quarta-feira, 2 de junho de 2010

Isto sim que é distribuição de renda!

Vai continuar esta farra?

Jair Meneguelli - torneiro mecânico e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC? Alguém lembra dele? Pois bem, ele sumiu. Fomos procurá-lo. Sabe onde o encontramos? Hoje ele se encontra em Brasília. É Presidente do Conselho Nacional do Sesi e comanda um orçamento de R$ 34.000.000,00. Salário atual: R$ 25.000,00. Salário anterior (no tempo de sindicalista) R$ 1.671,61.

Heiguiberto Navarro - ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. Encontramos também. Sabe onde? Em Brasília. Sabe o que ele faz hoje? É assessor do Secretário Nacional de Estudos e Políticas da Presidência da República. Gostaram do nome? Salário atual: R$ 6.396,00. É ele quem articula os eventos do Presidente Lula quando ocorrem fora do Palácio do Planalto. Recordando, ele é ferramenteiro e na época tinha um salário de R$ 1.671,61.

João Vacari Neto - bancário, ex-presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo. Também o encontramos. Adivinhe onde? Brasília? Certa a resposta! O que ele faz atualmente? É membro do Conselho Nacional de Itaipu. Ajuda a decidir sobre a alocação do orçamento de Itaipu, cerca de R$ 4.500.000.000, 00. Salário R$ 13.000,00. Antes o seu salário era de R$ 4.909,20.

Paulo Okamoto - fresador, ex-tesoureiro da CUT. Está sumido do noticiário, mas nós o encontramos. Sabe onde? Em Brasília? Certa a resposta! O que ele faz hoje? Presidente do SEBRAE. Salário R$ 25.000,00. Comada um orçamento de R$1.800.000.000,00. Salário anterior, quando era pobre: R$ 1.671,61.

Luis Marinho - pintor de veículos - ex-presidente da CUT. Lembram dele? Um doce para quem disser onde fomos encontrá-lo. Em Brasília? Certa a resposta. Estou devendo um doce para milhões de pessoas. O que é que ele está fazendo? Virou Ministro da Previdência Social. Salário R$ 8.363,80 + mordomias. Comanda um orçamento de R$ 191.000.000. 000,00. Anteriormente o seu salário era de R$ 1.620,40.

Wilson Santarosa - operador de transferência e estocagem, presidente do Sindicato dos Petroleiros de Campinas. Está no Rio de Janeiro. É gerente de comunicação da Petrobrás e membro do Conselho Deliberativo da Petros. Salário atual R$ 39.000,00 comanda um orçamento de R$ 250.000.000, 00. Salário anterior era de R$ 3.590,90.

João Antonio Felício - professor de Desenho e História da Arte e ex-presidente da CUT. É outro que está no Rio de Janeiro. É atualmente membro do conselho do BNDES, salário R$ 3.600,00 por reunião da qual participa, com direito a transporte, hospedagem mais ajuda de custo. É um dos responsáveis pela aprovação do orçamento do BNDES de R$ 65.000.000.000, 00. Tem sob sua responsabilidade opinar sobre sua destinação e acompanhar a execução. Salário anterior R$ 1.590,00.

Sergio Rosa - escriturário e ex-presidente da Confederação Nacional dos Bancários. Também se encontra em Brasília. É atual presidente do Previ, Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Salário atual de R$ 15.000,00. Comanda um orçamento de cerca de R$ 106.000.000, 00. Salário anterior R$ 4.500,00.

José Eduardo Dutra - geólogo, ex-presidente do Sindiminas de Sergipe, atual Sindipetro. Hoje, graças a Deus, se encontra em Brasília, onde é presidente da BR Distribuidora, com um mísero salário de R$ 44.000,00. Comandará, entre 2008 a 2012, um orçamento de R$ 2.600.000.000,00. Salário anteriorera de R$10.000,00

Wagner Pinheiros - analista de investimentos. Diretor da Federação dos Bancários de São Paulo. É outro que faz parte da Nova República. É presidente da Petros, Fundo de Pensão dos Funcionários da Petrobrás. Salário atual apenas R$ 44.000,00. Comanda um patrimônio de R$ 32.400.000.000, 00. Salário anterior: R$ 5.232,29. É bom frisar que o salário anterior era o salário percebido como dirigente sindical.

Pela Ética

Em discurso no Senado, Álvaro Dias (PSDB-PR) leu uma carta intitulada “Princípios da Cidadania”, escrita pelo professor e advogado René Dotti e assinada por lideranças da sociedade paranaense, onde são listadas idéias e iniciativas fundamentais para um candidato do Paraná ao Senado, em outubro próximo.

O documento cita a defesa da ética, da livre iniciativa, de controles da dívida pública e do déficit da Previdência, estabilidade da moeda, tributação simples e moderada, além de defesa das reformas política e tributária, transparência e defesa do Estado provedor de educação, de saúde, de habitação, de segurança, de justiça e executor de infraestrutura e políticas sociais.

A carta teve o objetivo de apoiar o deputado Gustavo Fruet, do PSDB, numa eventual candidatura ao Senado.

Destaque no Senado

Destaque do Senador Álvaro Dias (PSDB-PR) da Tribuna do Senado que a União dos Advogados Públicos Federais do Brasil (Unafe) divulgou nota protestando contra”manifestações em favor de interesses partidários” do advogado-geral da União, Luís Inácio Lucena Adams.
Segundo a Unafe, as suas manifestações são incompatíveis com as funções constitucionais destinadas ao advogado-geral. O advogado-geral está confundindo sua função constitucional com a de advogado do Partido dos Trabalhadores, da candidata Dilma Rousseff e do presidente da República, como militante do PT.
Perde isenção ao adotar posicionamento político-partidário eleitoral nesta véspera de campanha, o que é muito grave.
A Unafe pondera que, nos estados, as Procuradorias-Gerais não exercem a defesa pessoal de agentes públicos, sobretudo em assuntos eleitorais, cabendo essa defesa aos advogados particulares contratados pelos partidos políticos

E você pagando por isso!

domingo, 30 de maio de 2010

Estamos patrocinando a campanha eleitoral do PT

Dilma Roussef (PT), ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República, está em campanha desde 2009. O chefe dela antecipou o período eleitoral e a mostrou ao país.

Após a desincompatibilização obrigatória, em abril deste ano de 2010, Dilma freqüenta palanques oficiais, exibindo-se em comícios na tentativa de angariar votos.

Erenice Guerra, a fiel escudeira que assumiu a Casa Civil com a saída da chefe foi obrigada a responder o questionário enviado pelo deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

E, em sua resposta, disse que a participação de Dilma nos comícios custou R$ 3.052.870,94 (TRÊS MILHÕES E CINQUENTA E DOIS MIL REAIS). E isto somente com ela, fora a comitiva de Lulla e seus asseclas.

Isto dá um custo de R$ 508,9 mil por mês para promover a candidata oficial do lulismo.

E quem paga esta conta?

Os otários, os contribuintes brasileiros. É para isto que pagamos tanto imposto?

Falta do que fazer

Projeto de lei em tramitação na Câmara estabelece que revistas e outras publicações que utilizarem photoshop para modificar fotografias terão que informar aos leitores que utilizaram a ferramenta.
Se o projeto for aprovado, toda e qualquer publicação ou veículo que alterar de alguma forma a fotografia publicada terá de registrar a seguinte advertência: “Atenção: imagem retocada para alterar a aparência física da pessoa retratada”. Quem desobedecer à determinação pagará caro: multa de até R$ 50 mil por anúncio, com valor dobrado em caso de reincidência.
É o que define o texto original do PL, de autoria do deputado Wladimir Costa (PMDB-PA). A informação é do Congresso em Foco.
Esta é a legítima verdade que há deputados que não tem o que fazer!

sábado, 29 de maio de 2010

Uma batata quente chamada Fábio Luís, filho de Lula

Por Lauro Jardim:

Chegou ao STJ o inquérito da Polícia Federal que investiga se houve tráfico de influência na milionária compra da Gamecorp, a empresa de Fábio Luís, filho de Lula, pela Telemar (hoje Oi), em 2005. Por que foi para lá? Porque ninguém na primeira instância quer ficar com a batata quente.
A apuração começou em junho de 2007 no Rio de Janeiro, mas a Justiça Federal do estado remeteu-a para São Paulo, onde fica a sede da Gamecorp. A Justiça paulista, porém, discordou da decisão e em novembro de 2008 devolveu o processo para o Rio.
Em agosto do ano passado, os cariocas quiseram novamente se livrar do problema e devolveram os autos para São Paulo. Desta vez, para acabar com a ponte aérea, a Justiça paulista enviou a investigação ao STJ, a instância responsável por resolver esse tipo de impasse. O caso está nas mãos do ministro Jorge Mussi.
Fonte: Blog do Noblat
E essa é a justiça brasileira: borra-se de medo de um Presidente popular...

Este é o governo que queremos?

Reportagem de Duda Teixeira e Fernando Barros de Mello, na VEJA desta semana, evidencia os detalhes da cumplicidade do governo boliviano com a produção e tráfico de cocaína:

Com o auxílio do dinheiro dos contribuintes brasileiros, ficará ainda mais fácil para os traficantes colocar cocaína e crack nas ruas das nossas cidades.
Em agosto do ano passado, na Bolívia, o presidente Lula, enfeitado com um colar de folhas de coca, prometeu um empréstimo de 332 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a rodovia Villa Tunari-San Ignacio de Moxos.
Na ocasião, a segurança de Lula não foi feita por policiais, mas por centenas de cocaleiros armados com bastões envoltos em esparadrapo. Com 60 000 habitantes, a cidade de Villa Tunari é o principal centro urbano de Chapare. A rodovia, apelidada pelos bolivianos de “estrada da coca”, cruzará as áreas de cultivo da planta e, teoricamente, deveria fazer parte de um corredor bioceânico ligando o porto chileno de Iquique, no Pacífico, ao Atlântico.
Como só garantiu financiamento para o trecho cocaleiro, a curto prazo a estrada vai favorecer principalmente o transporte de cocaína para o Brasil.
O próprio BNDES não aponta um objetivo estratégico para a obra, apenas a intenção de “financiar as exportações de bens e serviços brasileiros que serão utilizados na construção da rodovia, tendo como principal benefício a geração de empregos e renda no Brasil”.
Traduzindo: emprestar dinheiro para a obra vai fazer com que insumos como máquinas ou asfalto sejam comprados no Brasil. O mesmo efeito econômico, contudo, seria atingido se o financiamento fosse para uma obra em território nacional.
Na Bolívia, suspeita-se que o financiamento do BNDES seja uma maneira de conferir contratos vantajosos a construtoras brasileiras sem fiscalização rigorosa.
Os promotores bolivianos investigam um superfaturamento de 215 milhões de dólares na transcocaleira. “Essa rodovia custou o dobro do que seria razoável e não tem licenças ambientais. Seu objetivo é expandir a fronteira agrícola dos plantadores de coca”, diz José María Bakovic, ex-presidente do extinto Serviço Nacional de Caminhos, órgão que administrava as rodovias bolivianas.
Desde que Morales foi eleito, Bakovic já foi preso duas vezes por denunciar irregularidades em obras públicas.
As mães brasileiras não são as únicas que sofrem com a amizade do governo brasileiro com Morales.
As provas da ajuda de Evo Morales ao narcotráfico
• Depois da eleição de Morales, a produção de cocaína e pasta de coca na Bolívia cresceu 41%
• A quantidade de cocaína que entra no Brasil pela fronteira com a Bolívia aumentou 200%
• Morales é presidente de seis associações de cocaleiros da região do Chapare, seu reduto eleitoral
• Ele quer ampliar a área de cultivo de coca para 21 000 hectares. Para atender ao consumo tradicional, como o uso da folha em chás e cosméticos, basta um terço disso
• Expulsou a DEA, agência antidrogas americana, que dava apoio à polícia boliviana no combate ao tráfico
• A pedido dos cocaleiros, Morales acabou com o projeto que ajudava agricultores a substituir a coca por plantações de banana, melão, café e cacau

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Tesoureiro petista é condenado em SP

Folha de S. Paulo:
O Tribunal de Justiça de São Paulo condenou o futuro tesoureiro da campanha de Dilma Rousseff e ex-prefeito de Diadema, José de Filippi Junior, a devolver valores que podem chegar a R$ 2,1 milhões para os cofres da prefeitura daquela cidade.
A decisão ocorreu pela contratação sem licitação do escritório do advogado Luiz Eduardo Greenhalgh. Filippi Jr. e Greenhalgh são do PT.
O escritório de Greenhalgh foi contratado pela Prefeitura de Diadema entre 1983 e 1996. Defendeu só duas causas, segundo o Ministério Público, e ganhou cerca de R$ 2,1 milhões pela tarefa. A prefeitura contava com 51 procuradores para defender os interesses da cidade, de acordo com a Promotoria.
O tesoureiro de Dilma foi condenado em duas decisões do TJ. Na primeira delas, houve um voto a favor dele, o que tornou possível a reavaliação do caso. No segundo julgamento, perdeu por 4 a 1.

O valor a ser devolvido será calculado só quando houver uma decisão definitiva sobre o caso. O ex-prefeito pode recorrer da decisão.

domingo, 23 de maio de 2010

148 dias de trabalho por ano só para pagar impostos

Os brasileiros terão de trabalhar até a sexta-feira da próxima semana, dia 28, apenas para pagar impostos.
Serão 148 dias de trabalho no ano. O cálculo faz parte do estudo sobre os dias trabalhados para pagar tributos divulgado pelo IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário).
Segundo o estudo, hoje os brasileiros trabalham quase o dobro do que trabalhavam na década de 1970 (76 dias) apenas para os fiscos. Os brasileiros estão entre os que mais pagam tributos no mundo, perdendo apenas para os suecos e os franceses.
Com base no estudo, o IBPT diz que 40,54% da renda bruta dos contribuintes estará comprometida neste ano com tributos.
Somos um país rico, com bastante gente milionária, disposta a sustentar os péssimos serviços públicos e os "ótimos" hábitos de políticos...

Empate


domingo, 16 de maio de 2010

Independência??


‘Herança maldita’ de 64% do PIB

Lula deixará para seu sucessor dívida bruta que é a maior dos últimos dez anos
De Regina Alvarez:

Importante indicador da saúde fiscal de qualquer país, a dívida bruta — que é a dívida total do setor público — pode chegar a 64,4% do PIB no fim de 2010, o maior patamar em dez anos.

Essa herança do governo Lula para seu sucessor foi turbinada pelas operações batizadas de “empréstimos” que o Tesouro vem realizando com o BNDES desde o ano passado, por meio da emissão de títulos públicos.

A projeção de que a dívida pode alcançar o montante recorde de R$ 2,2 trilhões em dezembro (ou 64,4% do PIB) é do economista Felipe Salto, da Consultoria Tendências, e já considera a emissão de R$ 80 bilhões em títulos do Tesouro para reforçar o caixa do BNDES.

Na semana passada, o Tesouro concluiu a emissão desses papéis, que, somados, engordam a dívida bruta em R$ 180 bilhões. A primeira parcela de R$ 100 bilhões foi repassados ao BNDES em 2009, contribuindo de forma substantiva para o crescimento da dívida em cinco pontos percentuais do PIB, em relação ao ano anterior. Passou de 57,9% para 62,8% do PIB.

O crescimento robusto da dívida bruta — decorrente do aumento da dívida interna, já que a externa corresponde a apenas 3,4% do PIB — é visto com preocupação por muitos analistas.

É um fator de risco futuro, em especial depois que a crise na zona do euro colocou em evidência a saúde fiscal dos governos. O que está em jogo, no caso do Brasil, é a credibilidade conquistada a duras penas nos últimos anos junto ao mercado internacional.

A crise global de 2009 abriu espaço para uma mudança radical de postura do governo do PT em relação às contas públicas. O acúmulo de superavits, que serviam para reduzir a dívida em relação ao PIB, foi substituído por uma combinação de aumento dos gastos com expansão do crédito por meio do crescimento da dívida pública.

— O próximo governo terá a tarefa adicional de sinalizar que a dívida bruta vai cair em relação ao PIB. Não é um cenário caótico, tem ainda uma gordura, mas a gordura acaba — destaca o economista Felipe Salto.

A preocupação dos analistas cresceu depois que foram revelados alguns truques que o governo utiliza para reforçar o caixa do Tesouro e abrir espaço para acomodar mais despesas.
O BNDES tem servido de instrumento para essas manobras. Revitalizado pelos empréstimos do Tesouro, o banco passou a repassar à União valores muito maiores em dividendos. No ano passado, foram R$ 10,9 bilhões, quase o dobro de 2008 (R$ 6 bilhões). Outros R$ 3,5 bilhões foram “comprados” da Eletrobrás e também transferidos para o caixa da União, ajudando a fechar as contas.

Este ano, o banco já repassou R$ 3,8 bilhões em dividendos ao Tesouro até abril, contribuindo para fechar o caixa no primeiro quadrimestre.

— A dívida bruta é um indicador que precisa cada vez mais ser observado pelo uso desses mecanismos de expansão de crédito. O caminho que está sendo adotado é errado — afirma Salto.

Mas o o governo não demonstra preocupação com o aumento da dívida bruta. A equipe econômica prefere destacar em suas avaliações a trajetória da dívida líquida, que não está sendo influenciada por esses empréstimos. Por esse conceito, o mesmo valor dos títulos emitidos entra nas contas como créditos do governo federal, neutralizando essas operações.

Bolsa Família desestimula trabalho rural no Nordeste

A sucessão presidencial de 2010 converteu o Bolsa Família numa unanimidade.

Neste ano, o benefício vai chegar às casas de 12,5 milhões de famílias.

De olho nos votos dessa clientela, nem o presidenciável da “oposição”, José Serra, se anima a criticar o programa.

Ao contrário, o candidato tucano diz que, se eleito, vai ampliá-lo.

Sob os méritos do Bolsa Família, porém, sobrevive um vício que o governo não logrou sanar: o desestímulo ao trabalho formal.

Com receio de perder o benefício, lavradores do Nordeste esvaziam as fazendas. É o que conta o repórter Fernando Canzian, em notícia levada às páginas da Folha.

Os trabalhadores fogem do emprego formal também para não perder o direito à aposentadoria especial antecipada.

Os candidatos a esse tipo de aposentadoria –aos 55 anos para as mulheres e 60 para homens— são classificados como “segurados especiais”.

Registrada a carteira, viram “assalariados rurais”. E tem de contribuir à Previdência por 13 anos ou trabalhar mais cinco antes de se aposentar com o salário mínimo.

Daí a opção de muitos trabalhadores por fugir do mercado formal. A falta de mão-de-obra leva as fazendas a se adaptar.

O repórter esteve em Brejões, município baiano assentado a 281 km de Salvador. Ali, fazendas que se dedicavam ao cultivo de café migram para a pecuária.

Canzian relata: "Propriedades que antes tinham até 800 mil pés de café e empregavam mais de 170 pessoas na safra estão virando pastos, geridos por menos de dez pessoas".

Ouvido, João Lopes Araújo, vice-presidente da Associação Comercial da Bahia, disse que a falta de mão-de-obra para a lavoura tornou-se crônica.

O curioso é que, no caso do Bolsa Família, o trabalho registrado para a colheita de uma safra, por temporário, não põe em risco o benefício.

A despeito disso, a clientela prefere não correr o risco. Ouça-se, por exemplo, Juceli de Jesus Alves, 47 anos:

"É melhor contar com o certo [o Bolsa Família] do que com o incerto". Mãe de nove filhos, Juceli trabalhava, na semana passada, numa fazenda de Brejões.

Trabalho informal, sem anotação na carteira de trabalho. Por quê? “Medo”, disse Juceli, que recebe R$ 134 mensais do Bolsa Família.

Muitos trabalhadores nem sabem que haverá sucessão presidencial neste ano. Juceli disse que imaginou que a eleição fosse para prefeito.

Conhece José Serra ou Dilma Rousseff? “Não”. E Lula? "Conheço demais. Pois não é ele que dá esse dinheiro pra gente?".

Outros dois lavradores ouvidos pelo repórter –Arivaldo Oliveira, 29; e Claudio Silva, 21—também disseram desconhecer os candidatos.

Mas esclareceram que planejam votar "na tal mulher do Lula". A dupla reside em lares alcançados pelo Bolsa Família. Num, recebe a mulher. Noutro, a mãe.

Procurado, o Ministério do Desenvolvimento Social negou que o Bolsa Família desestimule o emprego.

Não quis comentar o caso de Brejões, cuja verificação in loco faz da negativa uma pantomima. Alegou que precisaria analisar os dados antes de se posicionar.

No geral, o ministério escora sua negativa num estudo feito pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento).

O documento sustenta que o Bolsa Família tem "efeito insignificante" na procura por empregos no Brasil.

Nada que autorize a conclusão de que o programa leva à “dependência”. O texto anota:

"Não se pode dizer que o programa gere dependência em virtude da transferência de renda".

São inegáveis os efeitos positivos da política social do governo. Iniciada timidamente sob FHC, foi amplificada sob Lula.

Produziu redução na disparidade de renda, levou comida à geladeira de lares pobres e contribuiu para a formação de um mercado interno de consumo.

Porém, é inegável também que o futuro da política de bolsas passa pelo reforço à qualificação profissional e à oferta de emprego. O tema deveria frequentar o debate sucessório.

Mas os candidatos se limitam a dizer coisas definitivas –“vou manter”, “vou aperfeiçoar”— sem definir as coisas.

FONTE: Blog do Josias


sexta-feira, 14 de maio de 2010

TSE: Dois pesos e duas medidas. A justiça é cega, surda e idiota!

Após o programa televisivo eleitoreiro do PT vê-se claramente que a justiça anda perdida. Vejam só:
Há um tempo atrás, o Tribunal cassou o governador do Maranhão – Jackson Lago porque seu antecessor e aliado fez numa solenidade rigorosamente o que Lula fez por Dilma Rousseff naqueles eventos ilegais de que ela participou e que custaram ao presidente não mais do que duas multas de R$ 5 mil.
Lula deu risada, riu das decisões da justiça!
O que se viu na TV cabe, sim, e de várias maneiras, na categoria do chamado “jogo sujo”. Lula deu um sinal: fará qualquer coisa, qualquer coisa mesmo, para tentar eleger Dilma Rousseff. Se ele não quis manchar a sua biografia com a tentativa do terceiro mandato, resta evidente que não procurará preservá-la de qualquer baixaria para “não ser derrotado”.
É por essas coisas que a justiça é desacreditada. É por estes modos de atuação que o sistema judiciário do país cai numa espécie de piada pronta: é boa para os poderosos, mas ruim para os desassistidos.
Boris Casoy estava certo: É UMA VERGONHA!

A vida como deveria ser

Lula anda irritado.
Descobriu, através de uma pesquisa, que a maioria dos brasileiros, ao contrário da pregação oficial, acredita que a política econômica do governo e os programas sociais são CONTINUIDADE DO GOVERNO FHC.

Aliás, Lula não descobriu o Brasil em 2003. Creio que descobriu outra coisa...

Será a expressão da verdade?


sexta-feira, 7 de maio de 2010

ESCOLHA DAS CHAPAS PARA CONCORRER ÀS ELEIÇÕES 2010. OU, COMO LEGITIMAR POSIÇÕES DITATORIAIS

Ocorrem neste ano de 2010 as eleições para gestão dos Conselhos de Psicologia. Será em 27 de agosto, dia do psicólogo a escolha de chapa única, que concorre à reeleição.

Muitas pessoas entraram em contato comigo para que colocasse meu nome à disposição da categoria e, dentre elas, pessoas que fazem parte da gestão atual do CRP. Queriam organizar uma chapa de oposição.
Organizada a chapa a toque de caixa, com pessoas qualificadas e com amplo espectro de representação social, as pessoas que provocaram o processo sofreram intensa pressão para que desistissem da proposta.
Uma das pessoas, logo no sábado à noite, desistiu, dizendo que não poderia mais estar nesse processo, pois sua ligação com pessoas identificadas com a gestão atual a deixaria “impedida”. A outra que desistiu, o fez no domingo de manha, após sofrer intensa pressão.
Absurdamente, estas desistências, que ocorreram entre o sábado e domingo, nos impossibilitaram de completar a nominata exigida e atender o prazo exigido, que era de apresentar a chapa completa no domingo, às 17 horas.
Como sói acontecer, os modos de atuação destes profissionais se assemelhou àquilo que já falamos em 2007 quando criticávamos o “modus operandi” da gestão Cuidando da Profissão, que concorria ao CFP.
A única resposta que fica visível neste processo é a do puro medo de perder o satus quo. Pressionar colegas, realizar ameaças, impor o seu modo de atuação como o único certo é um modelo de ditadura. A ditadura do pensamento único, da chapa única.
Se o medo é tão grande assim, porque pressionaram os profissionais a desistirem do projeto? Por que não encararam a questão sob a ótica da democracia, deixando o processo eleitoral ocorrer?
O medo no ser humano provoca reações incríveis. Pressões, jogo sujo, modos de agir incompatíveis com a ética. Qualquer ameaça ao projeto que, em muitas vezes, é o de se manter perto das benesses do poder, é encarada como uma agressão pessoal.
Acontece que, ao longo caminho que já percorri em defesa da profissão de psicólogo, muitas vezes andando pelo Paraná em finais de semana, em detrimento de minha vida profissional e familiar, o que ouvi é o desejo de democracia, de representatividade, de efetiva ação pela defesa de nossa profissão. E isto não é condizente com a proposta que aí está.
Sejamos realistas. O projeto pessoal não pode ser maior que um projeto coletivo e democrático. Teremos que aguardar mais um tempo para que a sociedade possa fazer valer sua efetiva vontade.

domingo, 18 de abril de 2010

LULA TENTA SE DIZER RESPEITADOR DA LEI EM ATO ELEITORAL ILEGAL

Lula promoveu no sábado um encontro de centrais sindicais no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo. A idéia era rivalizar com o evento dos partidos de oposição em Brasília, preparado para Serra anunciar a sua disposição de se candidatar à Presidência da República. A pauta supostamente sindical mal escondeu o objetivo do evento: palanque para Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência. E ISSO, LEITOR, É ABSOLUTAMENTE ILEGAL!!!

Pela primeira vez em muito tempo, viu-se um Lula na defensiva. No evento do PC do B, anteontem, ele declarou:
“Nós não podemos ficar subordinados a cada eleição a que um juiz diga o que a gente pode ou não pode fazer”
A fala provocou a reação imediata de juristas e de associações de advogados e de magistrados. Hoje, ele tentou se explicar — à moda Lula, é claro:
“Jamais pensei em fazer crítica ao poder Judiciário. Fiz crítica aos partidos políticos (…) É verdade que eu dei motivos para quem tenha má fé interprete que eu tenha feito crítica ao poder Judiciário. Hoje, tudo vai para a Justiça porque os partidos não tiveram coragem de regulamentar [o processo eleitoral].”
Esse é Lula. Ele ataca as instituições brasileiras — e não é a primeira vez —, mas os culpados são os outros, entenderam? Dia desses, na TV, um sujeito explicava que tinha, sim, dado uma facada numa pessoa, mas, considerou, ela só morreu porque ninguém a socorreu. É o chamado “Paradigma Lula” para dar facadas. Assim como Lula usa o Paradigma da Facada para lidar com as instituições.
O presidente também disse no encontro do PC do B que esta será a eleição mais fácil da história do PT. E teve de se explicar.
“Também disse uma coisa equivocada ao falar que teríamos uma campanha fácil.
Quis dizer que vamos ter uma campanha menos difícil porque estamos mais fortes”.
É isso aí: num evento eleitoral ilegal, Lula tenta se defender da acusação, que é constatação, de que ele não gosta de se submeter aos limites da lei. É realmente um fenômeno!!!
Fonte: Blog Reinaldo Azevedo

quinta-feira, 15 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

Ordens presidenciais


Associação dos Juízes Federais do Brasil

A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE), entidade nacional de representação dos Juízes Federais, vem a público, manifestar-se sobre as afirmações do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro realizado ontem (8):

1. A AJUFE lamenta as declarações do Presidente da República no sentido de que “não podemos ficar subordinados ao que um juiz diz que podemos ou não”. Não é a primeira vez que comentários dessa natureza sobre decisões da Justiça Eleitoral são feitos pelo Presidente.
2. Toda decisão judicial agrada uma das partes do processo e desagrada a outra. Isso faz parte da democracia. Tantas vezes, o então candidato, e agora Chefe do Poder Executivo recorreu e teve seus pedidos acolhidos pelo Poder Judiciário. Os juízes não esperaram elogios por isso, porque estavam cumprindo seu papel, decidindo com independência, de acordo com a Constituição, as leis e as provas apresentadas.
3. Ao ser multado pela Justiça Eleitoral, o Presidente da República, como Chefe de Governo e Chefe do Estado Brasileiro, deveria ser o primeiro cidadão a defender o cumprimento da Constituição Federal e das decisões judiciais, fazendo valer os princípios da harmonia e da independência dos Poderes.
4. No regime democrático - que tantos lutaram para restabelecer no País, inclusive o Presidente da República -, o Poder Judiciário representa a última fronteira do cidadão contra o arbítrio praticado por seu semelhante e contra a violência do Estado, na medida em que seu papel é assegurar o cumprimento da Constituição. Fortalecer o Poder Judiciário e suas decisões é fortalecer a democracia.
5. A AJUFE endossa inteiramente com as afirmações do Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro Gilmar Mendes, no sentido de que “não se deve fazer brincadeiras com a Justiça”. Lamenta a AJUFE que o Presidente da República se esqueça que os magistrados de todas as instâncias também são membros de Poder e não merecem o tratamento contido em comentários dessa natureza.
A AJUFE reafirma que os magistrados federais com atuação na Justiça Eleitoral estarão atentos para que as Eleições de 2010 transcorram com observância da Constituição e da legislação eleitoral. Se a lei não é ideal, as propostas de alteração devem ser submetidas ao Congresso Nacional para que este examine o seu aperfeiçoamento.
Brasília, 9 de abril de 2010.
Fernando Cesar Baptista de Mattos

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Previsões


Editorial do Estadão

“Candidata pessoa jurídica”

A população que se acostume: não há hipótese de a ex-ministra Dilma Rousseff, como ela disse e tornou a dizer nos últimos dias, se “desvencilhar” do governo Lula. Isso significa que não há hipótese de a candidata ir para o embate sucessório como uma figura de projeção que, embora fiel ao presidente a quem tudo deve, e leal à administração da qual fez parte desde a primeira hora, tenha identidade própria, propostas próprias ? em suma, vida eleitoral própria.
A tática petista de transformar a campanha em um confronto entre o período Fernando Henrique e o atual já não se explica apenas pela expectativa de explorar a grande popularidade de Lula em favor de sua apadrinhada, que ainda não disputou nem uma vaga de síndica, diante de um adversário, o ex-governador José Serra, calejado nas urnas e na atividade pública.
Para o lulismo, a preferência pela disputa plebiscitária ? “nós e eles, pão, pão, queijo, queijo”, na memorável descrição do presidente ? tende a ser cada vez mais um imperativo advindo de uma indigesta realidade: a esqualidez aparentemente irremediável do desempenho da candidata, apesar do curso intensivo a que a submetem alguns dos melhores nomes do ramo.
À falta de uma Dilma pessoa física, só resta aos seus mentores fazer dela uma pessoa jurídica ? a representação da era Lula.
Naturalmente, o esquema exige descarnar o opositor para criar a ficção de que os nomes à espera do eleitor na urna eletrônica serão, para todos os efeitos, os de dois governos. Daí as tentativas de Dilma de descaracterizar as manifestações do candidato que, diferentemente dela, tem um perfil político estabelecido e fala por si.
Dentro da camisa de força em que as suas limitações e os cálculos plebiscitários dos seus mentores a aprisionaram, a ex-ministra não pode permitir que Serra reconheça méritos neste governo e se proponha a ir em frente ? que é, afinal, o que a população deseja de todos os candidatos. O governador tem de se comportar como os “lobos em pele de cordeiro”, que Dilma diz enxergar nos oposicionistas quando defendem a manutenção das políticas sociais de Lula (sem omitir que as suas sementes foram plantadas na gestão que o precedeu). À interdição das opiniões contrárias ao maniqueísmo atrás do qual oculta as suas carências, a candidata acrescenta a mentira pura e simples. Serra ? ela disse isso duas vezes em poucos dias ? é o responsável pelo racionamento de energia em 2001 e 2002, por ter sido ministro do Planejamento de Fernando Henrique ? 6 anos antes, fingiu esquecer.
A súbita agressividade da ex-ministra, na sua ânsia de passar ao público mensagem do gênero “Dilma e Lula, tudo a ver”, decerto reflete também o seu visível desconforto ao participar, sem a confortadora companhia do presidente, de eventos preparados para promover a humanização de sua imagem. Nessas horas, temperamento e a lulodependência insatisfeita se combinam para fazê-la tropeçar nas próprias deficiências. O momento crítico é o encontro com a imprensa. Um dia, a ex-prisioneira torturada no regime militar, quando solicitada a comentar as declarações de Lula sobre as greves de fome de dissidentes cubanos, aproveitou para fazer uma comparação infame entre os presos políticos brasileiros. Estes, só a muito custo conseguiram falar com a Anistia Internacional. Já os cubanos, seriam privilegiados, deu a entender, “porque o acesso que eles têm à mídia é muito grande”.
Na sua produzida excursão sentimental a Minas, seu Estado natal e segundo maior colégio eleitoral do País, depois de São Paulo, Dilma teve de se haver com uma pergunta sobre as razões que a levaram a começar a sua pré-campanha em “berço tucano”, numa alusão ao governo Aécio Neves, do PSDB.
Agressiva, a candidata reagiu então com 4 pedras em cada mão e um disparate na cabeça. “Minas é meu berço, viu? E eu não sou tucana”, começou, para emendar: “Tancredo, que eu saiba, também não era tucano. Que eu saiba, Juscelino Kubitschek não era tucano.” Ao que se saiba, Juscelino morreu em 1976. Tancredo, em 1985. E o PSDB foi fundado depois, em 1988. Longe de Lula, logo se vê, Dilma é uma autêntica anticandidata. O criador terá de fazer muito mais do que já fez pela criatura.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Viajante .....

Joelmir Beting

'Até aqui, em 40 meses do segundo governo, o presidente Lula já cometeu 102 viagens ao mundo. Ou mais de duas por mês, tal como semana sim, semana não. Sem contar, ora pois, as até aqui, 283 viagens pelo Brasil.
Ele já completou aproximadamente 382 dias fora do país desde a posse. E pelo Brasil, no mesmo período, 602 dias fora de Brasília. Total da itinerância presidencial, caso único no mundo e na História: Exatos 984 dias fora do Palácio, em exatos 1.201 dias de presidência.
Equivale a 81,9% do seu mandato fora do seu gabinete. Esta é a defesa da tese de que ele não sabia e nem sabe de nada do que acontece no Palácio do Planalto.
Governar ou despachar, nem pensar.
A ordem é circular. A qualquer pretexto.
E sendo aqui deselegante, digo que o presidente não é (nem nunca foi) chegado ao batente, ao despacho, ao expediente.
Jamais poderá mourejar no gabinete, dez horas por dia, um simpático mandatário que tem na biografia o nunca ter se sentado à mesa nem para estudar, que dirá para trabalhar.'
SEM CONTAR AS DESPESAS: FERNANDO HENRIQUE, EM 8 ANOS DE GOVERNO, R$ 58 MILHÕES, CRITICADOS PELO PT. LULA ATÉ AGORA, EM MENOS DE 7 ANOS, R$ 584 MILHÕES (E SÓ AS IDENFICADAS PELA IMPRENSA).

E o povão ainda aplaude e vota!!!

Deus?


Justiça Federal suspende pensão de viúva de terrorista

A Justiça Federal concedeu uma liminar para suspender a anistia ao ex-guerrilheiro comunista Carlos Lamarca.

Autor da ação, o Clube Militar do Rio pediu a anulação da portaria do ministro da Justiça, Tarso Genro, que concedeu anistia política post-mortem ao capitão Carlos Lamarca - com promoção ao posto de coronel e proventos de general-de-brigada, além de reparação econômica no valor de R$ 902.715,97, em favor de sua viúva, Maria Pavan Lamarca.

Em julho, a comissão de anistia do Ministério da Justiça havia concedido indenização de R$300 mil à viúva e aos filhos de Lamarca pelos dez anos em que estiveram exilados em Cuba. Com a promoção post-mortem, a viúva Maria Pavan Lamarca passaria a receber do Ministério da Defesa uma pensão de R$ 12 mil, correspondente ao montante pago para um general de brigada, do Exército.

A juíza Claudia Maria Pereira Bastos Neiva acatou a alegação do Clube Militar, de que Lamarca não poderia ser beneficiado pela lei de anistia porque desertou do Exército para entrar na luta armada contra o regime militar.

Além disso, em seu despacho, a juíza considerou "altamente questionável a opção política de alocação de receitas para pagamento de valores incompatíveis com a realidade nacional, em uma sociedade carente de saúde pública em padrões dignos, deficiente na educação publica, bem como nos investimentos para saneamento básico, moradia popular e segurança".

A liminar suspende os pagamentos e os benefícios indiretos, inclusive a promoção a general-de-brigada, até o julgamento do mérito da ação, ainda sem data definida. Os autores argumentam que, conforme o Decreto 3.998 , de 5 de novembro de 2001, só será promovido post-mortem o oficial que, "ao falecer, satisfazia as condições de acesso e integrava a faixa dos oficiais que concorriam à promoção pelos critérios de antiguidade ou de merecimento".

Sustentam, assim, que o Conselho de Anistia não pode fazer a promoção, mesmo com o referendo do ministro da Justiça.
Lamarca, que servia num quartel de Quitaúna, em Osasco, quando desertou do Exército para entrar na luta armada, foi comandante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), da Var-Palmares e do Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), pelos quais combateu no Vale do Ribeira (SP) e no sertão da Bahia, onde foi emboscado e morto por tropas do Exército, em setembro de 1971. Nascido no Rio, em 27 de outubro de 1937, casou-se em 1959 com Maria Pavan, com quem teve dois filhos - César e Cláudia. Justiça seja feita.
No que diz respeito a anistias e reparações - um verdadeiro coquetel de imoralidades e ilegalidades -, raramente vi um caso tão escandaloso como este, de Lamarca.

A promoção - e, conseqüentemente, parte do valor da indenização - é flagrantemente ilegal. É ilegal porque o Decreto 3.998 diz que só será promovido post-mortem o oficial que, "ao falecer, satisfazia as condições de acesso e integrava a faixa dos oficiais que concorriam à promoção pelos critérios de antiguidade ou de merecimento". E o que se pode afirmar de um desertor, que optou pela luta armada e pelo terrorismo???

Sim: ainda que eu considere ambas as práticas condenáveis, não são a mesma coisa. Ele era também um terrorista, não apenas um soldado do comunismo.
A indenização é também imoral. Lamarca conhecia os riscos da luta e não teria tido, com aqueles que o mataram, mais complacência do que tiveram com ele. Aliás, teve a chance de demonstrá-lo: e optou pela morte cruel de um prisioneiro. Isso é história, não ideologia.

Vamos ver que desculpa dará o Ministério da Justiça para ter optado pela promoção ao arrepio do que diz o decreto 3.998. E notem bem: a justificativa de que ele tinha direito à rebelião porque havia uma ditadura no Brasil é estúpida, inverídica. Ele também queria uma ditadura, só que outra, a comunista. Mais ainda: se estava descontente com a orientação do Exército, que pedisse baixa, abandonasse a carreira.
Ele escolheu o contrário: voltou as suas armas contra a Força à qual pertencera. E, agora, se pede a esta mesma Força que o promova?

E há um aspecto irônico em tudo isso. A família Lamarca está sendo indenizada também pelos anos passados em Cuba. Ora , por quê? Não dizem os comunistas, até hoje, que lá se realizava e se realiza o sonho do socialismo? Por que dar compensações a alguém que viveu a antecipação do paraíso que o próprio Lamarca queria ver reproduzido no Brasil.
Guerrilha não é caderneta de poupança. Terrorismo não é investimento em bolsa de valores. Esquerdismo não é aposta no mercado de futuros. A se dar crédito aos valentes, não se dedicaram à causa para enriquecer ou para tornar ricos os descendentes.

A juíza está certa: troquemos nossos falsos mártires esquerdistas por crianças pobres!
Fonte: Blog Reinaldo Azevedo


quarta-feira, 7 de abril de 2010

O custo do pacote de “bondades”

Os 16 anos que já transcorreram do lançamento do Plano Real parecem não ter sido suficientes para fixar na memória de políticos o valor da moeda.

Em outras palavras: mais de uma década com inflação em níveis civilizados, na casa de um dígito, não é capaz, ainda, de levar certos governantes e políticos a entender o que significa aprovar leis destinadas a aumentar gastos públicos.
Vários agem como se ainda fosse o tempo em que a inflação estratosférica, além de concentrar a renda na sociedade, servia para equilibrar as contas públicas, sem precisar de medidas austeras. Bastava atrasar pagamentos a fornecedores para zerar a conta.
Há um volumoso pacote de projetos, contaminados pela irresponsável generosidade típica de período eleitoral, em tramitação no Congresso, e cujo efeito sobre as contas públicas será desastroso.
Mesmo que alguns tenham entrado na agenda do Congresso há mais tempo, é em períodos eleitorais que eles tramitam lépidos.
Concentrado na Câmara, este festival de gastos significaria uma conta adicional de R$ 30 bilhões a ser espetada num Orçamento já em estrangulado pelo peso crescente do assistencialismo e do inchaço da folha de servidores.
O subproduto desse processo de gastos em custeio em crescimento constante são os baixos investimentos públicos — apesar do marketing em torno do PAC — e a manutenção da mais elevada carga tributária entre as economias emergentes
(na faixa de 36% do PIB).
Há prejuízos decorrentes de alguns destes projetos que são indiretos, mas nem por isso menos deletérios.
Caso das propostas de redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 e da ampliação da licença-maternidade compulsória de quatro para seis meses.
São aparentes generosidades que elevam o custo de pessoal para os empregadores, e, por isso, como bumerangue, voltam na forma de menos empregos formais.
Tudo isso num país em que metade da força de trabalho continua no mercado informal, por esta mesma razão: alto custo para a geração de postos de trabalho com carteira assinada.
A cesta de bondades eleitoreiras é variada.
Há aumentos para delegados da Polícia Federal, equiparando-os a procuradores e
promotores; fixação de piso nacional para policiais civis, militares e bombeiros; o conhecido e demolidor (do equilíbrio fiscal) projeto de extinção do fator previdenciário — que tem segurado o crescimento do déficit do INSS —, e a extensão a todos os aposentados dos índices de reajuste do salário mínimo. Esta, fórmula certeira de tornar incontrolável o déficit previdenciário, ou de congelar o salário mínimo.
Cada um desses projeto tem por trás uma corporação, um grupo organizado conhecedor dos atalhos nos corredores do Congresso e do Executivo.
Em defesa do contribuinte, pouca gente. Se algo for aprovado deste pacote, irá fazer parte da pesada herança fiscal maldita que Lula deixará ao sucessor.
Ela será maior ou menor a depender do bom-senso do Congresso, algo em que é difícil se confiar num ano eleitoral.
Mais ainda quando o próprio Executivo — onde pelo menos um ministério, o do Trabalho, funciona como usina demagógica de elaboração dessas propostas — faz questão de dar um tom de “vitória a qualquer preço” em defesa da candidatura de Dilma Rousseff. Mesmo que este seja um preço alto demais para o próximo governo e contribuintes.

“A melhor coisa que Lula fez pelo Brasil foi nada”

Da BBC Brasil:
Desde que o Brasil descobriu novas e promissoras reservas de petróleo na sua costa em 2007, o país parece ter abandonado várias reformas que deveriam deixá-lo em sintonia com sua ambição de conquistar um lugar entra as nações mais industrializadas do mundo.
É o que diz um artigo no Wall Street Journal nesta segunda-feira assinado por Mary Anastasia O’Grady, editora e colunista do jornal americano de finanças.
O texto, intitulado “Contenha seu entusiasmo pelo Brasil”, questiona o otimismo manifestado no país sobre o sucesso das parcerias público-privadas na reinvenção “de um Brasil com sua nova riqueza”.
O’Grady se refere em particular ao entusiasmo manifestado pelo empresário carioca Eike Batista em uma recente passagem por Nova York.
Ela conta que Batista, apontado como o homem mais rico do Brasil e o oitavo mais rico do mundo pela revista Forbes, “encantou a plateia com seu entusiasmo, não apenas por seus próprios projetos no desenvolvimento da exploração de petróleo, de portos e de estaleiros, como também pelo seu país”.
“Apesar dos muitos erros do passado, ele (Batista) disse que o Brasil mudou e está pronto para reclamar seu lugar de direito entre as nações industrializadas”, escreve.
Mas a autora do artigo se diz “cética” quanto ao otimismo de Batista, e se pergunta se o resto do país também vai se beneficiar das oportunidades que se abriram para o empresário no setor de gás e petróleo.
“Quanto mais a elite do país fala sobre sua parceria público-privada para reinventar o Brasil com sua recém descoberta riqueza, mais soa como o mesmo velho corporativismo latino”, diz ela.
O’Grady admite que o Brasil melhorou “em relação ao que era em meados da década de 90, quando hiperinflação alimentou caos nacional”, e disse que “o crédito por controlar os preços vai para o ex-presidente de dois mandatos (Fernando) Henrique Cardoso, cujo governo implementou o Plano Real”.
A autora minimiza o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no comando do país, dizendo que “uma revisão de sua gestão revela que a melhor coisa que ele fez como chefe-executivo do país foi nada”.
“Além da reforma da lei de falências e a melhoria da legislação relativa a seguros, ele (Lula) fez muito pouco.”
A jornalista considera positivo que mudanças sejam gradativas, mas diz que “o problema é que desde que o Brasil descobriu petróleo abundante na costa em 2007, parece ter abandonado até as reformas modestas”.
O artigo, ela sugere que faltam reformas que facilitem a operação de muitas empresas de pequeno e médio porte.
Citando um relatório do Banco Mundial de 2010, O’Grady diz que o Brasil não tem um bom histórico em relação à abertura de empresa, pagamento de impostos, contratação de funcionários e obtenção de alvará de construção.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

1º de abril no Brasil


Fúria inaugurante


Estado policial no Fisco

DEU EM O GLOBO

Estado policial no Fisco (Editorial)

São conhecidas as tendências estatistas de parte do governo Lula. Se não houvesse freios, a reação da sociedade, teríamos hoje, por exemplo, uma agência com carta branca para intervir no conteúdo da produção audiovisual do país (Ancinav) e um “conselho” para patrulhar jornalistas.
Caso também não tocassem as sirenes de alerta, passaria sem alardes o “programa nacional de direitos humanos”, o qual, na sua terceira versão, traz um projeto de governo de viés intervencionista, dirigista. Entre várias propostas, o programa, coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos, investiu contra a Lei de Anistia, desengavetou o imposto sobre fortunas e chegou a criar uma instância administrativa à guisa de patrocinar a conciliação entre donos de terras e invasores, mas cujo objetivo é mesmo relativizar o princípio da propriedade privada, inscrito na Constituição.
Há, ainda, manifestações de mesmo pedigree ideológico em investidas contra a publicidade e venda de medicamentos, desfechadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Por meio de resoluções, ocorrem tentativas da agência de regular a propaganda de medicamentos, prerrogativa apenas do Congresso, via lei específica.
O vírus do Estado unitário, vertical, do cesarismo, anda à solta em Brasília. Uma das mais recentes e virulentas manifestações do mal pode ser encontrada em projetos de lei engendrados pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e encaminhados ao Congresso, para dar poderes absolutistas ao Executivo na cobrança de dívidas tributárias.
A iniciativa, segundo a Ordem dos Advogados do Brasil, institui um “Estado policialesco” para esmagar o contribuinte. A opressão tributária não é de hoje. Quem conhece os ritos administrativos da Receita Federal aplicados contra quem decide contestar uma cobrança do Leão sabe que esta é uma cultura arraigada no Fisco brasileiro.
Mas agora o furor arrecadatório foi muito além e invadiu zonas de proteção constitucional.
Deseja a Fazenda penhorar bens de pessoas físicas e jurídicas em dívida com o Fisco sem autorização judicial (!). Institui-se, dessa forma, o poder do tacão sobre o contribuinte, sem que ele possa recorrer a um juiz. O presidente da OAB, Ophir Cavalcante, garante que, assim, o Estado pulveriza o princípio da presunção da inocência do contribuinte.
Não para aí a procuradoria da Fazenda. A fim de facilitar o acesso aos bens do contribuinte, ela deseja criar o Serviço Nacional de Informações Patrimoniais do Contribuinte.
(A ressurreição da sigla SNI remete a um tempo em que projetos como estes da Fazenda seriam executados sem passar pelo Congresso.) Ao SNI do patrimônio alheio teriam acesso os procuradores da Fazenda para vasculhar bens e escolher quais seriam — ou serão — expropriados pelo Estado para abater supostas dívidas. Dentro deste “ Estado policial tributário” a Procuradoria-Geral da Fazenda funcionará como “tribunal de exceção”. Ao mesmo tempo, ela será parte interessada — em arrecadar — e magistrado, pois decidirá o quê e quanto será confiscado, sem contestações legais.
Se vingar o delirante conjunto de projetos da procuradoria, o país, do ponto de vista do direito do contribuinte, voltará à era do Estado policial do AI-5.

quarta-feira, 24 de março de 2010

No silêncio da lei

De Miriam Leitão:
Jornal O Globo
Há mais de ano o presidente Lula e a ministra Dilma transformaram o governo em uma campanha eleitoral permanente.
São eventos sucessivos na cara da Justiça Eleitoral, que não fixa parâmetros, não estabelece limites, não vê o evidente. O PAC II — que será anunciado com apenas 11% do PAC I concluído — é mais um dos desafios às leis, que permitem campanha apenas a partir de 5 de julho.
Existem governos que usam a máquina pública em campanha disfarçada. Alguns são punidos, a maioria, não. Algumas punições são ágeis, a maioria, não. Agora é pior.
Não é o caso mais de falar em pré-campanha. O que está acontecendo é uma descarada campanha. Qual é o motivo de se "lançar" um programa com o outro tão inconcluso? E fazer isso na última semana em que a ministra Dilma Rousseff estará no governo? É mais um palanque.
Obras são inauguradas para voltarem a ser canteiros, assim que termina a passagem do presidente com sua candidata, como mostrou a "Folha de S. Paulo" no domingo.
No levantamento do jornal, 60% das obras inauguradas não estavam prontas, uma não tinha sequer licença ambiental. O "Estado de S. Paulo" de ontem informou que relatórios do comitê gestor do PAC, analisados pelo site Contas Abertas, mostram que 54% dos projetos listados sequer saíram do papel; 35% estão em andamento e apenas 11% foram concluídos.
O GLOBO revelou no domingo o tamanho da conta que ficará para o sucessor com obras não concluídas do PAC: R$ 35,2 bilhões, contratadas entre 2007 e 2010, mas que não foram executadas, nem pagas.
Os restos a pagar já somam R$ 25 bi e vão subir 40% até o fim do ano. Mesmo com inadimplências no cumprimento de prazos e orçamentos no primeiro plano, o governo vai "lançar" o segundo, para ter novo palanque.
E o governo que assumir em 2011, vai ter que administrar essa herança, que, com certeza, será bem maldita...

Triangulação para abastecer caixa dois do PT

De Leila Suwwan:
A quebra de sigilo bancário na investigação do caso Bancoop (Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo) rastreou a triangulação financeira realizada para, supostamente, abastecer um caixa dois do PT nas eleições de 2002. A análise preliminar das movimentações da consultoria Mizu, considerada uma da fachadas do esquema, revela que cheques contabilizados internamente pela consultoria como doações ao PT não chegavam diretamente ao partido.
Esses valores voltaram à Bancoop, que, por sua vez, repassava o dinheiro ao PT.
O objetivo desse caminho tortuoso, segundo a investigação, seria mascarar a doação ao PT e dificultar o rastreamento dos recursos. Para o Ministério Público de São Paulo, o sistema "mascarava doações eleitorais ilegais", feitas a partir de saques em dinheiro.
A partir de um controle bancário interno, fornecido por uma testemunha que trabalhou na empresa Mizu Gerenciamento e Serviços S/C Ltda, a promotoria buscou o destino de seis cheques, quase sequenciais, emitidos em outubro de 2002 e registrados como "Doação P.T."
Descobriu-se que os números, datas e valores dos cheques conferiam com o extrato da conta. Foram achados os verdadeiros destinatários, já que as contas do PT não registravam essa receita. Três dos cheques, totalizando R$ 14.450, foram destinados de volta à Bancoop. Dois não foram encaminhados, e um, recebido por pessoa física, cujo nome é mantido em sigilo.
Fonte: Blog do Noblat

Mais uma bolsa-companheiro

Na campanha eleitoral o “Bolsa Combustível”

O Presidente Lula editou decreto instituindo indenização para os servidores comissionados que utilizarem os seus próprios veículos para sua locomoção.
Serão R$ 327,00 por mês para cada servidor, aumentando em cerca de R$ 25 milhões de reais por mês as despesas de custeio da administração federal. A iniciativa é suspeita.
Os objetivos eleitoreiros ficam visíveis. Trata-se de uma espécie de bolsa combustível para abastecer os veiculos dos governistas de confiança, na campanha eleitoral. Isso não é honesto. Na Agência Senado a noticia do discurso
Fonte: Blog Álvaro Dias

quinta-feira, 18 de março de 2010

O Estado sendo usado para fins inexplicáveis

O ministro Franklin Martins está preparando uma “rede contra a criminalização de movimentos sociais”. Para isso, vai “usar” jornalistas chapa branca, da Empresa Brasileira de Comunicação.
Segundo Giba Um, numa primeira reunião de João Pedro Stédile com um grupo deles (rede), o líder dos sem-terra confessou que o Incra é quem informa o MST sobre o alvo de suas invasões, numa surpreendente parceria. No caso da fazenda do grupo Cutrale, Stédile jogou a culpa no mesmo Incra, que teria informado que a fazenda seria área pública.
Enquanto discute-se o fato de que Lula fez ou não campanha eleitoral antecipada, ninguém vê os absurdos que a atual administração comete. É nítido o uso e abuso de dinheiro público para fins que nãos se justificam.
Onde anda a fiscalização? Onde está? Deve estar ocupada, perseguindo àqueles que divergem do atual governo...

segunda-feira, 15 de março de 2010

E o Collor caiu por uma Elba...

Bancoop pagou adesivos de Lula em 2002, diz empresário
segunda-feira, 15 de março de 2010 18:17

Por Fernando Barros de Mello, na VEJA.com:
Em depoimento que faz parte do inquérito sobre a Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, a Bancoop, é mais um indício do uso da entidade em campanhas do PT.

O comerciante Marcelo Luis Straface, de São Paulo, declarou ao Ministério Público que uma secretária de Luís Eduardo Saeger Malheiro o indagou, em 2002, “se conhecia alguma gráfica que pudesse confeccionar adesivos para a campanha presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva”.

Malheiro era presidente da Bancoop e morreu em um acidente de automóvel. Straface disse ter apresentado um empresário “amigo” à Bancoop. Foi combinada uma encomenda de 10 mil adesivos para a campanha de Lula.

domingo, 14 de março de 2010

"Eu não sabia", porém, ouvi tudo...
















Lula provoca incidente diplomático em Israel

Incidente diplomático no início da visita de Lula a Israel.

Ele recusou-se, esta noite [horário de lá], a depositar flores no túmulo de Théodor Herzl, o fundador do movimento sionista que criou o Estado de Israel.
O túmulo fica em Jerusalém.

Em Ramallah, cidade que abriga o governo palestino, Lula pretende depositar flores no túmulo de Yasser Arafat.

Uma fonte do ministério das Relações Exteriores de Israel declarou ao Guysen, o maior site de notícias de Tel Aviv em língua francesa, que não é aceitável que Lula desrespeite o procolo usual do país.


Espera que ele reveja sua decisão.

Consórcios paralelos driblam licitações de obras

DEU NA FOLHA DE S.PAULO

'Consórcios paralelos' driblam licitações de obras
Grandes construtoras do Brasil têm um esquema de reparte de contratos que funciona à margem, e a despeito, dos processos públicos de licitação. Nem sempre o grupo de empreiteiras que vence a concorrência é o mesmo que executa a obra ou recebe o pagamento.
As empresas negam manipulação dos resultados e a formação de cartéis, mas a Folha leu documentos que descrevem a atuação dos "consórcios paralelos" no território nacional.
Os papéis constam dos inquéritos de quatro operações realizadas pela Polícia Federal para apurar desvios de dinheiro público (Boi Barrica, Castelo de Areia, Caixa Preta e Aquarela) e de investigações da Polícia Civil em vários Estados.
Em geral, os "consórcios paralelos" agem assim: as construtoras firmam entre si um pacto sobre quem de fato vai executar uma obra a ser licitada. Depois, elas participam separadamente da concorrência, para dar aparência de lisura ao processo. Escolhida a vencedora, o acerto é feito por fora.
Relatórios da PF chegam a detalhar a partilha, atribuindo o percentual de cada integrante. Para fechar as tabelas, peritos analisaram o fluxo de caixa das empreiteiras e as ordens de execução dos canteiros de obras -muitas delas assinadas por construtoras que tinham sido derrotadas na licitação.
Segundo as investigações policiais, o esquema operou, por exemplo, na licitação dos metrôs de Salvador, do Rio de Janeiro, de Fortaleza, do Distrito Federal e de Porto Alegre.

sábado, 13 de março de 2010

Fúria inaugurante


INTERNACIONAL


A decepcionante visita de Lula
Mario Vargas Llosa


Minha capacidade de indignação política atenua-se um pouco nos meses do ano que passo na Europa.
Suponho que a razão disso seja o fato de que, lá, vivo em países democráticos nos quais, independentemente dos problemas de que padecem, há uma ampla margem de liberdade para a crítica, e a imprensa, os partidos, as instituições e os indivíduos costumam protestar de maneira íntegra e com estardalhaço quando ocorrem episódios ultrajantes e desprezíveis, principalmente no campo político.

Entretanto, na América Latina, onde costumo passar de três a quatro meses ao ano, esta capacidade de indignação volta sempre, com a fúria da minha juventude, e me faz viver sempre temeroso, alerta, desassossegado, esperando (e perguntando-me de onde virá desta vez) o fato execrável que, provavelmente, passará despercebido para a maioria, ou merecerá o beneplácito ou a indiferença geral.

Na semana passada, experimentei mais uma vez esta sensação de asco e de ira, ao ver o risonho presidente Lula do Brasil abraçando carinhosamente Fidel e Raúl Castro, no mesmo momento em que os esbirros da ditadura cubana perseguiam os dissidentes e os sepultavam nos calabouços para impedir que assistissem ao enterro de Orlando Zapata Tamayo, o pedreiro pacifista da oposição, de 42 anos, pertencente ao Grupo dos 75, que os algozes castristas deixaram morrer de inanição - depois de submetê-lo em vida a confinamento, torturas e condená-lo com pretextos a mais de 30 anos de cárcere - depois de 85 dias de greve de fome.

Qualquer pessoa que não tenha perdido a decência e tenha um mínimo de informação sobre o que acontece em Cuba espera do regime castrista que aja como sempre fez. Há uma absoluta coerência entre a condição de ditadura totalitária de Cuba e uma política terrorista de perseguição a toda forma de dissidência e de crítica, a violação sistemática dos mais elementares direitos humanos, de falsos processos para sepultar os opositores em prisões imundas e submetê-los a vexames até enlouquecê-los, matá-los ou impeli-los ao suicídio. Os irmãos Castro exercem há 51 anos esta política, e somente os idiotas poderiam esperar deles um comportamento diferente.

DESCARAMENTO

Mas de Luiz Inácio Lula da Silva, governante eleito em eleições legítimas, presidente constitucional de um país democrático como o Brasil, seria de esperar, pelo menos, uma atitude um pouco mais digna e coerente com a cultura democrática que teoricamente ele representa, e não o descaramento indecente de exibir-se, risonho e cúmplice, com os assassinos virtuais de um dissidente democrático, legitimando com sua presença e seu proceder a caçada de opositores desencadeada pelo regime no mesmo instante em que ele era fotografado abraçando os algozes de Zapata.

O presidente Lula sabia perfeitamente o que estava fazendo. Antes de viajar para Cuba, 50 dissidentes lhe haviam pedido uma audiência durante sua estadia em Havana para que intercedesse perante as autoridades da ilha pela libertação dos presos políticos martirizados, como Zapata, nos calabouços cubanos. Ele se negou a ambas as coisas.

Não os recebeu nem defendeu sua causa em suas duas visitas anteriores à ilha, cujo regime liberticida sempre elogiou sem o menor eufemismo.

Além disso, este comportamento do presidente brasileiro caracterizou todo o seu mandato. Há anos que, em sua política exterior, ele desmente de maneira sistemática sua política interna, na qual respeita as regras do estado de direito, e, em matéria econômica, em vez das receitas marxistas que propunha quando era sindicalista e candidato - dirigismo econômico, estatizações, repúdio dos investimentos estrangeiros, etc. -, promove uma economia de mercado e da livre iniciativa como qualquer estadista social-democrata europeu.

Mas, quando se trata do exterior, o presidente Lula se despe de suas vestimentas democráticas e abraça o comandante Chávez, Evo Morales, o comandante Ortega, ou seja, com a escória da América Latina, e não tem o menor escrúpulo em abrir as portas diplomáticas e econômicas do Brasil aos sátrapas teocráticos integristas do Irã.

O que significa esta duplicidade? Que Lula nunca mudou de verdade? Que é um simples mascarado, capaz de todas as piruetas ideológicas, um político medíocre sem espinha dorsal cívica e moral? Segundo alguns, os desígnios geopolíticos para o Brasil do presidente Lula estão acima de questiúnculas como Cuba, ou a Coreia do Norte, uma das ditaduras onde se cometem as piores violações dos direitos humanos e onde há mais presos políticos.

O importante para ele são coisas mais transcendentes como o Porto de Mariel, que o Brasil está financiando com US$ 300 milhões, ou a próxima construção pela Petrobrás de uma fábrica de lubrificantes em Havana. Diante de realizações deste porte, o que poderia importar ao "estadista" brasileiro que um pedreiro cubano qualquer, e ainda por cima negro e pobre, morresse de fome clamando por ninharias como a liberdade? Na verdade, tudo isto significa, infelizmente, que Lula é um típico mandatário "democrático" latino-americano.

Quase todos eles são do mesmo feitio, e quase todos, uns mais, outros menos, embora - quando não têm mais remédio - praticam a democracia no seio dos seus próprios países, mas, no exterior, não têm nenhuma vergonha, como Lula, em cortejar ditadores e demagogos, porque acham, coitados, que desta maneira os tapinhas amistosos lhes proporcionarão uma credencial de "progressistas" que os livrará de greves, revoluções e de campanhas internacionais acusando-os de violar os direitos humanos.

Como lembra o analista peruano Fernando Rospigliosi, em um artigo admirável: "Enquanto Zapata morria lentamente, os presidentes da América Latina - entre eles o algoz cubano - reuniam-se no México para criar uma organização (mais uma!) regional. Nem uma palavra saiu dali para exigir a liberdade ou um melhor tratamento para os mais de 200 presos políticos cubanos." O único que se atreveu a protestar - um justo entre os fariseus - foi o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera.

De modo que a cara de qualquer um destes chefes de Estado poderia substituir a de Luiz Inácio Lula da Silva, abraçando os irmãos Castro, na foto que me revoltou o estômago ao ver os jornais da manhã.

Estas caras não representam a liberdade, a limpeza moral, o civismo, a legalidade e a coerência na América Latina. Estes valores estão encarnados em pessoas como Orlando Zapata Tamayo, nas Damas de Branco, Oswaldo Payá, Elizardo Sánchez, a blogueira Yoani Sánchez, e em outros cubanos e cubanas que, sem se deixarem intimidar pelas pressões, as agressões e humilhações cotidianas de que são vítimas, continuam enfrentando a tirania castrista. E se encarnam ainda, em primeiro lugar, nas centenas de prisioneiros políticos e, sobretudo, no jornalista independente Guillermo Fariñas, que, enquanto escrevo este artigo, há oito dias está em greve de fome em Cuba para protestar pela morte de Zapata e exigir a libertação dos presos políticos.

O curioso e terrível paradoxo é que no interior de um dos mais desumanos e cruéis regimes que o continente conheceu se encontrem hoje os mais dignos e respeitáveis políticos da América Latina.




Em qualquer hipótese, a comparação é oportuna, e os dados são verídicos.


SERRA

Esta é a primeira versão de uma biografia comparada entre José Serra(PSDB-SP) e Dilma Rousseff(PT- RS), a ser divulgada pelos quatro cantos do Brasil. Não há nenhuma mentira neste levantamento de dados e fatos sobre a vida pública dos dois oponentes. Os Blogs pela Democracia têm o papel de colocar a verdade para o eleitorado médio, aquele que está longe dos blogs políticos. Precisamos, além do trabalho dentro do nosso ambiente, transformar este tipo de post em e-mail, em corrente, em material para orkut, em informação para as redes sociais. Este é o nosso trabalho. Aprimorem esta comparação. Criem a sua própria. Levantem novos dados. O importante é confrontar os dois candidatos. Quando a campanha começar, boa parte do Brasil já vai estar conhecendo José Serra e Dilma Rousseff. Com capacidade de julgar e escolher o que é melhor para o Brasil.
Aí vai, etapa por etapa, a vida dos dois:

José Serra tem 68 anos, é paulista, filho de imigrantes italianos, o pai vendedor de frutas no Mercado Público, foi criado em uma pequena casa quarto e sala, geminada com outras 24, em São Paulo.
Somente quando chegou ao Científico, a família Serra mudou-se para um apartamento de dois quartos, alugado. Antes disso, moraram em uma pequena casa em rua de chão batido.
No início dos anos sessenta, vinculado à política estudantil, Serra foi presidente da União Estadual de Estudantes, de São Paulo, e da União Nacional dos Estudantes, com apoio da Juventude Católica. Democrata, sempre usou o palanque e a tribuna como armas, jamais integrando grupos terroristas e revolucionários manipulados pelo comunismo internacional.
Em 1964, exilou-se na Bolívia e, posteriormente, na França, retornando ao Brasil em 1965, na clandestinidade. Ainda neste ano, foi para o Chile, onde ficou durante oito anos. Com a queda de Allende, foi para a Itália e, posteriormente, para os Estados Unidos. Teve uma vida extremamente produtiva no exílio, onde adquiriu sólida formação acadêmica, foi professor e consultor.
Em 1967, Serra casou-se com a psicóloga e bailarina Sílvia Mônica Allende, com quem tem dois filhos e dois netos e continua até hoje casado.

Serra interrompeu a sua formação acadêmica em função do exílio, que impediu que seguisse a carreira de Engenheiro (Escola Politécnica da USP). No entanto, no Chile, fez um mestrado em Economia e foi professor de matemática na CEPAL.
Posteriormente, nos Estados Unidos, fez mais um mestrado e um doutorado na prestigiada Universidade de Cornell. Tem uma das mais sólidas formações na área no Brasil.
Serra permaneceu 10 anos longe do Brasil. Retornou em 1977, dois anos antes da Lei da Anistia, sendo um dos únicos que voltou sem nenhuma garantia de liberdade e ainda com os direitos políticos cassados.
Em 1978, Serra iniciou a sua carreira política, que este ano completa 32 anos.
Neste ano, teve sua candidatura a deputado impugnada, sob a alegação de que
ainda estava com os direitos políticos suspensos. Foi admitido como professor de Economia na UNICAMP, onde ficou até 1984.
Em 1983, Serra iniciou, efetivamente, a sua carreira como gestor, assumindo a Secretária de Planejamento do Estado de São Paulo.
Em 1986, Serra foi eleito deputado constituinte, com a maior votação do estado de São Paulo. Foi o deputado que aprovou mais emendas no processo da
Constituinte: apresentou 208 e aprovou 130, uma delas criando o Fundo de Amparo ao Trabalhador. Liderou toda a reformulação orçamentária e de planejamento do país, no período, que começaram a estruturar as finanças brasileiras, preparando-as para o futuro Plano Real.
Serra foi um dos fundadores do PSDB, em 1988. Foi derrotado por Luiza Erundina, do PT, nas eleições para prefeito de São Paulo. Em 1990, foi reeleito deputado federal com a maior votação em São Paulo.
Em 1994, Serra foi um dos grandes apoiadores do Plano Real, mesmo com idéias própria que o indispuseram, por exemplo, com Ciro Gomes. Neste ano, foi eleito senador por São Paulo, com mais de seis milhões de votos. Em seguida, assumiu o Ministério do Planejamento.
Em 1998, José Serra assumiu o Ministério da Saúde, criando os genéricos e o Programa de Combate a AIDS. Criou a ANS e ANVISA. Foi considerado, internacionalmente, como uma referência mundial em gestão na área.
Em 2002, Serra candidatou-se à Presidência, sendo derrotado por Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 2004, Serra elegeu-se Prefeito de São Paulo.
Em 2006, elegeu-se Governador de São Paulo, cargo que exerce até os dias de hoje. É o candidato natural da oposição à Presidência da República.
DILMA
Dilma Rousseff tem 62 anos, é mineira, filha de um imigrante húngaro, rico empreiteiro e dono de construtora, proprietário de dezenas de imóveis em Belo Horizonte, foi criada em um grande e espaçoso apartamento em Belo Horizonte.
Imóvel não era problema para a rica família Rousseff, que passava férias no Rio. Um dos espaçosos apartamentos foi cedido para Dilma utilizar, exclusivamente, como esconderijo seguro para os grupos terroristas dos quais participava, de onde saíam para praticar atentados, roubar e seqüestrar.
Dilma, por sua vez, neste mesmo período, fazia política estudantil nas escolas mais burguesas de Belo Horizonte. Em 1963, ingressou no curso clássico e passou a comandar uma célula política em uma das mais tradicionais escolas da cidade, onde conheceu futuros companheiros de guerrilha, como o atual prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel.
Em 1964, Dilma começou a conviver com terroristas de esquerda, iniciando a sua carreira como militante na luta armada. Neste período ingressou na POLOP, Política Operária, onde militou até ingressar na universidade.
Dilma também casou-se em 1967, com o terrorista e guerrilheiro Cláudio Galeno de Magalhães Linhares ("Aurélio", "Lobato"). Quando o primeiro marido a deixou, para ir cumprir missões em outros países, seqüestrando um avião no Uruguai, por exemplo, teve um segundo casamento com Carlos Franklin Araújo, com quem teve uma filha. Desde 2000, não está casada.
Dilma ingressou em 1967 na faculdade de Ciências Econômicas da UFMG. Ali participou da criação do sanguinário grupo COLINA, Comando de Libertação Nacional. Posteriormente, participou ativamente da fusão entre a COLINA e a VPR, Vanguarda Popular Revolucionária, quando surgiu a violenta VAR-P, Vanguarda Armada Revolucionária Palmares, responsável por dezenas de crimes contra civis e militares.
Enquanto isso, Dilma estava na clandestinidade, participando de ações armadas, recebendo treinamento para guerrilha no exterior, ministrado por organizações comunistas internacionais. Aprendeu a usar o fuzil com maestria, especialmente na atividade de montá-lo e desmontá-lo no escuro. Foi presa em 1970, permanecendo nesta condição até 1973.
Em 1973, Dilma Rousseff retomou o curso de Economia na UFRGS, no Rio Grande do Sul, onde estava preso seu segundo marido, Carlos Araújo. Ingressou, junto com o marido, no PDT e recebeu um cargo de estagiária na Fundação de Economia e Estatística, em 1977. Em 1978, Dilma Rousseff começou a fazer o mestrado na UNICAMP e, depois, o doutorado. Durante anos, mentiu em seu currículo que tinha concluído os dois cursos quando, na verdade, mal cursou os créditos, que representa quando muito 10% de um título acadêmico stricto sensu.
Em 1985, Dilma assumiu a Secretaria Municipal da Fazenda, em Porto Alegre, no governo do pedetista Alceu Collares, com quem tem uma dívida de gratidão. Hoje Collares é conselheiro de Itaipu.
Dilma saiu da Secretaria da Fazenda de Porto Alegre em 1988, sendo substituída pelo hoje blogueiro Políbio Braga, que afirma: "ela não deixou sequer um relatório, e a secretaria era um caos."
Em 1989, Dilma foi nomeada Diretora-Geral da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, na cota do marido no PDT. Alguns meses depois foi demitida, pois não obedecia horários e faltava a todas as reuniões, segundo Valdir Fraga, o presidente da Casa, à época.
Em 1995, voltou para a FEE, mas como funcionária, já que o PDT havia perdido a eleição. Ali editou uma revista de indicadores econômicos, enquanto tentava acertar o seu “doutorado” na UNICAMP.
Em 1998, na cota do PDT, assume a Secretaria de Minas e Energia, no governo petista de Olívio Dutra, eleito governador gaúcho. Vendo que o partido de Brizola estava decadente, ingressou no PT.
Em 2002, Dilma foi nomeada ministra das Minas e Energia do governo Lula, puxando o tapete de Luiz Pinguelli Rosa, mestre em engenharia nuclear e doutor em física, que coordenava oi grupo de transição.
Em junho de 2005, Dilma assumiu o lugar de José Dirceu, o chefe da sofisticada organização criminosa do mensalão, sendo saudada por ele como “companheira de armas e de lutas”, em memória aos tempos da guerrilha.
De lá para cá, vem sendo imposta por Lula como a candidata biônica do PT à presidência da república. No dia 20 de fevereiro de 2010, foi ungida, sem nunca ter conquistado um só cargo público pelo voto ou por concurso, a candidata da situação à sucessão de Lula.

domingo, 7 de março de 2010

Contra fatos, não há argumentos: descaminhos...

Este é o cuidado petista com os direitos humanos

Da coluna Holofote, de Felipe Patury, na VEJA:

Em 2007, o país se estarreceu com a história de uma adolescente presa por 24 dias em uma cela masculina no Pará.

Torturada e seviciada pelos detentos, ela foi incluída no programa de proteção a testemunhas e enviada a Brasília, onde deveria ser protegida pela Secretaria dos Direitos Humanos, do ministro Paulo Vannuchi, que anda muito empenhado em criar mecanismos para censurar a imprensa. Na capital, ela mendigou e passou a usar crack.

Resgatada por uma ONG, foi alojada em um quarto com rapazes drogados. Agora, está internada em uma clínica para se recuperar do vício.

Cabo eleitoral indecente

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pesquisas

Com a superexposição, feita com dinheiro público, é até natural que Dilma encoste nos percentuais que Serra obtem. Aliás, deve até ultrapassar os números que Serra tem nas pesquisas.

Agora, o que ninguém pergunta é quanto isto está custando aos cofres públicos. Sim, cofres públicos, pois a ex-guerrilheira é promovida em eventos oficiais ao lado do presidente. Inauguram pedras, postes e outros pré-projetos. E os petistas dão risadas.
O que eu quero ver é quem vai pagar a conta, afinal, não existe almoço grátis.
Ainda, analisando o quadro sucessório, há tempos atrás mostrei, neste espaço, que nem Serra nem Aécio eram candidatos adequados para vencer a turma da tramóia, e sugeri alguns quadros que o PSDB possui. Dentre eles, o senador Álvaro Dias.
Mas, como o PSDB é dado a decisões monocráticas, realizadas à portas fechadas (copiaram do modelo lulista, que impôs a candidata goela abaixo do pt), decidiram pelo Serra. Aécio bem que tentou, mas morreu na praia…
Não é que o Serra seja um candidato ruim, só que, neste embate, com direito a golpes baixos, baixarias e mentiras, agressões à lógica, ele vai sair em desvantagem. e é bem possível perder uma eleição como esta. Espero que ele esteja lembrado dos erros cometidos pelo PSDB em 2002 e 2006…
E tem mais: lulinha, o “descobridor do Brasil”, vai bater pesado e usar toda a máquina do Governo Federal, em acintoso desrespeito a qualquer lei ( e aos bolsos dos contribuintes) para eleger a pessoa que participou de ilícitos penais no passado. Será um festival de bandalheira que dá até medo em pensar…
Espero que o povo não se iluda novamente, como o fez em 2006.