quinta-feira, 14 de julho de 2011

Fruet deixa o PSDB. E Alckmin: ‘É questão municipal’

Sérgio Lima/Folha

Como previsto, o ex-deputado federal Gustavo Fruet tornou-se nesta quarta (13) um ex-tucano.

Antes festejado como uma das principais lideranças do PSDB no Congresso, Fruet deixou o PSDB sob asfixia de Beto Richa.


Governador tucano do Paraná, Richa bloqueou o projeto de Fruet de disputar a prefeitura de Curitiba em 2012.


Mandachuva do tucanato paranaense, Richa o vai apoiar a reeleição do atual prefeito, Luciano Ducci, filiado ao governista PSB.


Em carta a Richa, Fruet realçou sua "profunda incompreensão com o silêncio e a falta de clareza da direção do partido na capital” paranaense…


“…Especialmente quanto à participação na sucessão municipal de Curitiba nas eleições de 2012".


O silêncio de Richa foi ecoado na esfera federal. Não se ouviu um mísero pio dos dirigentes nacionais do PSDB.


Inquirido a respeito, o governador tucano de São Paulo, Gerlado Alckmin, animou-se a mover o bico.


Alckmin minimizou o ocorrido: "O Gustavo Fruet foi um bom deputado federal, mas isso é uma questão municipal, da eleição da capital, de Curitiba."


Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Um dos mais destacados politicos do ninho, Fruet foi reduzido a mera “questão municipal”.


O PSDB chafurda na mesma lama do petismo... Alianças com quem interessa, desprezo pelo que diz o Estatuto e as idéias do partido. Isto que foi fundado porque criticava o PMDB e o PT de fazerem isto. Estão no mesmo barco. Farinha do mesmo saco, como se dizia antigamente.

Acorda PSDB!!! Vai levar outra surra do petismo. E vão perder a eleição em Curitiba, pois, Gustavo Fruet é pessoa com ética e honradez!

Os mexicanos estão chegando...

Ilimar Franco, O Globo

Os cartéis mexicanos do narcotráfico chegaram à fronteira noroeste do Brasil. A despeito da ação repressiva dos EUA na Colômbia, os mexicanos estão desalojando à bala os fragilizados cartéis colombianos.

A informação é dos serviços de inteligência da Polícia Federal e das Forças Armadas. O assunto foi tratado ontem, na reunião sobre o Plano Nacional de Fronteiras, entre o vice-presidente Michel Temer e os ministros Nelson Jobim (Defesa) e José Eduardo Cardozo (Justiça).


Para enfrentar essa nova realidade, o ministro Nelson Jobim (Defesa) esteve em Bogotá há dez dias para negociar um acordo militar entre o Brasil e a Colômbia.


O objetivo do acordo é que as Forças Armadas dos dois países atuem em conjunto na fronteira, cada um em seu território, para reprimir o narcotráfico, o tráfico humano para fins de prostituição e outras atividades econômicas ilegais.


O chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, aposta que essa ação conjunta resultará numa maior eficiência na repressão ao crime: “Nós seremos o martelo, e os militares colombianos serão a bigorna.”



Meus garotos...

Blog de Augusto Nunes

Fábio Luís Lula da Silva era monitor do zoológico de São Paulo quando a chegada do pai à Presidência da República, em janeiro de 2003, animou-o a tentar a sorte como “produtor de conteúdos digitais”.

Um ano depois de fundar a Gamecorp, soube que o que parecia um negócio de fundo de quintal era tudo o que a Telemar procurava. Pelo privilégio de tornar-se sócio minoritário do empreendimento, o gigante da telefonia pagou a Lulinha R$ 4 milhões. Aos 35 anos, está rico e é um dos orgulhos de Lula, que credita o sucesso fulminante ao talento empresarial do filho.


Israel Guerra era um medíocre funcionário público quando a crescente influência da mãe na Casa Civil, chefiada pela melhor amiga Dilma Rousseff, animou-o a tentar a sorte como “consultor de negócios”.


Fundada em julho de 2009, a Capital Assessoria e Consultoria especializou-se em abrir portas de ministérios e estatais a empresas interessadas em fechar acordos ou resolver pendências com o governo. Os lucros subiram espetacularmente a partir de março de 2010, depois da promoção de Erenice a ministra.


Vítimas da gula excessiva, a mãe perdeu o cargo e o filho, hoje com 33 anos, perdeu a clientela. Erenice continua jurando que o garoto fez sucesso, e logo voltará a fazer, por esbanjar talento na formação de parcerias.


Gustavo Morais Pereira era um arquiteto recém-formado quando a chegada do pai ao comando do Ministério dos Transportes o animou a tentar a sorte como “empresário no ramo da construção civil”.


Em 2005, aos 21 anos, fundou a Forma Construções. Em 2007, graças a triangulações envolvendo fregueses do ministério a serviço da família, o filho de Alfredo Nascimento havia multiplicado por 86.500% o patrimônio da empresa.


A descoberta da quadrilha do PR e a queda do pai sugerem que o arquiteto de 27 anos prosperou usando como gazua a carteira de identidade. Nascimento garante que o garoto nasceu para construir fortunas.


Assim é fácil sair da "pobreza", não é mesmo, petistas!

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Divisão de Governo, soma de governantes!

Culpado sozinho?

Certo, culpado é o ministro.

Pintou e bordou. Ninguém viu, ninguém notou, ninguém advertiu, ninguém repreendeu, ninguém levou um papo com ele. Fez o que quis, subordinado nenhum reparou, seus iguais na hierarquia não deram falta de nada, seus superiores não fizeram perguntas. Ele é culpado.

Esclarecido esse ponto, é de se colocar uma pergunta inevitável nas circunstâncias: se ele é o culpado, quem à sua volta é inocente?

Anda faltando inocente nessas histórias todas. Vamos deixar de lado as mais antigas e começar do “mensalão”: em todo Palácio do Planalto só o Dirceu sabia? No Congresso todo era só o Roberto Jefferson que sabia? No mundo dos negócios e dos bancos era só o Marcos Valério – o “carequinha” – que sabia?

Agora neste caso: o homem foi Ministro desde 2004, com breve intervalo para se eleger senador. Ocupou esse cargo, cuja importância para o país será difícil exagerar, com inacreditável liberdade e autonomia de movimentos. Fez o que quis e entendeu.

Ninguém, nunca, lhe pediu notícia sobre o que andava fazendo, ninguém conferiu, ninguém viu o que se passava?

Enriqueceu a família em proporções absurdas para tão pouco tempo. A firma do filho teve resultados financeiros espantosos e ninguém notou? A Receita Federal não tem instrumentos que apontem pessoas jurídicas com resultados desse porte em tão pouco tempo?

E os subordinados do Ministro? Ninguém sabia de nada? Ele fazia tudo sozinho sem que nenhum deles percebesse? Como? Ia de noite para o gabinete?

Nunca ninguém – do governo ou da oposição - comentou nada do que se passava no Ministério dos Transportes com alguém de nível hierárquico comparável com o do ministro no governo? Ou a um prócer de seu partido?

E os órgãos de supervisão não notaram nada? A Presidência da República, onde sobejam os órgãos de planejamento e controle da administração pública, não deram conta de nada? Estavam fazendo o quê? Tricô?

Será esse um risco inerente ao chamado ”presidencialismo de coalizão”? O de ver inerme um partido aliado apossar-se de um segmento do Poder Público, e um de seus integrantes dispor dele a seu talante e em proveito próprio?

Aí não há coalizão, há um seqüestro. Não há mais um governo, há diversos governos. Não há Ministérios: há sesmarias, capitanias, satrapias. No alto, vagam Presidentes.

São todos muito decorativos, cada um a seu estilo. Mas sobre eles um dia cairá a parte que lhes cabe.

O culpado do momento pode ser o Ministro. Mas não há quem se possa dizer que seja inocente nesse mafuá.

Edgar Flexa Ribeiro é educador, radialista e presidente da Associação Brasileira de Educação

domingo, 10 de julho de 2011

E o povo, acredita agora ou vai continuar elegendo essa gente?

“Ficou comprovado, sem sombra de dúvida, que José Dirceu agiu sempre no comando. (...) Era, enfim, o chefe da quadrilha.”

Roberto Gurgel, procurador-geral da República, sobre o escândalo do mensalão

A desmoralização da ''farsa'' de Lula (Editorial)

O Estado de S.Paulo

Entre os muitos planos anunciados pelo presidente Lula para quando desencarnasse do governo - o que, a depender dele, não acontecerá enquanto a sua apadrinhada Dilma Rousseff ocupar a cadeira que lhe pertenceu - estava o de desmontar a "farsa" do mensalão.


Em 2005, quando o escândalo irrompeu, com a denúncia do então deputado petebista Roberto Jefferson de que o PT montara um esquema para comprar deputados a fim de que votassem como o Planalto queria, primeiro Lula calou-se.


Depois, temendo o estrago que o escândalo poderia acarretar para a sua reeleição no ano seguinte, declarou-se traído, sem dizer por quem, e exortou o seu partido a pedir desculpas aos brasileiros "por práticas inaceitáveis, das quais nunca tive conhecimento".


A fase de contrição durou pouco. Logo inventou a "explicação" de que o partido apenas fizera o que era comum na política nacional - manter um caixa 2 -, quando o problema de fundo era o repasse desses recursos clandestinos para corromper o Congresso. Com a agravante de que parte da bolada vinha de empresas estatais, numa operação conduzida com maestria pelo afinal famoso publicitário mineiro Marcos Valério Fernandes de Souza.


Na versão inventada por Lula, no entanto, as malfeitorias foram infladas, quando não fabricadas pela oposição, em conluio com a "mídia golpista", para derrubá-lo da Presidência.


E a esse conto da carochinha ele continuou recorrendo mesmo depois que, em pleno ano eleitoral de 2006, o então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, nomeado por ele, produziu um dos mais devastadores e fundamentados libelos já levados ao Supremo Tribunal Federal (STF).


A mentira tem pernas curtas...

'Aguardo o julgamento do STF com serenidade'....Quanta mentira!

Blog de José Dirceu

Muitos de vocês leram hoje as manchetes de vários jornais informando que o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, enviou ao Supremo Tribunal Federal as alegações finais da Procuradoria com pedido de condenação de 36 dos 38 da ação penal 447, chamada pela mídia de “mensalão”. Suas acusações contra mim não trazem qualquer prova material ou testemunhal. São meras ilações extraídas de sua interpretação peculiar sobre minha biografia.

A vocês que acompanham minha trajetória de 46 anos dedicados à construção de um Brasil mais justo, democrático e forte, gostaria de dizer que estou tranquilo. Continuarei me defendendo, ainda com mais ânimo e dedicação. Não o faço apenas para demonstrar minha inocência, submetido à agressão constitucional de inversão do ônus da prova, graças à fusão de interesses conservadores. Lutarei com ainda mais energia, porque o que está em jogo, acima da minha honra e liberdade, é a imagem do Partido dos Trabalhadores e do projeto de transformação social que representa.


Este momento não difere de outros em minha vida. Já fui banido pela ditadura militar, quando perdi minha nacionalidade, fui cassado e tive os meus direitos políticos suspensos por 10 anos em 1969. Em 2005, a Câmara dos Deputados me cassou o mandato de deputado federal, que obtive com o voto de mais de 556 mil paulistas. A decisão foi tomada sem provas, num fato inédito na história do país.


Sou inocente das acusações que me fazem e vou prová-lo no STF, corte que, confio, julgará a ação com base nos autos e nas provas, na Constituição e na lei. Vou aguardar o julgamento com serenidade, pois sei que, ao final desse doloroso processo, se imporá a justiça e cairá por terra a farsa montada contra mim.


Aproveito para agradecer as manifestações de apoio que tenho diariamente recebido de amigos, militantes, apoiadores ou, simplesmente, de brasileiros que não concordam com o achincalhamento público que tenho sofrido nos últimos seis anos.



Este é o retrato do Brasil: posando de vítima, consegue-se tudo. Quem sabe este senhor não se candidate para receber uma Bolsa-família.....

Alfredo Nascimento tem carreira repleta de acusações

Jailton de Carvalho, O Globo

Depois de sobreviver sete anos no comando do Ministério dos Transportes, o ex-ministro Alfredo Nascimento caiu em meio a uma onda de denúncias de irregularidades contra ele próprio, familiares e assessores.

A ficha corrida do político amazonense é extensa e todas as cifras, seja sobre o patrimônio pessoal e da família ou de supostos desvios de recursos, estão sempre na casa de muitos milhões de reais.


Contra o ex-ministro pesam denúncias de má administração e corrupção desde os tempos em que iniciou uma meteórica carreira política como prefeito biônico (indicado) de Manaus, no final da década de 1980. Ele é alvo de acusações que vão da compra de votos a desvio de dinheiro público.


Nascimento renunciou ao cargo de ministro depois que a "Veja" revelou superfaturamento e cobrança de propina em contratos de sua pasta. O GLOBO mostrou que o patrimônio de uma empresa do filho dele, de 27 anos, aumentou 86.000% em menos de três anos.


O ex-ministro tem contas a acertar com o passado. Enfrenta um processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no qual é acusado de fazer caixa dois e campanha eleitoral fora do prazo, ano passado, quando disputou o governo do Amazonas e perdeu para o ex-aliado Omar Aziz (PMN).


Processado, ficha-suja, e é eleito.....Os eleitores são otários mesmo!

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Dívida externa do país aumenta 43% desde fim da crise

Por Gustavo Pau e Eduardo Cucolo, na Folha:

Passado o impacto mais agudo da crise internacional, a recuperação da economia brasileira provocou um efeito colateral ainda pouco comentado e compreendido: a alta mais acelerada da dívida externa desde o Plano Real. Ou, mais exatamente, desde que, em 1994, às vésperas do lançamento da atual moeda, foi fechado o acordo com os credores para normalizar os pagamentos e reabrir o mercado global de crédito para o governo brasileiro e para as empresas do país. Do final do ano retrasado para cá, a dívida externa conjunta de empresas, administrações públicas e famílias cresceu 43%. A taxa supera a expansão ao longo dos 15 anos anteriores, de 34%.

Se as consequências dessa escalada ainda não estão claras, as causas são fáceis de explicar: no mundo desenvolvido, as taxas de juros despencaram para reativar a produção e o consumo; no Brasil, os investimentos públicos e privados tiveram uma forte retomada.


JUROS ALTOS


O cenário criado após o terremoto financeiro de 2008-2009 estimulou bancos e empresas do setor produtivo a buscar empréstimos e financiamentos no mercado internacional para aplicar e investir no mercado doméstico -no qual a oferta de recursos é escassa e os juros são os mais altos do planeta. A dívida externa, que era de pouco menos de R$ 200 bilhões no final de 2009, chegou a R$ 284 bilhões em maio. A parcela privada da dívida, hoje equivalente a três quartos do total, cresceu R$ 87 bilhões, enquanto a parcela pública da dívida encolheu R$ 1 bilhão. Autor de um trabalho recente sobre o tema, o economista Julio Gomes de Almeida, do Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial), afirma que, embora não haja risco imediato, o salto da dívida ameaça a sustentabilidade do crescimento econômico.


RISCOS


“Esse é um processo insustentável a longo prazo e arriscado do ponto de vista empresarial”, diz Almeida. O perigo mais óbvio da dependência crescente de capital externo é a eventual reversão do quadro favorável atual. A alta dos juros externos ou das cotações do dólar pode tanto criar dívidas impagáveis quanto derrubar a produção nacional. O próprio governo já manifestou preocupação com o crescimento da dívida do setor privado. Em março, para conter esse movimento, houve aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para dívidas com prazo inferior a dois anos. Nos dois meses seguintes, as dívidas continuam crescendo, mas com prazos mais longos
.

Isto é o resultado dos anos Lula e cia!. Belo governo, não é mesmo? Enquanto isso, você toma sua cachacinha e faz que não vê nada. Vamos lá otários....

Oposição quer explicação sobre contrato da Petrobras

Rosa Costa, Agência Estado

Parlamentares da oposição vão pedir ao senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) que esclareça os motivos pelos quais sua empresa, a Manchester Serviços Ltda, foi dispensada da licitação em contratos com a Petrobras que somam R$ 57 milhões.

O líder do DEM, senador Demóstenes Torres (GO), informa que se as explicações não forem convincentes, o partido pedirá ao Ministério Público que analise a "regularidade" dessas contratações. "Tem de haver uma razão, a dispensa da licitação não pode ser entendida como um procedimento normal, corriqueiro", alega.


Reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo revela que a Manchester fez contrato com a Petrobras para atuar na Bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro. Os prazos dos contratos são curtos, de dois a três meses de duração, todos eles realizados mediante a "dispensa de licitação".


A Petrobras confirmou o procedimento, mas se limitou a informar que isso ocorreu "em decorrência de problemas no processo licitatório". A empresa é contratada para fornecer mão de obra terceirizada à estatal, incluindo geólogos, biólogos, engenheiros e administradores.


A corrupção sempre continua, não é mesmo?

Empresa de senador leva R$ 57 milhões da Petrobras em contratos sem licitação

Por Leandro Colon, no Estadão:

Uma empresa do senador e ex-ministro Eunício Oliveira (PMDB-CE), a Manchester Serviços Ltda., assinou sem licitação contratos que somam R$ 57 milhões com a Petrobrás para atuar na Bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro. Documentos da estatal mostram que foram feitos, entre fevereiro de 2010 e junho de 2011, oito contratos consecutivos com a Manchester.

Os prazos de cada um dos contratos são curtos, de dois a três meses de duração, e tudo por meio de “dispensa de licitação”, ou seja, sem necessidade de concorrência pública. Eleito senador em outubro, Eunício é presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa.


Cerca de R$ 25 milhões foram repassados pela Petrobrás à Manchester em 2010, ano de eleições. A nove dias do segundo turno presidencial, por exemplo, Petrobrás e Manchester fecharam um novo contrato - via “dispensa de licitação” e pelo prazo de 90 dias - no valor de R$ 8,7 milhões. Desde então, já no governo de Dilma Rousseff, novos contratos foram celebrados sem concorrência pública com a empresa do senador, entre eles um de R$ 21,9 milhões (de número 4600329188) para serviços entre abril e junho deste ano.


A Manchester tem sede em Brasília, mas instalou filial em Macaé num sobrado de uma rua sem saída, a poucas quadras da sede da Petrobrás na cidade fluminense. A empresa é contratada para fornecer mão de obra terceirizada à estatal, incluindo geólogos, biólogos, engenheiros e administradores. O diretor da Área Internacional da Petrobrás, Jorge Zelada, e o diretor de Abastecimento, Paulo Roberto Costa, foram indicados no governo passado pelo PMDB, partido de Eunício, e mantidos no governo Dilma.

A Petrobrás confirmou ao Estado os valores e a “dispensa de licitação”. Informou que novos contratos foram feitos com a Manchester sem concorrência pública “em decorrência de problemas em processo licitatório”. Eunício se nega a falar sobre o assunto, sob a alegação de que está afastado das decisões da empresa. Ele escalou o sócio Nelson Ribeiro Neves para se manifestar à reportagem. O senador é dono de 50% da sociedade da Manchester, conforme informação dele mesmo à Justiça Eleitoral e confirmada na Junta Comercial.

Antes de virar senador, Eunício foi deputado federal e ministro das Comunicações do governo Lula. É membro da Executiva Nacional do PMDB. Em julho do ano passado, ofereceu um jantar em sua casa para Dilma com a presença de mais de 300 pessoas. A mesma casa foi palco de homenagem, em dezembro, ao então presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


“Não vincule”. A empresa do senador fornece mão de obra para áreas estratégicas da Petrobrás, que, por ser estatal, não precisa publicar seus contratos no Diário Oficial da União nem no Portal da Transparência, mantido pela Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo a gerente da empresa em Macaé, são pelo menos mil funcionários da Manchester atuando na gestão administrativa “on shore” (em terra) em Macaé. Procurada pelo Estado na quarta-feira, a gerente da empresa na cidade, que se identificou como Fabiane, fez um apelo para que a reportagem não fizesse a vinculação da Manchester com a Petrobrás. “Só não quero que mencione a empresa. Não vincule o nome da empresa neste momento.”

Os documentos da Petrobrás mostram que um contrato de R$ 4,3 milhões foi feito para prestação de serviços entre 23 de fevereiro e 29 de abril de 2010. Outro de R$ 8,7 milhões referiu-se ao período de 10 de maio a 26 de julho do mesmo ano. De 13 de agosto a 24 de setembro, Petrobrás e Manchester firmaram contrato de R$ 4,3 milhões, e logo depois, entre 22 de outubro e 22 de janeiro, a empresa do senador recebeu mais R$ 8,7 milhões.

O primeiro contrato fechado no governo Dilma com dispensa de licitação ocorreu no dia 26 de janeiro, com vigência até 22 de maio, pelo valor de R$ 8,7 milhões. Entre 18 de abril e 14 de junho, aparece o contrato de R$ 21,9 milhões. As duas empresas ainda assinaram um contrato menor, de R$ 872 mil, vigente de 11 de março a 11 de junho. Por “convite”, a Manchester receberá mais R$ 298 mil para prestar serviços administrativos até fevereiro de 2012.


É vergonhoso este governo...E os otários eleitores continuam a adorar o petismo...Que coisa!

A corrupção nos Transportes - Mensaleiro admite que ministério está a serviço do partido. Ministro tem de ser demitido já!

Como vocês viram, reportagem da VEJA desta semana levou a presidente Dilma Rousseff a afastar a cúpula do Ministério dos Transportes. A revista revelou a existência de uma esquema de mensalão na pasta. O patriota Valdemar Costa Neto, uma das ruidosas estrelas do mensalão também - aquele do PT - emitiu uma nota. que segue em vermelho. Leiam.

Eu a considero uma confissão:


“Brasília, 02 de julho de 2011.

Sobre as afirmações publicadas na edição desta semana da revista Veja, o deputado Valdemar Costa Neto tem a esclarecer:


1 - As relações mantidas com Órgãos da Administração Pública Federal, incluindo o Ministério dos Transportes, são públicas e quase sempre consumadas em despachos e reuniões de trabalho organizadas pelos servidores das respectivas pastas. Sempre transparentes, estas reuniões buscam garantir benfeitorias federais para as regiões representadas por lideranças políticas do PR.


2 - Estas relações, notadamente institucionais, são regulares, decorrem do desempenho das funções de Secretário Geral da legenda partidária, e dizem respeito ao acompanhamento das demandas por benfeitorias federais de interesse das regiões onde o partido tem representação política (vereadores, prefeitos, deputados estaduais, deputados federais e senadores).

3 - A Executiva Nacional do PR apóia a decisão que instaurou sindicância para, no menor prazo possível, ficar provada a inocência dos republicanos afastados, lhes garantindo pleno direito de defesa.

4 - Ninguém está autorizado a discutir qualquer contrato público, em nenhum lugar, em nome do Partido da República. Portanto, caso haja esta ocorrência, tal conduta é criminosa e não diz respeito ao PR.


5 - A apresentação de acusações apócrifas e a falta de qualquer indício, prova ou documento que ampare as afirmações da revista Veja desta semana exige do PR providências enérgicas. Por esta razão o partido ingressará com as medidas judiciais cabíveis contra a revista e os autores do texto que, neste caso, serão cobrados por suas acusações infundadas diante dos Tribunais.


Valdemar Costa Neto


Secretário Geral do PR”


Fonte: Reinaldo Azevedo

A corrupção continua...

Fábio Fabrini, Roberto Maltchik e Cristiane Jungblut, O Globo

Combalido com o afastamento de dois assessores de confiança do gabinete, envolvidos em suspeitas de superfaturamento bilionário em obras e cobrança de propina no Dnit, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, está com o cargo por um fio e, hoje, pode ter seu "dia D" num encontro com a presidente Dilma Rousseff.

Segundo fontes do Planalto, a presidente decidiu mantê-lo, por ora, porque nenhuma prova cabal de seu envolvimento no suposto esquema ainda veio à tona. A demissão poderia aprofundar a crise com outro partido aliado, o PR, ao qual Nascimento é filiado.


— O que ainda sustenta o Nascimento é o PR . Ele só não caiu junto com os outros quatro porque não tem uma prova cabal contra ele — disse um ministro que acompanha o caso.


Nascimento tinha encontro agendado com Dilma amanhã, mas sua situação se agravou com a publicação de denúncias que a presidente já conhecia, e os dois devem conversar ainda hoje. No fim de semana, ele foi chamado, às pressas, a Brasília.


No sábado, conversou com Dilma por telefone, quando ela determinou o afastamento de seu chefe de gabinete, Mauro Barbosa, o assessor do ministério Luiz Tito Bonvini, o diretor-geral do Dnit, Luiz Antonio Pagot, e o presidente da estatal Valec, José Francisco das Neves, o Juquinha, ligado ao deputado Valdemar Costa Neto (PR-SP), secretário geral do partido que renunciou ao mandado para não ser cassado no mensalão.

Um ministro ouvido pelo GLOBO informou que o afastamento é definitivo e que os quatro não devem retornar aos cargos. Esse interlocutor do Planalto disse que Dilma tem uma lista detalhada das obras, dos aditivos feitos e dos problemas nos preços que levaram o ministro a pedir um aditivo de cerca de R$10 bilhões para as obras do PAC.
A lista foi mostrada por Dilma na reunião que teve com Nascimento. Fontes do Planalto confirmaram que Dilma se queixou dos preços na reunião, como mostrou a "Veja".
Além de desagradar ao PR , outra dificuldade de Dilma para demitir Nascimento é que o senador João Pedro (PT-AM), seu suplente, é amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

PT propõe ‘dízimo’ de verba provida pelo contribuinte

Líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Teixeira (SP, na foto) formulou uma proposta entre inusitada e despudorada.

Sugere a instituição de um “dízimo” sobre a verba que cada deputado recebe mensalmente para o custeio do mandato.

Deve-se a informação à repórter Maria Clara Cabral. Ela acomodou os detalhes sobre a novidade em notícia levada às páginas da Folha.


Apelidado de “cotão” o repasse aos deputados serve, em tese, para bancar despesas cotidianas dos gabinetes. Coisas como passagens aéreas, impressão de material de divulgação, aquisição de pesquisas, compra de material de escritório e gasolina. Para os deputados de Estados mais longínquos, como Rondônia, o “cotão” pode chegar a R$ 34,2 mil. Mais do que o contracheque do deputado: R$ 26,7 mil.


Pois bem, o petista Teixera sugere que os parlamentares entreguem mensalmente às lideranças de seus partidos 10% da supercota. Para quê? No dizer de Teixeira, a grana comporia um fundo. E seria destinada ao "atendimento das despesas de interesse coletivo da bancada". Curioso, muito curioso, curiosíssimo. Hoje, os líderes já têm à sua disposição uma estrutura extra. Inclui gabinete especial e equipes vitaminadas. O número de assessores varia conforme as bancadas. Na liderança do PT, a folha abriga 90 companheiros. Um time de fazer inveja a empresas de porte médio. Para fazer jus ao “cotão”, um deputado precisa apresentar recibos das despesas sipostamente realizadas. São frequentes os casos de fraude.


No caso do dízimo, a grana seria borrifada em contas bancárias aberta pelos líderes ou por pessoas indicadas por eles. Sem previsão de devolução. A proposta não obteve unanimidade nem entre os “liderados” de Texeira.


"A princípio, sou contra, principalmente porque já repasso 20% do meu salário líquido para o partido", disse, por exemplo, Domingos Dutra (PT-MA). Para desassossego do contribuinte, porém, a sugestão do líder petista conquistou um apoiador de peso. Aderiu à ideia ninguém menos que Marco Maia (RS), o presidente petista da Câmara. Ele pretende submeter a proposta aos líderes de outras legendas. A encrenca não precisa nem votada em plenário. Para virar realidade, basta que a Mesa diretora da Câmara a aprove. Como se vê, são insondáveis os riscos a que a Viúva é submetida no Legislativo. Ali, insiste-se em tratar verba pública como se fosse dinheiro grátis.


Trata-se de furto institucionalizado! Fato bem característico nos últimos governos....

E o contribuinte? Paga a conta e fica quieto! Como somos otários...

domingo, 19 de junho de 2011

Bolsa-familia?

É para isso que serve o Legislativo?

Brasil faz 18 leis por dia, e a maioria vai para o lixo

Alessandra Duarte e Chico Otavio, O Globo

"Dá-me os fatos e te darei as leis", diz a máxima sobre o trabalho de um juiz. Pois os juízes brasileiros tiveram de lidar com muitas na última década: de 2000 a 2010, o país criou 75.517 leis, somando legislações ordinárias e complementares estaduais e federais, além de decretos federais. Isso dá 6.865 leis por ano - o que significa que foram criadas 18 leis a cada dia, desde 2000.

Mas, em vez de contribuir para a aplicação do Direito, boa parte dessa produção só serviu para agravar os problemas da máquina judiciária. A maioria das leis é considerada inconstitucional e acaba ocupando ainda mais os tribunais com a rotina de descartá-las. Outras, mesmo legítimas, viram letra morta, pois o juiz as desconhece ou prefere simplesmente ignorá-las. E outras têm a relevância de, por exemplo, criar o Dia da Joia Folheada ou a Semana do Bebê.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Dilma reconhece a grande obra de FHC, e eu reconheço a grande fraude do PT

O site criado em homenagem aos 80 anos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (www.fhc80anos.com.br) traz mensagens de várias personalidades brasileiras e estrangeiras, entre intelectuais, políticos, artistas etc, que saúdam o legado do político e do sociólogo. A presidente Dilma Rousseff enviou o seguinte texto:

“Em seus oitenta anos há muitas características do Senhor Presidente Fernando Henrique a homenagear.

O acadêmico inovador, o político habilidoso, o ministro-arquiteto de um plano duradouro de saída da hiperinflação e o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica.

Mas quero aqui destacar também o democrata. O espírito do jovem que lutou pelos seus ideais, que perduram até os dias de hoje.


Esse espírito, no homem público, traduziu-se na crença do diálogo como força motriz da política e foi essencial para a consolidação da democracia brasileira em seus oito anos de mandato.


Fernando Henrique foi primeiro presidente eleito desde Juscelino Kubitschek a dar posse a um sucessor oposicionista igualmente eleito.


Não escondo que nos últimos anos tivemos e mantemos opiniões diferentes, mas, justamente por isso, maior é minha admiração por sua abertura ao confronto franco e respeitoso de idéias.


Querido Presidente, meus parabéns e um afetuoso abraço!”


Dilma Rousseff”


Presidenta da República Federativa do Brasil”


Demorou a reconhecer a contribuição de FHC. Duvido que o "capo" imbecil faça o mesmo....

É dando que se recebe - Ideli Salvatti promete liberar verba para emendas, mas avisa a aliados que número de cargos é limitado

NO Globo:

A nova articuladora política do governo, a petista catarinense Ideli Salvatti, parece disposta a deixar no passado a sua fama de trator. Focada na missão recebida pela presidente Dilma Rousseff de pacificar o PT e garantir uma interlocução mais eficiente do Planalto com a base aliada, não perdeu tempo. Seu primeiro telefonema, após receber o convite para a Secretaria de Relações Institucionais, foi para o vice-presidente Michel Temer, do PMDB, com quem pretende ter sua primeira reunião logo após ser empossada nesta segunda-feira.

Também já estabeleceu contato com o presidente do PT, Rui Falcão. Ideli afirma que vai acelerar as nomeações de segundo e terceiro escalões, mas avisa que não há espaço para todos no governo. Também promete a liberação da segunda etapa de emendas parlamentares, que soma R$ 250 milhões. Tranquiliza a oposição e quem teme a “braveza” das novas integrantes da equipe palaciana, o que inclui a petista paranaense Gleisi Hoffmann. Garante que todas nunca perderão o lado “mãezona”.

O que precisa mudar na articulação política do governo?

IDELI SALVATTI: A maior parte das reclamações é no sentido de que as conversas acontecem, mas os resultados não se concretizam. Vamos nos dedicar, neste primeiro momento, de, efetivamente, concretizar o que é possível. Até porque todos têm o entendimento de que nem toda demanda, expectativa ou desejo será realizado.

A senhora se refere às nomeações para o segundo e terceiro escalões e à liberação de emendas?

IDELI: Tivemos aquela primeira etapa daqueles recursos que a presidente anunciou na marcha dos prefeitos, que já se concretizou. Agora nós temos a segunda parte, cerca de R$ 250 milhões. O ministro Luiz Sérgio (seu antecessor, que ficará em seu lugar no Ministério da Pesca) me disse que os limites para os ministérios já estão engatilhados, para a liberação das emendas dos parlamentares.

As nomeações serão aceleradas?

IDELI: A prioridade vai ser essa, tudo que estiver pronto deve ser concretizado.
A presidente Dilma está disposta a participar desse novo modelo de articulação política?

IDELI: A presidente já vem fazendo isso. Estão faltando apenas duas bancadas do Senado para ela receber, a do PR e a do PP. Depois, ela vai fazer isso também com a Câmara, talvez com um desenho um pouco diferente, pelo tamanho de algumas bancadas. Sinto da parte da presidente vontade de continuar a estreitar sua relação com os partidos.

Qual o papel do vice-presidente Michel Temer nesse processo?

IDELI: A primeira pessoa para quem liguei após o convite, que a presidente oficializou na sexta-feira, foi exatamente o vice-presidente Michel Temer. Já combinamos uma primeira conversa. Primeiro o vice-presidente, depois o Senado e a Câmara. Esta minha primeira semana será de oficializar o pedido de ajuda e colaboração, de abrir portas, para termos trânsito e constituirmos uma interlocução mais próxima da base com o governo.

Qual a sua opinião sobre a atuação do PT no episódio que culminou com a saída de Antonio Palocci da Casa Civil e com a troca de ministros na Secretaria de Relações Institucionais?

IDELI: Todos os partidos têm as suas disputas de espaço. Alguns deixam isso mais público, outros menos. Vamos constituir com o PT uma forma de diálogo. Não tem espaço para todos. Teremos de ter capacidade política para organizar a fila. Já tive uma conversa sobre isso com o Rui Falcão.

Com o racha do PT, o PMDB ganhou força e busca aumentar seu poder de influência dentro do governo. Isso preocupa?

IDELI: O PMDB é governo, está na Vice-Presidência da República, tem a responsabilidade de contribuir, de forma efetiva, para que o governo, que é da Dilma e do Temer, dê certo. Tenho a clareza de que vou poder contar com o PMDB. Inclusive para poder distensionar qualquer problema na base. O PT e o PMDB têm papel-chave na harmonia da coligação.

Será montada uma espécie de conselho político, ainda que informal, que possa atuar especialmente nos momentos de crise?

IDELI: Vivenciamos uma situação em que havia uma concentração de expectativas no papel de Palocci. A forma como a própria presidente também articulava, no sentido de Palocci acompanhar a maior parte das agendas, dava uma baixa operacionalidade. Esse formato, por si só, já dificultava. Havia momentos em que precisávamos falar com Palocci, mas conseguíamos às 22h. Isso foi modificado com esse redesenho. Segunda-feira, às 8h30m, Gilberto (Carvalho, ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República), Gleisi e eu vamos nos reunir para combinarmos a dinâmica desse novo modelo.

Com as mudanças, o governo Dilma ficou mais com a cara dela, até pelo perfil das mulheres que ela escolheu para compor a sua nova equipe palaciana. Isso assusta os homens?

IDELI: Os homens não têm o direito de se assustar com mulher (risos). Eles sabem muito bem, até porque todos eles respeitam suas respectivas mães, que mulher tem essa sensibilidade, quando precisa ser dura é dura, quando precisa ser carinhosa é carinhosa. Diferentemente de boa parte dos homens, conseguimos não só fazer várias coisas diferentes ao mesmo tempo, como também fazemos de forma diferente várias coisas.

É correto dizer que a presidente, ao escolher sozinha seus novos ministros, reforçou sua autoridade e sinalizou que não cederá a pressões ou ameaças da base?

IDELI: A presidente Dilma já demonstrou, durante o período em foi ministra de Minas e Energia, em seguida, depois, na Casa Civil e agora que não titubeia em exercer a sua liderança e o seu comando. Quando ela está efetivamente convencida, age. A surpresa é a preocupação demonstrada por ela em como reduzir danos, em evitar injustiças que poderiam estar sendo cometidas com as pessoas. Aí entra a feminilidade, o jeito feminino de fazer. Ela é líder, comanda, mas não deixa de ser mãezona.

A interferência do ex-presidente não abre espaço para especulações sobre uma possível volta de Lula em 2014, o que abortaria uma reeleição da presidente?

IDELI: Não vejo dessa forma. Primeiro, porque acho que a eleição da presidente Dilma deixou clara a aprovação de um projeto que foi construído em conjunto por Lula e Dilma. Ele reconhece o papel que Dilma teve nesse projeto e tem dado apoio integral às ações da presidente. Além disso, ele já colocou de forma clara o processo de reeleição da presidente Dilma em 2014. Tenho convicção de que as tarefas do ex-presidente Lula e da presidente Dilma estão muito claras.

Procurador que não achou nada!