sexta-feira, 29 de abril de 2011

Oposições desrespeitam os eleitores

Existem oposicionistas ainda?

Se existem, devem estar escondidos embaixo da cama! Eta cambada de frouxos!


Delúbio Soares está de volta ao PT. Até o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), se mostra um tanto constrangido. Em público ao menos.


Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.


A equipe econômica dá claros sinais de que não tem resposta satisfatória — nem mesmo um diagnóstico — para a equação “inflação-câmbio-juros”.


Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.


Os gargalos na infra-estrutura são evidentes, como demonstram os aeroportos.


Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.


Bastaram quatro meses de governo para que se percebesse que o megaplano de Dilma para a segurança pública não passava de delírio e cascata.


Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.


As demais obras de infra-estrutura para a Copa do Mundo estão atrasadas, e a respostas do governo é pregar o desrespeito à lei em nome da eficiência.


Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.


A inflação, aquela que se percebe nos supermercados, começa a fazer parte do cotidiano dos brasileiros.


Os comandantes das oposições ignoram o assunto porque estão ocupados em se destruir.

Espero também que estes comandantes sejam esquecidos nas eleições!

Presidente do Conselho de Ética assinou atos secretos

Nome de João Alberto Souza (PMDB-MA), que nesta semana assumiu o comando do órgão colegiado, consta em boletins sigilosos de criação de cargos, aumento de salários e concessão de benefícios a colegas no período em que era membro da Mesa Diretora

Leandro Colon, O Estado de S.Paulo

O novo presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), assinou atos secretos quando era membro da Mesa Diretora da Casa, entre 2003 e 2007. O nome do senador aparece chancelando boletins sigilosos de criação de novos cargos, aumento de salários e concessão de benefícios para servidores e senadores.


Em 2009, quando a existência desses atos secretos foi revelada pelo Estado, o nome de João Alberto, homem de confiança do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ficou de fora do escândalo porque na ocasião ele não era mais senador, mas vice-governador de Roseana Sarney no Maranhão.


A reportagem fez um pente-fino nos atos reconhecidos pelo próprio Senado como não publicados e encontrou o aval oficial do novo presidente do Conselho de Ética para a aprovação dessas medidas quando ele era primeiro-suplente da Mesa Diretora, entre 2003 e 2005, e segundo-secretário, de 2005 a 2007.


O nome do senador está registrado, por exemplo, no ato secreto de 20 de dezembro de 2006 que transformou 14 cargos de confiança de R$ 1,6 mil mensais (valores atualizados) em vagas de R$ 12,2 mil. Naquele mesmo dia, uma outra medida, também não publicada na época, concedeu gratificação nos salários dos chefes de gabinetes - benefício cancelado só três anos depois.


Além do nome registrado nos boletins como membro da Mesa, a ata desta reunião confirma a presença do novo presidente do Conselho de Ética no dia em que foi tomada essa decisão. Na época, o presidente do Senado era Renan Calheiros (PMDB-AL), agora recém-indicado por seu partido para compor o conselho.


A chancela de João Alberto aparece também no ato secreto de 8 de agosto de 2006, quando autorizou cada um dos 81 senadores a contratar mais um assessor de confiança pelo maior salário na época, R$ 10 mil - hoje, o salário é de R$ 16,3 mil.


O nome do senador consta ainda em atos secretos de 2003 para mudanças administrativas e criação de cargos, quando era suplente da Mesa e tinha poder de voto ao substituir titulares.

Como já falei antes, para que está servindo este Senado Federal? Para dar vergonha e vontade de fugir do país!

Conceito de ética

Dora Kramer, O Estado de S.Paulo

Seria impreciso dizer que o Senado chegou ao fundo do poço quando decidiu constituir um Conselho de Ética ao arrepio do decoro indispensável à atividade parlamentar. Isso porque o poço em que o Poder Legislativo resolveu já há algum tempo jogar sua credibilidade parece não ter fundo.

Entra ano, sai ano, entra escândalo, sai escândalo, os acontecimentos bizarros não têm fim, medida nem limites.


A presença de oito processados na Justiça entre os 15 titulares do conselho soa como uma contradição em termos. Agride à lógica da vida normal, mas está absolutamente de acordo com as regras do Congresso.


Mais: compõe perfeitamente o cenário da degradação. Todos os integrantes do conselho destinado a zelar pela ética na Casa são tão senadores quanto qualquer outro. A partir do momento em que seus pares não impuseram reparos a condutas julgadas no passado e os eleitores lhes confiaram delegação, podem participar de todas as atividades sem restrição.


A questão não é o que Renan Calheiros, que trocou a renúncia à presidência do Senado pela absolvição em processos por quebra de decoro, ou Gim Argello, investigado pela Polícia Federal e obrigado recentemente a renunciar à relatoria do Orçamento da União por suspeita de desvios na distribuição de emendas, estão fazendo no Conselho de Ética.


A pergunta correta é o que esses e outros estão fazendo no Senado e o que o Senado faz consigo ao, entre outras façanhas, reconduzir à presidência da Casa José Sarney e seu manancial de escândalos, cuja mais recente leva data de dois anos atrás.


Esse episódio do conselho ganhou repercussão, é tratado como um grande problema, mas é apenas parte do infortúnio que assola o Parlamento e, em boa medida, a sociedade que não exerce ela mesma o voto limpo enquanto não se institui de vez a obrigatoriedade legal da ficha limpa: a indiferença à ética, ao conjunto de valores que disciplinam o comportamento humano como atributo essencial à vida civilizada. Pública ou privada.


Embora a completa ausência de pudor, ainda que em grau apenas suficiente para a manutenção das aparências em colegiado presumidamente ético, fira os espíritos mais sensíveis, não se configura uma novidade em face da revogação geral de quaisquer valores balizadores de condutas.


Em ambiente onde um senador pode roubar um gravador - como fez Roberto Requião ao surrupiar o equipamento pertencente à rádio Bandeirantes e apagar do cartão de memória uma entrevista que não lhe interessava ver divulgada - e ainda assim ser defendido pelo presidente da Casa, não há poço que seja fundo o bastante para delimitar a fronteira entre a civilidade de fachada e a selvageria total.

Acrescento: só falta chamarem o Fernandinho Beira-mar pra ser membro da Comissão Antidrogas.

Triste fim de um Senado. Já não serve pra mais nada!



Governo adotará via rápida para concessão de aeroportos. FIQUEM ATENTOS !

Presidente do BNDES usa o termo ‘fast track’ para se referir a uma aprovação do assunto sem passagem obrigatória pelo Congresso

Luciana Nunes Leal e Alexandre Rodrigues, Agência Estado

O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, disse[ontem], 28, que o governo vai adotar o "fast track" para a concessão da administração de aeroportos à iniciativa privada, uma espécie de via rápida para agilizar os investimentos para melhorar a infraestrutura aeroviária do País até a Copa de 2014.

O BNDES esclarece que a expressão "fast track" por Coutinho para comentar as medidas em estudo pelo governo para acelerar a aprovação de projetos emergenciais de aeroportos, não guarda relações com o mecanismo usado nos Estados Unidos.

Nos EUA, o fast track possibilita aprovações rápidas no Congresso americano. A expressão usada por Coutinho tem apenas a conotação de uma via rápida para aprovação, sem necessariamente passagem pelo Congresso, segundo a assessoria de imprensa do banco.

Coutinho usou a expressão ao participar da plateia de um painel sobre os desafios de infraestrutura da América Latina do Fórum Econômico Mundial, realizado no Rio, protagonizado pelo ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, indicado pela presidente Dilma Rousseff para exercer a Autoridade Pública Olímpica (APO).

Durante o debate, ele e Coutinho concordaram que é uma das prioridades no setor deve ser o aperfeiçoamento dos projetos.

Vem ai a nova série de escândalos. É só aguardar!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Cinismo, violência e outros bichos brasileiros

Que o povo brasileiro é passivo, já sabemos há muito. Nada faz contra os absurdos impostos que paga e o péssimo retorno que obtém disso... Elege políticos que ferem a ética e a dignidade no exercício de suas funções e nada faz...

Olha as ações que acontecem no governo e faz piada sobre os fatos....vê a inflação retornar com toda a forca, mas continuar a endeusar o Lula e sua cria...

Observa o Renan Calheiros (aquele mesmo que quase foi cassado por atos pouco recomendáveis no exercício de funções publicas) ser indicado para o Conselho de Ética do Senado Federal e o que faz? Faz piada...

Renan, Romero Jucá e outros na Comissão de ética é piada de mal gosto. Muito mal gosto e escárnio com o povo.
Pior do que isso só a piada do Requião sobre o bullyng.

É por isso que este país está cada vez pior.

Acorda Brasil!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Ate que enfim alguém com coragem

Uau! Uma promotora com coragem de fazer a coisa certa mesmo diante de um dito “movimento social”! É tão raro que, quando acontece, a gente tem de saudar. Leiam o que informa o Estadão Online.

A promotora Rita Tourinho, do Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa do Ministério Público Estadual, afirmou nesta segunda-feira, 18, que vai questionar oficialmente o governo baiano sobre a doação de carne e de banheiros públicos aos cerca de 3 mil integrantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) que ocupam áreas do Centro Administrativo da Bahia (CAB).

A promotora disse querer saber da Secretaria de Agricultura (Seagri), responsável pelas doações, quais foram os parâmetros utilizados para a doação. Diariamente, os acampados recebem 600 quilos de carne. Além disso, foram instalados 30 banheiros químicos nos arredores da sede da secretaria.

A preocupação, de acordo com a promotora, é com um possível precedente que as doações possam criar. A assessoria da Seagri informou que tanto o Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM) quanto a Procuradoria-Geral do Estado foram consultados e não negaram as doações. O argumento usado pela secretaria foi que, no caso, o Estado precisava “garantir a preservação do patrimônio público e a dignidade das pessoas”.

A ocupação, por parte de cerca de 3 mil integrantes do MST, completou ontem uma semana. Nos arredores da Seagri, já são visíveis depredações em áreas verdes do CAB, para a instalação de barracas e tendas.

Por Reinaldo Azevedo

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mensalão: ex-Procurador da República critica demora

O ex-Procurador-Geral da República, Antônio Fernando de Souza, disse, em entrevista à Folha de S.Paulo, que há elementos suficientes para condenar os 38 réus citados na denúncia do mensalão e que ” parte relevante dos valores teve origem em recursos públicos”.


“Se eu tivesse dúvida não teria apresentado a denúncia”, destacou.


O ex-procurador criticou a demora da Polícia Federal em investigar os desdobramentos do caso. Na entrevista, ele rechaça a idéia de que o mensalão possa ser esvaziado com a volta de personagens ao cenário político.”Esta reabilitação política não pode sugerir que tudo passou de uma invencionice”, disse.

A Incompetência na gestão pública dá nisso: o povo que se dane, pois só serve pra votar!

Tributos elevam caixa do governo em R$ 16,3 bilhões Martha Beck, O Globo

A equipe econômica vai contar com um reforço de caixa de, pelo menos, R$ 16,3 bilhões decorrente de aumentos de tributos para cumprir sua meta fiscal de 2011.

A maior parte é fruto de medidas para desacelerar a inflação e conter a entrada de dólares no país, o que teve até agora efeito limitado. O valor representa 13,8% dos R$ 117,9 bilhões que o governo se comprometeu a economizar para pagar juros da dívida pública (o chamado superávit primário) este ano.

Além de elevar a carga tributária de bebidas frias, o que resultará num ganho de R$ 948 milhões para o Tesouro, o governo vem subindo o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) - somente este ano já foram quatro aumentos - para tentar conter o consumo e o derretimento do dólar.

Segundo dados da Receita Federal, a alta do IOF para as compras com cartão de crédito de pessoas físicas no exterior, por exemplo, deve dar uma arrecadação adicional de R$ 802 milhões.

Já o IOF mais alto para investimentos estrangeiros em renda fixa renderá R$ 4,5 bilhões. A ação mais recente da equipe econômica - subir o imposto para operações de crédito de pessoas físicas - deve render R$ 10 bilhões em 2011, segundo cálculos do economista Felipe Salto, da consultoria Tendências:

- O governo está unindo o útil ao agradável. As mudanças são ainda uma forma de garantir o cumprimento da meta de superávit primário cheia em 2011 e uma tentativa de mostrar austeridade no mercado.

Sem direito à infância

Crianças pequenas e até de colo usam oxi e crack oferecidos por pais e traficantes

Carolina Benevides, Efrém Ribeiro e Marcelo Remígio, O Globo

Aos dois anos, o bebê X., que vivia com os pais em Rio Branco, no Acre, era inquieto e chorava sem parar. Uma denúncia levou o Conselho Tutelar da capital acreana até a casa da família e a constatação foi: a mamadeira de X. não tinha só leite. Os pais misturavam cocaína na hora de alimentá-lo. Essa foi a história que mais chocou a conselheira Linagina Silva, responsável pela unidade em Rio Branco.

— Em toda Região Norte é comum que as crianças se droguem. Por aqui, elas usam cocaína, oxi e merla. As pequenas, de 5, 6, 8 anos, começam em casa. Recebo há um ano e meio cinco meninos que usam cocaína e oxi. Eles têm entre 6 e 11 anos, a polícia traz, eles quebram tudo, ficam agitadíssimos. Um outro de 10 anos é pequeno, raquítico, mas drogado tem uma força enorme — conta Linagina.

— Em Rio Branco, geralmente, os adultos partem para o oxi depois de terem experimentado outras drogas. As crianças não. Elas já começam com a pedra e muitas nem vão atingir a maioridade.

Nas ruas de Rio Branco não é difícil encontrar crianças de 8, 10, 11 anos viciadas em oxi — um novo subproduto da cocaína, mais devastador que o crack, que surgiu no Acre, já se espalhou pelas regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste e chegou a São Paulo, conforme O GLOBO mostrou ontem.

As crianças perambulam pela cidade, reúnem-se perto da antiga rodoviária ou no Preventório, no Centro, para fumar a pedra. Quando não têm dinheiro, praticam pequenos delitos.

— O vício está diretamente ligado à violência. Para usar, as que têm casa começam a roubar da família. As que estão nas ruas quebram vidro de carro para furtar, roubam celulares e pequenos objetos. Elas compram oxi por R$ 5 e R$ 7 — diz Linagina. — É difícil conseguir internar crianças antes dos 12 anos e algumas passam a traficar para manter o vício.

TCU quer devolução de dinheiro da cartilha pró-Lula

O Globo revela que o Tribunal de Contas da União determinou a devolução, por parte de quatro ex-auxiliares do ex-ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência, Luiz Gushiken, de aproximadamente R$ 4,5 milhões supostamente desviados na produção de cartilhas com o balanço do governo do ex-presidente Lula entre 2003 e 2005.


Em acórdão emitido no fim do mês passado, o tribunal aponta sobrepreço e pagamento por serviços não realizados, entre outras irregularidades, e aplicou também multa de R$ 2,6 milhões às empresas Matisse Comunicação de Marketing e Duda Mendonça & Associados. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação Luiz Gushiken, entretanto, que encomendou a produção de 5 milhões de exemplares da revista, foi inocentado.

Já que não temos Tsunami, os órgãos governamentais providenciam um!

Tsunami de merda


O Globo

A parede da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Toque-toque se rompeu na tarde deste domingo, na Praça Azevedo Cruz, no Centro de Niterói, ferindo pessoas que estavam no local.

Cerca de 6 milhões de litros de esgoto, já em tratamento, invadiram as ruas deixando oito feridos, que foram levados para o Hospital Azevedo Lima, no bairro do Fonseca, com fraturas e escoriações.

A forte corrente de detritos invadiu estabelecimentos próximos ao Mercado São Pedro e arrastou veículos. Os dejetos tomaram uma área de cerca de 1.600 metros quadrados.

A concessionária Águas de Niterói, responsável pelo tratamento de esgoto da cidade, realizou uma perícia na área afetada e constatou que o vazamento começou por volta das 13h.

A estação avariada é responsável pelo tratamento de esgoto que abrange a região central e parte da Zona Norte da cidade.

Segundo o diretor da concessionária, Dante Luvisoto, as causas do rompimento ainda serão levantadas, mas como só uma parte do reservatório se rompeu, o esgoto continuará sendo tratado, sem causar danos aos moradores.

- Tomamos um susto. Estávamos jogando baralho e ouvimos uns barulhos.

Começamos a correr e a gritar para que os outros também saíssem o mais rápido possível, mas não tínhamos como fugir. Fui jogado a uns 200 metros e vi a morte de perto - contou o aposentado Ubirajara da Costa Viellas, de 60 anos, um dos oito feridos

Selma de Oliveira Pinheiro, de 56 anos, umas das proprietárias de uma pensão que funcionava no local lamentou o prejuízo: - Foi horrível. Parecia uma tsunami. A sorte foi não ter nenhuma vítima fatal.


Agora vamos ver como ficará a nossa situação. Inauguramos a casa há umas duas semana. Gastamos mais de 20 mil reais e ela está assim, toda acabada.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Começam a aparecer as contas da mentira eleitoral

Sérgio Roxo, O Globo

O ministro da Educação, Fernando Haddad, admitiu [ontem] que será difícil para o governo federal cumprir a promessa feita pela presidente Dilma Rousseff, durante a campanha, de aumentar de 5% para 7% o percentual do PIB em investimento público anual no setor.

A meta de elevação do gasto consta do Plano Nacional de Educação (PNE), que começou a tramitar [ontem] no Congresso, mas com a perspectiva de que a meta só seja alcançada em dez anos e não até 2014, quando termina o mandato de Dilma.

- Na conversa que mantive com ela (Dilma) durante a campanha, disse que o governo Lula nos últimos cinco anos fez um grande esforço de aumento do financiamento para educação. E nós aumentamos 0,2% ao ano. Então, em dez anos, é factível chegar à meta de 7%. Pode ser que cheguemos antes, mas vamos ter que fazer um esforço inclusive maior do que já fizemos, que não foi pequeno - disse o ministro, após participar de audiência sobre o PNE na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Em dezembro, Haddad já havia dito que, pela elevação do investimento nos últimos anos, o provável era atingir a meta de 7% do PIB em investimento na área só em 2020.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Quanta irritação

Dilma e Lula têm um traço parecido: não se esquecem dos que discordaram de seus pensamentos

Danuza Leão, Folha de S. Paulo

Aos cem dias do governo Dilma é impressionante o número de vezes em que saiu na imprensa "Dilma se irritou", "Dilma ficou irritada".


A presidente sempre teve fama de geniosa, mas foram tantas as ocasiões em que seu temperamento virou notícia que não dá para acreditar. É bom que ela seja sóbria e fale pouco, o que está sendo um alívio geral.


Mas só assim, de memória: Dilma se irritou quando houve o apagão; se irritou com uma tradutora em NY; se irritou com Henrique Meirelles porque ele teria divulgado que imporia condições para ficar no Banco Central; se irritou quando, durante a campanha, foi questionada sobre a volta da CPMF e sobre o aborto; se irritou com a assessoria quando trocou o nome de uma cidade do Nordeste.


Essas são apenas algumas das irritações públicas, imagine as privadas.


Lula falava muito, mas só sobre o que queria; não disse nem vai dizer uma só palavra sobre os passaportes especiais concedidos à sua família ítalo-brasileira.


Já o estilo de Dilma é confortável. Como fala pouco, não precisa explicar os gastos dos cartões corporativos da Presidência, que aumentaram 8,2% em apenas cem dias, nem as ações do Ministério da Pesca, minha grande curiosidade há anos. Quais estarão sendo os feitos de Ideli Salvatti?


Quem trabalha para o governo não pode piar, pois algumas das irritações presidenciais acabaram em demissão ou em não nomeação - de quem a irritou, é claro.


Dilma e Lula não são iguais, mas um traço de seus perfis é parecido: eles não se esquecem dos que, em algum momento, discordaram de seus pensamentos, e esperam a hora para dar o troco.


Quando ela chega, é quase como dizia Maquiavel: a bondade deve ser feita aos poucos, a maldade, de uma vez só. Quase: a diferença é que para os amigos, aliados e correligionários, a bondade é tão grande, que basta uma (para cada).


Será que existe no fundo, lá no fundo, um espírito de vingança? Seria um absurdo achar que Dilma tem, em seu caráter, traços ditatoriais - logo ela, que tanto sofreu com a ditadura militar. Mas dentro de um contexto humano, é compreensível que ela se comporte, agora, um pouco como os militares se comportaram. Eles achavam que podiam tudo, agora é ela quem (acha que) pode tudo; faz sentido.


Às vezes sua vontade - ou a do seu partido, não sei - extrapola o aceitável quando se fala de uma democracia plena.


Brizola - lembra dele, presidente? - disse, na primeira posse de Lula: "isso vai ser uma ditadura stalinista".

O dinheiro fácil das centrais (Editorial de O Estadão)

O Estado de S.Paulo

Sem nenhum esforço, pois o dinheiro lhes é repassado automaticamente pelo governo, as centrais sindicais receberam no ano passado R$ 102,2 milhões, que gastaram do jeito que quiseram, sem se preocupar em prestar contas ao poder público.

Com o aumento do número de trabalhadores com registro em carteira e da renda real média dos brasileiros, em razão do crescimento da economia, também as receitas das centrais aumentam. No ano passado, elas foram 20,8% superiores às de 2009, quando haviam crescido 21,6% em relação ao ano anterior.


A legislação que lhes assegura o direito de apropriar-se de uma parte do salário dos brasileiros não as obriga a informar, nem mesmo aos trabalhadores que dizem representar, o que fazem com tanto dinheiro. Fazem o que bem entendem.


Como mostrou o jornal Valor na segunda-feira, algumas compram ou constroem sede para abrigar com mais comodidade e conforto seus dirigentes e sua burocracia, afirmam realizar cursos de formação sindical, organizam convenções ou congressos e, sobretudo, procuram atrair mais sindicatos, pois a distribuição do bolo do imposto sindical é proporcional ao número de entidades e de trabalhadores da base que, teoricamente, elas representam. Gastam também com passagens aéreas, hospedagens, alimentação e outras despesas de viagem.


A transferência também para as centrais de parte do valor retirado anualmente do salário de cada trabalhador com registro em carteira, sindicalizado ou não, para, em tese, sustentar a representação dos trabalhadores é apenas a mais recente de um série de graves distorções e anomalias no campo trabalhista geradas pelo imposto sindical.


Criado na década de 1940, durante a ditadura varguista do Estado Novo, o imposto sindical é cobrado em março de todos os trabalhadores, na base de um dia de trabalho. Mudou de nome em 1966, para "contribuição sindical", mas manteve suas características originais e continuou a gerar distorções na estrutura sindical, à custa do trabalhador.

Bom jogo, deputado! Nós, otários, aplaudimos!

Então fica combinado assim: nesta quarta-feira, na companhia do filho Vinícius de 13 anos, de dois assessores e dos colegas Romário (PSB-RJ) e Eduardo Gomes (PSDB-TO), embarca para Madri o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS). Irá assistir ao jogo Real Madri x Barcelona.

Quem pagará a conta do passeio? Nós, contribuintes.

Foi Romário quem convenceu Marco Maia a viajar. Você votou em Romário? Pois é... Ele preferiu bater bola na Barra da Tijuca a participar da primeira sessão da Câmara, este ano.


Outro dia, Romário profetizou ao comentar seu desempenho como deputado: "Ainda ouvirão falar muito de mim". O que ouvimos até agora não foi bom.


Torcedor do Grêmio, Marco Maia ouviu Romário falar que seria imperdível o jogo Real Madri x Barcelona pela 32ª rodada do Campeonato Espanhol. Romário provou na pele a rivalidade que existe entre os dois times quando jogou pelo Barcelona.


Marco Maia comprou a sugestão de Romário. Mas deputado algum pode viajar para o exterior à custa da Câmara sem que seja em missão oficial. E sem o conhecimento prévio dos seus pares. Nem mesmo aquele que pode assumir eventualmente a presidência da República caso o vice não possa.


Foi dado conhecimento da viagem aos demais deputados. Nem se coçaram. Quanto ao caráter oficial da missão, deu-se um jeito.


A Embaixada da Espanha no Brasil soube do interesse de Marco Maia em visitar o parlamento espanhol entre os próximos dias 14 e 17 – nem antes e nem depois. E, se possível, em se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados de lá, Jose Bono Martinez, do Partido Socialista Espanhol (PSOL). O PT e o PSOL são partidos irmãos. A embaixada fez o que lhe cabia.


Real Madri e Barcelona jogarão no dia 16, sábado.


Marco Maia e comitiva deixarão Brasília no dia 13 com destino a Lisboa. De lá voarão para Madri, desembarcando às 9h do dia 14 no aeroporto de Barajas. Voltarão ao Brasil na noite do dia 17, um domingo.


A Espanha atravessa grave crise econômica a menos de um ano da eleição que renovará os 350 assentos do Congresso dos Deputados (Câmara) e os 208 da Câmara Alta (Senado). O PSOL está no poder há oito anos. Deve perdê-lo. O primeiro-ministro José Luiz Rodríguez Zapatero desistiu de disputar mais um mandato. Sua popularidade está ladeira à baixo.


José Bono Martinez concordou em receber Marco Maia e comitiva no domingo dia 17, quando a Câmara não funciona. No sábado, dia do jogo, também não funciona.


Marco Maia visitará a Câmara no dia 14 ou 15. Os deputados espanhóis estão ocupados com as eleições municipais e regionais de maio. Mas sempre haverá alguns na cidade.


Com eles - e também com José Bono -, Marco Maia quer bater um papo sobre projetos de energia eólica e as restrições à entrada de brasileiros na Espanha.


Empresários espanhóis que investem em energia eólica no Brasil estão sempre por aqui até quando não são chamados. Imagine se fossem!


Nem mesmo o Itamaraty, depois de dois anos de trabalho duro, dobrou a resistência espanhola à entrada de brasileiros no país. De 2006 para cá, triplicou o número de brasileiros que migraram para a Espanha, parte deles de forma ilegal.


Sim, Marco Maia aproveitará a estadia em Madri para ser entrevistado pelo jornal “El País”.


O jornal tem correspondente no Brasil. Caso julgasse importante entrevistar Marco Maia o faria daqui mesmo. Daqui ou de lá poderia entrevistá-lo via Skype. Mas se o deputado prefere ir bater na porta do jornal... Problema dele.


Problema nosso também, que toleramos transgressões, digamos assim, “menores”. Pecadilhos...


Protestos? Indignação? Só na internet. Uma vez, Lula presidente, filhos dele, acompanhados de amigos, pegaram carona no avião presidencial de São Paulo para Brasília. Depois foram se divertir no Lago Paranoá a bordo da lancha presidencial.


Bobagem, não?


O piloto de Dilma infringiu há duas semanas as mais elementares regras de segurança dando carona a uma amiga no avião presidencial. Dilma estava no avião.


Outra bobagem!


Em Cádiz, a uma hora de vôo de Madri, Lula receberá na próxima sexta-feira o Prêmio Liberdade Cortes de Cádiz, criado pela prefeitura local.


Quem sabe Marco Maia e comitiva não aparecem por lá para prestigiar o companheiro?


Dá para ir e voltar sem correr o risco de perder o jogo no dia seguinte

terça-feira, 5 de abril de 2011

Corrupção: Temer é alvo de inquérito no STF. Ele "só" é vice-presidente!

Investigação apura distribuição de propina por empresas em Santos na década de 90

Michel Temer nega ter recebido suborno e questiona conclusões obtidas pela polícia e pela procuradoria

Breno Costa e Fernando Rodrigues, Folha de S. Paulo

O vice-presidente Michel Temer é investigado em inquérito no Supremo Tribunal Federal sob a suspeita de participar de um esquema de cobrança de propina de empresas detentoras de contratos no porto de Santos (SP).

O caso chegou ao Supremo em 28 de fevereiro e na semana passada seguiu para a apreciação da Procuradoria-Geral da República, que poderá determinar a realização de novas diligências.

A Folha teve acesso ao inquérito, que está no STF porque Temer tem foro privilegiado como vice-presidente. Os documentos do caso informam que os crimes sob investigação são corrupção ativa e corrupção passiva.

A Procuradoria da República em Santos pediu que o caso fosse remetido ao tribunal em 15 de setembro, durante a campanha eleitoral.

Presidente nacional do PMDB, Temer já havia sido escolhido para formar chapa com Dilma Rousseff (PT).

No texto enviado ao STF, a procuradora Juliana Mendes Daun diz que "Temer figura efetivamente como investigado neste apuratório".

O vice-presidente nega ter recebido suborno e critica o trabalho da polícia e da procuradora. Em 2002, o então procurador-geral da República Geraldo Brindeiro determinou o arquivamento de um processo administrativo preliminar sobre o caso.

Demissão por excesso de competência

Blog de Augusto Nunes

Ao se intrometer na vida da Vale, o governo federal produziu simultaneamente três assombros: inventou a demissão por excesso de competência, transformou Roger Agnelli no único executivo da história que perdeu emprego por ter feito tudo certo e criou a primeira empresa privada do Brasil cuja diretoria é escolhida pelo Palácio do Planalto e decidiu nesta segunda-feira que o novo comandante será o ex-diretor Murilo Ferreira. Não é pouca coisa. E não é tudo.

Bastou a notícia de que o governo resolvera ditar os rumos da Vale para que mais de 4 milhões de investidores começassem a perder dinheiro. Só em março, as aplicações sofreram uma queda de 6,81%. “As ações deveriam estar voando”, disse em entrevista ao jornal O Globo o especialista em investimentos Bruno Lembi. “Os preços do minério estão lá em cima e a Vale divulgou um balanço excepcional”.

Privatizada em maio de 1997, a Vale começou a colecionar cifras superlativas a partir de julho de 2001, quando Agnelli assumiu a presidência para transformá-la, em 10 anos, na segunda mineradora do planeta e na maior produtora mundial de minério de ferro.

Em 1997, tinha 11 mil funcionários. Hoje são 174 mil. A extração de minério subiu de 114 milhões de toneladas para 297 milhões de toneladas, e o lucro saltou de R$ 390 milhões para R$ 30,7 bilhões. Os investimentos somaram R$ 19,4 bilhões em 2010. Deverão chegar a US$ 24 bilhões em 2011.

Quem aplicou R$ 1 mil em ações da Vale no dia da posse de Agnelli tinha R$ 16.829 na conta neste 23 de março, quando o afastamento foi oficializado. A valorização foi de 1.583%.

Em paragens civilizadas, tal performance faria qualquer chefe de governo disputar Agnelli a socos e pontapés com a iniciativa privada: como não instalar num ministério da área econômica alguém tão singularmente eficaz? No Brasil, como ensinou Tom Jobim, sucesso é ofensa pessoal. E a independência é o oitavo pecado capital aos olhos de governantes autoritários como Lula.

domingo, 3 de abril de 2011

Eleitores...

Relatório da PF confirma mensalão no governo Lula

Da Agência Estado.

Relatório final da Polícia Federal confirma a existência do mensalão no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Depois de seis anos de investigação, a PF concluiu que o Fundo Visanet, com participação do Banco do Brasil, foi uma das principais fontes de financiamento do esquema montado pelo publicitário Marcos Valério. Com 332 páginas, o documento da PF, divulgado pela revista “Época”, joga por terra a pretensão do ex-presidente Lula de provar que o mensalão nunca existiu e que seria uma farsa montada pela oposição.

O relatório da PF demonstra que, dos cerca de R$ 350 milhões recebidos do governo Lula pelas empresas de Valério, os recursos que mais se destinaram aos pagamentos políticos tinham como origem o fundo Visanet. As investigações da PF confirmaram que o segurança Freud Godoy, que trabalhou com Lula nas campanhas presidenciais de 1998 e 2002, recebeu R$ 98,5 mil do esquema do valerioduto, conforme revelou o Estado, em setembro de 2006. A novidade é que Freud contou à PF que se tratava de pagamento dos serviços de segurança prestados a Lula na campanha de 2002 e durante a transição para a Presidência - estabelecendo uma ligação próxima de Lula com o mensalão. No depoimento, Freud narrou que o dinheiro serviu para cobrir parte dos R$ 115 mil que lhe eram devidos pelo PT.


O relatório da PF apontou o envolvimento no esquema do mensalão, direta ou indiretamente, de políticos como o hoje ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, do PT. Rastreando as contas do valerioduto, os investigadores comprovaram que Rodrigo Barroso Fernandes, tesoureiro da campanha de Pimentel à prefeitura de Belo Horizonte, em 2004, recebeu um cheque de R$ 247 mil de uma das contas da SMP&B no Banco Rural. As investigações confirmaram também a participação de mais sete deputados federais, entre eles Jaqueline Roriz (PMN-DF), Lincoln Portela (PR- MG) e Benedita da Silva (PT-RJ), dois ex-senadores e o ex-ministro tucano Pimenta da Veiga.


Segundo a revista “Época”, a PF também confirmou que o banqueiro Daniel Dantas tentou mesmo garantir o apoio do governo petista por intermédio de dinheiro enviado às empresas de Marcos Valério. Dantas teria recebido um pedido de ajuda financeira no valor de US$ 50 milhões depois de se reunir com o então ministro da Casa Civil José Dirceu. Pouco antes de o mensalão vir a público, uma das empresas controladas por Dantas fechou contratos com Valério, apenas para que houvesse um modo legal de depositar o dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve tempo suficiente para que R$ 3,6 milhões fossem repassados ao publicitário.


As investigações comprovaram ainda que foram fajutos os empréstimos que, segundo a defesa de Marcos Valério, explicariam a origem do dinheiro do mensalão. Esses papéis serviram somente para dar cobertura jurídica a uma intrincada operação de lavagem de dinheiro. De acordo com o relatório da PF, houve duas fontes de recursos para bancar o mensalão e as demais atividades criminosas de Marcos Valério. A principal, qualificada de “fonte primária”, consistia em dinheiro público, proveniente dos contratos do publicitário com ministérios e estatais. O principal canal de desvio estava no Banco do Brasil, num fundo de publicidade chamado Visanet, destinado a ações de marketing do cartão da bandeira Visa. As agências de Marcos Valério produziam algumas ações publicitárias, mas a vasta maioria dos valores repassados pelo governo servira tão somente para abastecer o mensalão.


A segunda fonte de financiamento, chamada de “secundária”, estipulava que Marcos Valério seria ressarcido pelos pagamentos aos políticos por meio de contratos de lobby com empresas dispostas a se aproximar da Presidência da República. Foi o caso do Banco Rural, que tentava obter favores do Banco Central e do banqueiro Daniel Dantas, que precisava do apoio dos fundos de pensão das estatais.

Ex-tudo, Lula vira empresário do ramo das palestras

Ex-retirante, ex-metalúrgico, ex-sindicalista, ex-socialista e ex-presidente, Lula injetou em sua biografia uma nova qualificação: empresário. Registrou na Junta Comercial de São Paulo sua primeira empresa. Traz na logomarca, as iniciais do dono: LILS Palestras, Eventos e Publicações Ltda. O registro foi feito em 18 de março. Lula tem como sócio o amigo, ex-assessor e ex-presidente do Sebrae, Paulo Okamotto. O mesmo Okamotto que, em 2006, disse que pagou do próprio bolso R$ 29 mil de uma dívida de Lula com o PT.

O capital da nova empresa é mixuruca: R$ 100 mil. Menos que o preço das palestras que o neoempresário comercializa: entre R$ 150 mil e R$ 200 mil. No papel, a sede da firma que fará do gogó de Lula um produto, será o apartamento do dono, em São Bernardo do Campo (SP).

Okamotto se diverte: "Agora o presidente é empresário. Vocês reclamavam que ele não tinha estudado, e agora ele tem alguns títulos de doutor honoris causa".


Com a formalização do negócio, Lula fica autorizado a entregar nota fiscal à clientela e obrigado a recolher os tributos devidos.