cidadão, estaria preso imediatamente. Em que país vivemos?

No MP, decisão da Procuradoria é recebida com surpresa e indignação

Por Fausto Macedo, no Estadão:

A decisão do procurador-geral causou perplexidade e até indignação entre promotores de Justiça e procuradores da República. Eles avaliam que o chefe do Ministério Público Federal poderia, a par de seu argumento central - a lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada -, ter adotado medidas preliminares, sem que isso violasse o status dignitatis do indivíduo, no caso Antonio Palocci.

Afinal, argumentam, não é assim que o Ministério Público age, rotineiramente? Um procurador, de Brasília, foi taxativo. “Qualquer João da Silva já teria seus registros devassados pela Receita, Banco Central e Polícia Federal, a requerimento do procurador.” Ele observa que a simples abertura de investigação não significa denúncia criminal.

Tecnicamente, os procuradores consideram que Roberto Gurgel deveria ter mandado verificar o rol de empresas às quais Palocci diz ter prestado consultorias e se tiveram ou têm algum tipo de relação com o governo. “Para abrir investigação, não precisa de provas, mas indícios”, anota um promotor de São Paulo, que investiga corrupção. “Um indício é a multiplicação do patrimônio (do ministro). Ninguém está dizendo que é crime. O membro do Ministério Público não pode esperar que as representações já venham acompanhadas de documentos comprobatórios. Fosse assim, para que serve o Ministério Público?”

Um procurador invocou a Castelo de Areia, operação da PF que em 2009 apontou suposto esquema de evasão de divisas, mandou para a prisão executivos da Construtora Camargo Corrêa e pôs sob suspeita grande elenco de políticos de partidos diversos. A investigação teve início com base em denúncia anônima e delação premiada de um doleiro com alentada folha corrida. O Superior Tribunal de Justiça mandou trancar o caso. Um Roberto Gurgel diligente entrou em ação: imediatamente anunciou que iria recorrer e afirmou que as provas do esquema não são ilegais.

Por Reinaldo Azevedo

Esse procurador que arquiva este tipo de coisa é o que? Está vendido para quem?

sábado, 4 de junho de 2011

quinta-feira, 2 de junho de 2011

O retorno da Ditadura. Desta vez, de esquerdopatas.

Em clima de guerra oposição derrota governo no Senado


Maria Lima, O Globo

Numa votação marcada pelo tumulto e obstrução que durou o dia inteiro a oposição conseguiu impor duas derrotas ao governo, impedindo a votação de duas medidas provisorias que tinha prazo final de votaçao até a meia- noite desta quarta-feira e acabaram perdendo a validade.

Os senadores da oposição se revezaram na tribuna repetidas vezes nos processos de encaminhamento de votação da urgência e relevândia e de mérito das MPs 520, que cria a Empresa Brasileira de Serviços hospitalares e a 521, que amplia o valor da bolsa de médicos residentes.

Quando se aproximava da meia-noite, a senadora Marta Suplicy (PT-SP), que presidia a sessão, tentou impedir que os senadores encaminhassem um requerimento e cassou a palavra dos inscritos. Sob vaia e muitos gritos de xingamento no plenário conflagrado, Marta gritava para tentar ler o requerimento e colocar em votação sem encaminhamento.

Mas debaixo de xingamentos e gritos dos senadores, que diziam que ela não ia votar na marra, o lider do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), pediu a suspensão da sessão por cinco minutos para acalmar os ânimos. Mas voltaram sem acordo e Marta não conseguiu segurar e garantir a votação da MP 520.

- O que aconteceu aqui hoje foi uma vergonha. O Senado tem que ser respeitado. Foi um espetáculo deprimente - reagiu o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

- O que falta agora? Vamos nos digladiar e sair nos tapas para sermos respeitados? - completou o senador Demóstenes Torres(DEM-GO), líder do Democratas na Casa.

A Oposição aceitou votar por acordo a MP 521, que resolveria o probelma de 27 mil médicos residentes em greve há dois meses, mas o requerimento de inversão de pauta encaminhado pela senadora Vanessa Graziotin (PCdoB-AM), a pedido da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que passou o dia articulando a votação no Senado, não foi aceito pelo PT e pela senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), relatora da MP 520.

- É uma escolha de Sofia, mas temos que garantir a votação da MP 520, porque depois a oposição vai obstruir e impedir sua votação se votarmos primeiro a 521 - disse Gleisi.

Ao final da votação, Jandira Feghali ficou revoltada e chamou de intransigente a decisão de Gleisi Hoffmann.

- O Senado não levaria cinco minutos para votar a MP 521, que resolveria um problema dramático dos médicos residentes que dão sustentaçao ao atendimento nos hospitais. Mas por vaidade pessoal a senadora Gleisi e o PT não aceitaram o acordo para inversão de pauta. Foi uma avaliaçao errada que prejudicou toda uma categoria. Uma irresponsabilidade pública, porque a oposição ia obstruir a 520 de qualquer jeito, antes ou depois - criticou Feghali.

Agora a validade das duas MPs fica nula a partir de hoje

PRIVATARIA II: Ou, como o petismo é mentiroso

Galeão e Confins também devem ser privatizados

Geralda Doca, O Globo

Os aeroportos do Galeão (Tom Jobim) e de Confins (Belo Horizonte) deverão ser privatizados nos mesmos moldes de Guarulhos (SP), Brasília e Viracopos (Campinas-SP), segundo o ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Wagner Bittencourt, que participa de audiência na Câmara dos Deputados.


- O Rio está na lista. Estamos estudando fazer a concessão do Galeão e de Confins, semelhante ao modelo que foi anunciado - disse o ministro, destacando que a Infraero terá participação de 49%, regra decidida.


Na terça, o governo decidiu que as operações aeroportuárias e a exploração comercial de Cumbica, Viracopos e Brasília serão integralmente privatizadas .


Ele defendeu a privatização, como um movimento imprescindível para aumentar a concorrência entre os aeroportos e melhorar a qualidade do serviço. Não pode ser desprezado e não pode ter preconceito, disse.


- É um instrumento imprescindível, que não podemos abrir mão. Será útil, vamos ver que nossos aeroportos terão outro padrão de competitividade e de realização de investimentos - afirmou o ministro.


Estes petistas são mesmo uns artistas. Até ontem, satanazivam as privatizações ocorridas no governo FHC. Hoje, privatizam tudo, desde estradas, aeroportos e ferrovias. Até a ética eles privatizaram, que coisa.

TCU vai apurar gastos com kit anti-homofobia

De O Globo

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai cobrar explicações do Ministério da Educação sobre possível desperdício de dinheiro público no cancelamento da distribuição do kit anti-homofobia .

O ministro-relator das contas do MEC, José Jorge, propôs a realização de diligências pela 6ª Secretaria de Controle Externo (Secex) para obter dados sobre o valor total gasto até o momento com o material.


Segundo o ministro, o TCU não deve fazer considerações sobre o conteúdo do material, composto por vídeos para exibição nas instituições de ensino.


- Situação distinta ocorre se houver desperdício de recurso público. É o que pode ter ocorrido quando o governo desistiu de distribuir os kits às escolas, conforme informações veiculadas pela imprensa. Diante desse quadro, o tribunal pode e deve agir, cobrando explicações dos responsáveis acerca dos gastos efetuados com a elaboração do material - justifica Eduardo Jorge.


Após pressão da bancada evangélica, a presidente Dilma Rousseff mandou suspender o kit anti-homofobia por considerar que o material era inadequado para distribuição nas escolas.


Espero que o TCU apure tudo e PUNA os responsáveis, porque de enrolação, o Brasil já se encheu.

Senado aprova MP que incentiva mais usinas nucleares

Adriana Vasconcelos e Mônica Tavares, O Globo

O governo conseguiu aprovar na noite de [ontem] no Senado a Medida Provisória (MP) 517 que estabelece um regime especial de tributação para incentivar a construção de usinas nucleares e a Reserva Geral de Reversão (RGR), fundo que permite uma arrecadação de R$ 2,5 bilhões por ano do setor elétrico, que vão diretor para o Tesouro e a Eletrobras.

A vitória governista só foi garantida algumas horas antes do fim do prazo de validade da MP devido ao processo de obstrução mantido pela oposição que estendeu o debate da matéria por mais de seis horas.


Na contramão do mundo, o petismo sempre estará!

Quando todos pedem o fim das usinas nucleares, aqui irá haver incentivo para criação; quando o mundo pede ética, aqui... bem, melhor ficar quieto e sofrer calado, como fazem milhões de brasileiros passivos....

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Para Dilma, concessão dos aeroportos valoriza Infraero

Na reunião realizada com os governadores e prefeitos das cidades-sede da Copa de 2014, na tarde de hoje (31), a presidente Dilma Rousseff avaliou que a privatização de 51% dos aeroportos de Cumbica (Guarulhos-SP), Viracopos (Campinas-SP) e Brasília vai valorizar a Infraero.

“É mais fácil abrir o capital da Infraero depois de ela tomar um choque de competitividade”, disse Dilma no encontro.

De acordo com o modelo definido pelo governo, as concessões serão feitas por meio de Sociedades de Propósito Específicas (SPE) que deverão ser formadas por investidores privados com participação até de 49% da Infraero.


A SPE, que será uma empresa privada, ficará responsável pelas novas construções e pela gestão dos três aeroportos.


Segundo Dilma, o objetivo da concessão é, além de atrair investidores privados nacionais e estrangeiros, também trazer ao Brasil grandes operadores aeroportuários internacionais.


Para a presidente, outra vantagem da presença da Infraero será permitir ao Estado o acesso a informações seguras sobre o setor aeroportuário, evitando “assimetria de informações” verificadas em outros setores dos quais o setor público se afastou totalmente.


“Esse novo marco segue, rodovias e ferrovias", disse a presidente. A metodologia da concessão e os editais deverão estar prontos em dezembro de 2011.


Na reunião, Dilma também fez referência à importância de Viracopos ao afirmar que a região precisa de um aeroporto com três pistas.


Para a presidenta, há dúvidas técnicas sobre a possibilidade de se colocar trës pistas em um novo aeroporto em São Paulo, em razão do risco de interferência na operação dos aeroportos próximos.


Isto é o PT. Até ontem, era contra a privatização. Hoje, a estimula.

E há quem vote em mentiroso... e o ama por causa disto ainda.

Brasileiros, numa escala de zero a dez, dão 4,55 à Justiça

Juliana Castro e Carolina Brígido, O Globo

Pesquisa divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)[ontem] revela que o brasileiro avalia a Justiça como regular em vários aspectos. A começar pela nota média atribuída à Justiça pelos entrevistados: 4,55 numa escala de zero a dez.

Numa escala de zero (muito mal) a quatro (muito bem), a média nacional ficou abaixo de dois (regular) para todos os itens analisados: rapidez, acesso, custo, decisões justas, honestidade e imparcialidade.


A honestidade e a imparcialidade foram os itens pior avaliados, com média 1,18, seguida pela rapidez, com 1,19. As decisões justas receberam "nota" 1,60, o acesso ficou com 1,48 e o custo com 1,45.


O estudo de percepção social da Justiça mostra ainda que não há diferenciação significativa na forma como os diferentes grupos da sociedade veem o sistema judiciário. Ou seja, independente da região, da idade, da escolaridade ou da renda, a percepção sobre a Justiça varia pouco.


Com as decisões que tenho visto, nada mais justa a nota atribuída.

Câmara aprova criação de 90 cargos comissionados

Impacto anual estimado é de R$ 7,6 milhões; se não houver recurso, proposta vai ao Senado

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou ontem a criação de 90 cargos comissionados (cargos de Direção e Assessoramento, DAS) e oito funções gratificadas para órgãos da Presidência da República. Dos 90 cargos, 19 são para o gabinete pessoal da Presidência, 18 para a Casa Civil e 24 para o Gabinete de Segurança Institucional (GSI).

Segundo o projeto do governo, enviado em 2008, o impacto orçamentário anual estimado era de R$ 7,6 milhões. A proposta foi aprovada em caráter conclusivo e, se não houver recurso para votação pelo plenário da Casa, segue ao Senado.


Na justificativa do projeto, o então ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, diz que os cargos da Casa Civil tinham como objetivo reforçar e otimizar ações do Programa de Aceleração do Crescimento.


Em relação a outros órgãos, a justificativa é a necessidade de fortalecimento das estruturas. Mesmo depois de aprovação final do projeto de criação dos cargos eles não são necessariamente preenchidos. O governo dispõe de um grande estoque de cargos já aprovados, mas não preenchidos.


Este é o governo dos trabalhadores! defende os trabalhadores deles!

Oposição quer investigar repasse a cunhada de Palocci

De Fernanda Odilla, da Folha.com

A Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto, entidade que tem como vice-presidente uma cunhada do ministro Antonio Palocci (Casa Civil), recebeu, entre 2008 e 2010, R$ 1 milhão do governo federal, de acordo com levantamento feito pelo PPS na Câmara dos Deputados.

O PPS anunciou na tarde desta terça-feira que vai pedir cópia de toda a documentação dos convênios firmados entre os ministérios do Turismo e da Cultura e a Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto.


A entidade tem como vice-presidente Heliana da Silva Palocci. Ela é mulher de um irmão de Palocci.


Do total repassado, R$ 550 mil vieram de convênios cujos recursos foram garantidos por meio de duas emendas apresentadas pelo então deputado federal Antônio Palocci (PT-SP) em 2008 e 2009.


Como a Folha revelou em 22 de maio, Palocci apresentou emenda de R$ 250 mil ao Orçamento 2009, indicando como beneficiária a Fundação Feira do Livro de Ribeirão Preto. Outra emenda, no valor de R$ 300 mil, foi apresentada na lei orçamentária do ano seguinte.


A Lei de Diretrizes Orçamentárias veda a destinação de recursos a entidades privadas dirigidas por parentes de agentes políticos dos três Poderes, mas não prevê sanções para quem desrespeita a regra.


As emendas de Palocci foram pagas pelo Ministério do Turismo, que firmou convênios com a entidade para promover edições da Feira do Livro de Ribeirão, município paulista onde o ministro começou a carreira política.

terça-feira, 31 de maio de 2011

QUEM DIRIA: Dilma anuncia privatização de Cumbica, Viracopos e Brasília

De Geralda Doca, de O Globo

As operações aeroportuárias e a exploração comercial de Cumbica (Guarulhos-SP), Viracopos (Campinas-SP) e Brasília (DF) serão integralmente privatizadas, decidiu o governo federal.

Os terminais serão administrados por Sociedades de Propósito Específico (SPEs), das quais 51% serão do setor privado - em disputa decidida por licitação - e 49% da Infraero.

A presidente Dilma Rousseff apresenta neste momento os planos aos governadores dos estados com cidades que serão sedes de jogos da Copa do Mundo de 2014.

As SPEs serão responsáveis pela ampliação e pela gestão dos aeroportos. Os detalhes do modelo de exploração dos aeroportos serão definidos pelas empresas de consultoria contratadas, que vão elaborar os editais de concessão.

A Infraero participará da modelagem e terá obrigações quanto à administração, ao investimento e ao quadro de pessoal. A participação da estatal nas SPEs não altera o plano de investimentos para os demais aeroportos.

Os estudos para a concessão dos aeroportos do Galeão e de Confins (BH) continuam.

Quem diria: o PT, aquele que satanizava a privatização das Teles, agora propõe a privatização de aeroportos. Porque será?


É para poder ganhar mais ou é admissão da própria incompetência para governar?

Troca de área comercial