sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Lambança geral
O presidente do Conselho de não-Ética, senador sem votos Paulo Duque (PMDB-RJ), arquivou nesta sexta-feira as sete ações contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que o acusam de quebra de decoro parlamentar.
A decisão de Duque foi entregue em um envelope lacrado à Mesa Diretora do Senado. O resultado será publicado na edição deste sábado do Diário Oficial da Casa.
Das sete ações, quatro são representações partidárias (três do PSDB e uma do PSol) e três são denúncias; sendo duas assinadas por pelo tucano Arthur Virgílio (AM) em conjunto com o Cristovam Buarque (PDT-DF) e uma feita apenas Virgílio.
Na última quarta-feira, Duque já havia arquivado três denúncias (do PSDB) e duas representações do PSol (uma contra Sarney e outra contra Renan Calheiros). O prazo de recurso dessas acusações se encerra na próxima segunda-feira.
A última denúncia encaminhada ao Conselho de Ética ainda vai ser analisada. A proposta enviada pelo PMDB acusa o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) de contratar quatro pessoas da mesma família no Senado; receber verba do ex-diretor–geral do Senado, Agaciel Maia; manter um funcionário recebendo por mais de um ano em seu gabinete, enquanto este morava e estudava no exterior; e de ter ultrapassado os gastos médicos com a mãe (que faleceu recentemente). Para pelo menos as duas últimas acusações, Virgílio já assumiu sua culpa.
O presidente não convocou reunião para apresentar o seu parecer. O prazo terminaria à meia-noite desta sexta-feira.
As sete ações arquivadas nesta sexta-feira:
Representações
PSDB
- alega que Sarney nomeou parentes via atos secretos
- acusa Sarney de ter favorecido a empresa de crédito consignado do neto a atuar com servidores
- acusa Sarney de desvio de dinheiro público por meio de patrocínio cultural à Fundação Sarney
PSol
- acusa Sarney de esconder da Justiça um imóvel no valor de R$ 4 milhões e de ter conta no exterior
Denúncias
Assinada por Arthur Virgílio e Cristovam Buarque
- aponta que Sarney teria sido beneficiado com informações da Polícia Federal sobre o inquérito de seu filho Fernando Sarney
- indica que Sarney teria vendido terras não registradas no nome dele e não pagar imposto por isso
Assinada por Arthur Virgílio
- acusa Sarney de contratar o neto da namorada, Henrique Dias Bernardes, por meio de atos secretos
As cinco denúncias já arquivadas na última quarta-feira:
PSol
- pede investigação sobre o suposto envolvimento do senador José Sarney como presidente do Senado na edição dos atos secretos
- requer investigação sobre o suposto envolvimento do senador Renan Calheiros como presidente do Senado na edição dos atos secretos
PSDB
- solicita a investigação do envolvimento de José Adriano Sarney, neto do presidente do Senado, na intermediação de empréstimos consignados dentro da Casa; e ainda pede a investigação relativa à nomeação de parentes e agregados de sua família para cargos na instituição
- requer a investigação sobre a denúncia de que a Fundação José Sarney teria desviado para empresas da família ou fantasmas pelo menos R$ 500 mil dos R$ 1,3 milhão, obtidos por meio de patrocínio cultural da Petrobras
- pede providências contra o senador José Sarney por quebra de decoro parlamentar por ter mentido ao declarar que não tinha responsabilidade na administração da Fundação Sarney, apesar de ser presidente vitalício da entidade
É vergonhoso o que se passa no Senado FEDE-ral. Senadores sem votos, falta de decoro parlamentar, acusações de má versação do dinheiro público, tráfico de influências, bravatas, ameaças, etc...
Não é para isto que serve o senado. Quando estes pseudosenadores terão vergonha na cara?
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Brasil, um país de patetas e palhaços
Até ontem, Sarney era esconjurado por Collor e pelo próprio Lula.
Collor, na época de sua eleição e até posteriormente, referia-se a Sarney chamando-o de "ladrão" e outros adjetivos. Lula dizia o mesmo e afirmava: "o maior oligarca, coronel, vivo no país".
O tempo passou, e hoje, Collor e Lula defendem aquele Sarney, outrora inimigo. Escalaram até o ex-tropa-de-choque de Collor, Renan Calheiros, para ofender ao Senador Pedro Simon.
Pela coragem de falar e exercer seu papel fundamental de crítico das coisas erradas que acontecem neste país, está virando alvo da intriga e da baixaria presentes no Senado Federal.
Acusado de parlapatão, de estar há 35 anos "mentindo" ao país, Pedro Simon ousou desafiar àqueles que não querem perder as tetas do poder. Está levando tiros de todas as formas, alguns, de forma baixa e grosseira.
De certa forma, isto é um bom sinal, fazendo-se força para olhar o lado positivo da questão.
Demonstra que Collor não mudou em nada, continua o mesmo sujeito portador "daquilo roxo" de outroras épocas, mantendo a grosseria e a ameaça como estilo de fazer política.
De Renan, todos já sabem seu modus operandi, é só relembrar o episódio que resultou em sua renúncia à presidência do senado.
Lula, o outrora "ético", aquele que levaria o país ao progresso e à moralidade no trato da coisa pública e da política, perdeu sua máscara de "bom moço". Defende Sarney com unhas, dentes e verbas, além de ameaças.
Como defende aquele que chamava de "ladrão"?
Se não achava que era ladrão, então mentiu ao povo brasileiro. Se certo estava no que dizia, então equipara-se a ele? Será que ele perdeu o critério de julgo?
O povo brasileiro, cordato por natureza, assiste aos escândalos do Senado Fede-ral quase que inertes, esquecidos da trajetória de cada um dos senadores que lá colocaram através de seu voto. Esqueceram também das palavras ditas pelo presidente.
Será que ser Senador, Deputado, Presidente é salvo-conduto para mudar de posição AL bel prazer da brisa?
Patetas e palhaços, os eleitores assistem atônitos a mais um capítulo desta novela que teimam em chamar de "Política".
Lula premia Jader e a impunidade
Após autorizar o deputado Jader Barbalho (PMDB-PA) a transferir a concessão da sua TV RBA, atolada em dívidas, para uma nova empresa criada pela família, o presidente Lula vai presentear seu aliado, nesta terça, com autorização para digitalizar o sinal de transmissão da tevê. A regalia é reservada só a emissoras em dia com o Fisco, mas fonte da Receita estima o débito da emissora dele em mais de R$ 80 milhões.
Fonte: Blog Cláudio Humberto
domingo, 2 de agosto de 2009
Lula, O Ético
Por Bruno Rocha Lima, do jornal O Popular, de Goiás:
Embora seja tratado como uma espécie de assombração por algumas alas do PT, que evitam sua proximidade pelo desgaste que o episódio do mensalão causou ao partido, Delúbio Soares ainda mantém estreitos laços com dirigentes petistas e com o próprio presidente Lula. Tanto que passou o último final de semana inteiro ao lado do presidente, hospedado em sigilo na Granja do Torto.
Aliados afirmam que Delúbio não comenta o teor de suas conversas com Lula, mas admitem que ele voltou mais empolgado com a ideia de se projetar politicamente após o final de semana na residência presidencial. Mas, para não gerar constrangimentos ao presidente, Delúbio não vai participar da visita que Lula fará a Goiânia e Anápolis no dia 13. Estará providencialmente em São Paulo na data.
Causou mal-estar no staff presidencial a presença do ex-tesoureio na inauguração da fábrica da Hyundai em Anápolis, em 2007, onde por pouco não se encontrou com Lula. Os seguranças da Presidência foram acionados a tempo e convenceram Delúbio a permanecer em uma sala separada para evitar a cena embaraçosa em frente às câmeras.
Politicamente, Delúbo tem sido um dos mensageiros de Lula em Goiás. Mantém diálogo com lideranças políticas ligadas tanto ao prefeito de Goiânia, Iris Rezende (PMDB), quanto ao governador Alcides Rodrigues (PP), atuando pela unificação da base lulista no Estado para as eleições de 2010. O ex-tesoureio foi um dos articuladores da aliança entre PT e PMDB nas eleições de 2008 em Goiânia.
sábado, 1 de agosto de 2009
Imbecilidade presidencial
- Tem gente tão imbecil, tão ignorante que ainda fala: 'O bolsa-família deixa as pessoas preguiçosas porque quem recebe bolsa família não quer mais trabalhar'. A ignorância é de tal magnitude que as pessoas pensam que um ser humano vai ganhar R$ 85 e vai deixar de ter perspectiva de ganhar os R$ 616 que a Mônica vai ganhar tendo um trabalho decente - disse o presidente, referindo-se a uma das formandas durante cerimônia do Planseq (programa de qualificação dos beneficiários do Bolsa Família) em Belo Horizonte.
Este presidente esqueceu de andar pelo Brasil e ouvir as vozes das ruas. Esqueceu de ver quanta gente no nordeste brasileiro deixou de trabalhar para receber os assistencialismos dos governos federal e estaduais.
Imbecil deve ser o Presidente. Quem é ele para chamar os outros assim?
Lula, imbecil é você. Além de imbecil é louco de esperto né? Apoiado em índices de popularidade altos, acha que pode ser o dono do Brasil. Vá dormir!
Se não consegue aceitar críticas, aposente-se presidente.
Psicologia partidária. Um novo campo aberto, graças às atuações dos órgãos oficiais da categoria.
E os órgãos oficiais da psicologia continuam em sua cruzada política. Pena que é uma política partidária, ligada ao empreguismo e à submissão aos interesses vigentes.
Em seu último jornal, fica bastante nítida a coloração partidária do órgão representativo da psicologia. A apologia e repúdio as “zelites”, o nojo que expressam pela democracia e a repulsa ao capitalismo são expressos objetiva e subjetivamente. Como se o modelo que querem fosse o perfeito e adequado ao Brasil.
O adequado para eles é o apoio ao MST para que invadam terras, é o apoio aos desmandos e desrespeitos à Constituição e as leis, seja elas quais forem.
Como não conseguem implantar um projeto para psicologia brasileira, que atenda tanto os interesses da sociedade quanto dos psicólogos que sustentam a autarquia com suas anuidades e taxas (além de contribuições “subjetivas”), querem, por via da repetição do discurso belo e falso, fazer crer que o modelo é correto.
Por que o órgão não repudia as ações dos mensaleiros? Por que não bradou contra o desrespeito as Leis, quando da fusão BR-OI? Por que não discursou contra o enriquecimento abusivo e absurdo do lulinha? Lógico que não faria isso, pois, afinal, perderia as benesses e os conchavos que realizam.
É uma pena que poucos psicólogos acompanhem as ações deste grupo que está no poder a mais de 20 anos, perpetuando barbaridades e fazendo a psicologia cair em descrédito a cada dia que passa.
E o pior de tudo isso é que até bem pouco tempo ainda existia oposição. Hoje, todos os órgãos regionais se renderam e se submetem aos desmandos do poder máximo. É a ditadura implantada, com discurso falso de democracia. Quanto engano!
No dia que os psicólogos olharem e prestarem atenção ao que ocorre, pode ser tarde demais.
sexta-feira, 31 de julho de 2009
Cabides de emprego patrocinados pelo lulismo
Elas têm status ministerial, mas são estruturadas apenas com cargos de confiança. As secretarias especiais vinculadas à Presidência da República não possuem quadros próprios e são gerenciadas basicamente com funcionários requisitados de outros órgãos, terceirizados e pessoas nomeadas livremente, sem passar por concurso público. Os servidores sem vínculo com a administração chegam a representar mais de 40% do efetivo em algumas estruturas.
Levantamento feito pelo Correio em seis secretarias especiais revela os altos percentuais de cargos ocupados por funcionários nomeados sem concurso, chamados de “livre provimento”. Na Secretaria Especial de Portos, por exemplo — criada em 2007 para atender reivindicações do PSB, que herdou o comando da pasta — eles representam 33,9% do efetivo total, que conta com 112 servidores.
Na de Direitos Humanos, excluindo-se o número de prestadores de serviço, eles compõem 36,6% dos cargos. Na Secretaria Especial de Políticas paras as Mulheres, são responsáveis pela composição de quase metade da estrutura (40,6%). Os números estão bem acima do total acumulado no Poder Executivo, que tem 542,8 mil servidores civis ativos, dos quais 78,3 mil lotados em cargos e funções comissionadas. Ou seja, 14,5% do total, sendo que, entre esses também há servidores públicos concursados.
Apesar do status, as secretarias podem ser facilmente extintas ou incorporadas a ministérios. “Imagine se houver alternância de poder, o que pode ocorrer em 2011, o que será feito com os funcionários?”, questiona Lavareda. “Quando essas pastas são transformadas em ministério, o processo burocrático para determinar a extinção é mais complexo”, completa David Fleischer, professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB).
A preocupação dos especialistas ganha corpo quando se analisa a última secretaria especial promovida no governo Lula, o Ministério da Pesca e Aquicultura. Reportagem do Correio publicada na última quarta-feira mostra que o órgão, mesmo após a mudança oficial no status, continua operando com uma estrutura majoritariamente de comissionados.
No projeto de lei que deu origem à criação da pasta, estava previsto outros 286 cargos. Eles serão nomeados após publicação de decreto que reordenará a estrutura do ministério.
Orçamento não prevê aumento do Bolsa Família. Ou, a Lei que se dane!
Na quinta-feira, o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, disse que o governo está fazendo as contas para saber o tamanho do pedido de crédito suplementar que será encaminhado ao Congresso, até o fim do ano, para garantir o pagamento de todos os benefícios.
A previsão é que o reajuste dos benefícios custe aos cofres públicos R$ 1,19 bilhão a mais por ano.
Em julho, o Bolsa Família distribuiu R$ 994,7 milhões para 11,4 milhões de beneficiários em todo o país. Cada família recebe entre R$ 20 e R$ 182. Em média, são R$ 85 por família.
Governo reajusta em 10% valor do Bolsa Família
O valor básico do benefício teve aumento de 9,68% e passa para R$ 68, contra R$ 62 do último reajuste. Os demais benefícios tiveram reajuste de 10%.
O variável - pago de acordo com o número de crianças - passa de R$ 20 para R$ 22 e o benefício vinculado aos adolescentes, que era de R$ 30, passa para R$ 33 por adolescente.
A decisão de elevar as cifras do programa vem pouco mais de um ano antes das eleições presidenciais de 2010. O Bolsa Família é apontado como um dos fatores que sustentam a popularidade de Lula acima do patamar de 80%, sobretudo no Nordeste brasileiro.
A previsão é que o reajuste dos benefícios custe aos cofres públicos R$ 1,19 bilhão a mais por ano. Em julho, o Bolsa Família distribuiu R$ 994,7 milhões para 11,4 milhões de beneficiários em todo o país.






