quinta-feira, 10 de março de 2011

PSDB no Paraná: o Partido ensina como perder as próximas eleições

Há quem fale que o PSDB no Paraná ganhou as eleições e está realizando um ótimo governo, diferente de seus antecessores.

Pura mentira!

Beto Richa ganhou as eleições usando o PSDB, e hoje, apadrinha todos os requianistas. Promove-os, confia-lhes cargos de confiança, transforma-os em Secretários, diretores, etc.

E aqueles que apoiaram o atual Governador, e muitos são do PSDB, transforaram-se em alvo de chacotas. Defenderam, sob todos os riscos, a eleição de Beto Richa e hoje, estão escanteados, assistindo seus adversários (que apoiaram Osmar e Requião) virarem chefes...

É assim que o PSDB trata seus aliados: perseguição, escanteio e esquecimento.

Não reclame depois se não tiverem apoio para a próxima eleição.

Mas o que faz o Governador agir assim?

Assessoria ineficiente? Ou está "abocanhando" o espólio do requianismo?

Quis matar politicamente o Fruet, apoiando Ducci, com vistas a eleição para a Prefeitura, mas está esquecendo de combinar com o povo...

Do jeito que vai, vai acabar ficando conhecido como Beto Requião"!

Só os idiotas podem acreditar na "ideologia" petista"

Réu do mensalão, Genoíno é nomeado assessor de Jobim

Derrotado nas urnas em outubro, o ex-presidente do PT José Genoíno garantiu um espaço no novo governo Dilma.

Ele foi nomeado hoje (10) para exercer o cargo de assessor especial do Ministro da Defesa, Nelson Jobim. O salário é de R$ 8.988,00.


O futuro assessor de Jobim é réu do mensalão, suposto esquema de compras de votos da base aliada do governo, realizado no primeiro mandato de Lula.


Em 2005, quando estourou o escândalo, Genoíno teve de deixar a presidência do PT. Desde então, vinha atuando de forma discreta na Câmara onde exerceu o mandato de deputado até o último mês de fevereiro.


Genoíno atuou na Guerrilha do Araguaia, na década de 1970, quando integrava o PCdoB. Em abril de 1972 foi preso e passou cinco anos detido.


O novo escudeiro de Jobim é um dos defensores da criação da Comissão Nacional da Verdade, que prevê a investigação dos casos que envolvem desaparecimento, tortura e morte ocorridos durante o regime ditatorial (1964-1985).


Setores mais conservadores das Forças Armadas são contra a instalação da Comissão que ainda precisa ser aprovada no Congresso.

Reproduzindo, pela excelência da entrevista

Um negro contra cotas e contra as leis que proíbem a discriminação! Sua crença: individualismo, escola de qualidade, igualdade perante a lei e liberdade de expressão

Walter Williams é negro, tem 74 anos e dá aula de economia na Universidade George Mason, na Virginia. Já foi engraxate e carregador de taco de golfe. Na juventude, chegou a preferir o radical Malcom X ao pacifista Martins Luther King.

Williams está convencido: quem vence o racismo é o mercado, não a política de cotas. Num momento em que o assistencialismo, no Brasil, virou uma categoria de pensamento incontrastável e em que se dá a isso o nome de “redistribuição de renda”, vocês precisam ler a entrevista que ele concedeu a André Petry, publicada nas páginas amarelas da VEJA desta semana. Como todos nós, o economista tem as suas convicções, mas, antes de mais nada, tem alguns números um tanto desconcertantes sobre o tal “estado de bem-estar social”.


Williams se considera um libertário e é um crítico ácido da interferência do Estado na vida dos indivíduos. O indivíduo, diga-se, está no centro de suas preocupações. Ah, sim: ele acha que Barack Obama acabará “sendo ruim para os negros”. Por quê? Porque “seu governo, na melhor das hipóteses, será um desastre igual ao de Jimmy Carter”. Abaixo, reproduzo trechos da entrevista, em que se encontram frases como estas:


- AVANÇO DOS NEGROS - “Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.”


- ESTADO E FAMÍLIA - “Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar”.


- MÃE SOLTEIRA PREMIADA - “Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que, nos anos da minha adolescência, entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%.”


- SALÁRIO MÍNIMO - “O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.”


- AÇÕES AFIRMATIVAS - “O ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80.”


- COTAS RACIAIS NO BRASIL - “A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito.”


- LIVRE MERCADO E DISCRIMINAÇÃO - “A melhor forma de permitir que cada um de nós - negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês - atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação”.


- LIBERDADE DE EXPRESSÃO - “É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas”.


- AFRO-AMERICANOS - “Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um ‘afro-americano’?”


- ÁFRICA - “A África é um continente povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos”.



Leia mais um pouco da explosiva sensatez de Walter Williams. A íntegra da entrevista está na revista.

(…)


Em que aspectos a vida dos negros hoje é pior [nos Estados Unidos]?


Cresci na periferia pobre de Filadélfia entre os anos 40 e 50. Morávamos num conjunto habitacional popular sem grades nas janelas e dormíamos sossegados, sem barulho de tiros nas ruas. Sempre tive emprego, desde os 10 anos de idade. Engraxei sapatos, carreguei tacos no clube de golfe, trabalhei em restaurantes, entreguei correspondência nos feriados de Natal. As crianças negras de hoje que vivem na periferia de Filadélfia não têm essas oportunidades de emprego. No meu próximo livro, “Raça e Economia”, que sai no fim deste mês, mostro que, em 1948, o desemprego entre adolescentes negros era de 9.4%. Entre os brancos, 10.4%. Os negros eram mais ativos no mercado de trabalho. Hoje, nos bairros pobres de negros, por causa da criminalidade, boa parte das lojas e dos mercados fechou as portas. (…)


Os negros, em geral, estão muito melhor agora do que há meio século. Mas os negros mais pobres estão pior.


O estado de bem-estar social, com toda a variedade de benefícios sociais criados nas últimas décadas, não ajuda a aliviar a situação de pobreza dos negros de hoje?


(…)


Há anos, os Estados Unidos subsidiam a desintegração familiar. Quando uma adolescente pobre fica grávida, ela ganha direito a se inscrever em programas habitacionais para morar de graça, recebe vale-alimentação, vale-transporte e uma série de outros benefícios. Antes, uma menina grávida era uma vergonha para a família. Muitas eram mandadas para o Sul, para viver com parentes. Hoje, o estado de bem-estar social premia esse comportamento. O resultado é que nos anos da minha adolescência entre 13% e 15% das crianças negras eram filhas de mãe solteira. Agora, são 70%. O salário mínimo, que as pessoas consideram uma conquista para os mais desprotegidos, é uma tragédia para os pobres. Deve-se ao salário mínimo o fim de empregos úteis para os pobres.


(…)


As ações afirmativas e as cotas raciais não ajudaram a promover os negros americanos?


A primeira vez que se usou a ex-pressão “ação afirmativa” foi durante o governo de Richard Nixon [1969-1974]. Os negros naquele tempo já tinham feito avanços tremendos. Um colega tem um estudo que mostra que o ritmo do progresso dos negros entre as décadas de 40 e 60 foi maior do que entre as décadas de 60 e 80. Não se pode atribuir o sucesso dos negros às ações afirmativas.


(…)


Num país como o Brasil, onde os negros não avançaram tanto quanto nos Estados Unidos, as ações afirmativas não fazem sentido?


A melhor coisa que os brasileiros poderiam fazer é garantir educação de qualidade. Cotas raciais no Brasil, um país mais miscigenado que os Estados Unidos, são um despropósito. Além disso, forçam uma identificação racial que não faz parte da cultura brasileira. Forçar classificações raciais é um mau caminho. A Fundação Ford é a grande promotora de ações afirmativas por partir da premissa errada de que a realidade desfavorável aos negros é fruto da discriminação. Ninguém desconhece que houve discriminação pesada no passado e há ainda, embora tremendamente atenuada. Mas nem tudo é fruto de discriminação. O fato de que apenas 30% das crianças negras moram em casas com um pai e uma mãe é um problema, mas não resulta da discriminação. A diferença de desempenho acadêmico entre negros e brancos é dramática, mas não vem da discriminação. O baixo número de físicos, químicos ou estatísticos negros nos Estados Unidos não resulta da discriminação, mas da má formação acadêmica, que, por sua vez, também não é produto da discriminação racial.


Qual o meio mais eficaz para promover a igualdade racial?


Primeiro, não existe igualdade racial absoluta, nem ela é desejável. Há diferenças entre negros e brancos, homens e mulheres, e isso não é um problema. O desejável é que todos sejamos iguais perante a lei. Somos iguais perante a lei. Mas diferentes na vida. Nos Estados Unidos, os judeus são 3% da população, mas ganham 35% dos prêmios Nobel. Talvez sejam mais inteligentes, talvez sua cultura premie mais a educação, não interessa. A melhor forma de permitir que cada um de nós - negro ou branco, homem ou mulher, brasileiro ou japonês - atinja seu potencial é o livre mercado. O livre mercado é o grande inimigo da discriminação. Mas, para ter um livre mercado que mereça esse nome, é recomendável eliminar toda lei que discrimina ou proíbe discriminar.


O senhor é contra leis que proíbem a discriminação?


Sou um defensor radical da liberdade individual. A discriminação é indesejável nas instituições financiadas pelo dinheiro do contribuinte. A Universidade George Manson tem dinheiro público. Portanto, não pode discriminar. Uma biblioteca pública, que recebe dinheiro dos impostos pagos pelos cidadãos, não pode discriminar. Mas o resto pode. Um clube campestre, uma escola privada, seja o que for, tem o direito de discriminar. Acredito na liberdade de associação radical. As pessoas devem ser livres para se associar como quiserem.


Inclusive para reorganizar a Ku Klux Klan?


Sim, desde que não saiam matando e linchando pessoas, tudo bem. O verdadeiro teste sobre o nosso grau de adesão à idéia da liberdade de associação não se dá quando aceitamos que as pessoas se associem em torno de idéias com as quais concordamos. O teste real se dá quando aceitamos que se associem em torno de ideais que julgamos repugnantes. O mesmo vale para a liberdade de expressão. É fácil defendê-la quando as pessoas estão dizendo coisas que julgamos positivas e sensatas, mas nosso compromisso com a liberdade de expressão só é realmente posto à prova quando diante de pessoas que dizem coisas que consideramos absolutamente repulsivas.


O senhor exige ser chamado de “afro-americano”?


Essa expressão é uma idiotice, a começar pelo fato de que nem todos os africanos são negros. Um egípcio nascido nos Estados Unidos é um “afro-americano”? A África é um continente, povoado por pessoas diferentes entre si. Os vários povos africanos estão tentando se matar uns aos outros há séculos. Nisso a África é idêntica à Europa, que também é um continente, também é povoada por povos distintos que também vêm tentando se matar uns aos outros há séculos.


(…)



quarta-feira, 9 de março de 2011

Conta de restos a pagar do governo maquia cortes

Segundo economista, manobra permite a governo dizer que contém despesas quando, de fato, só a adia

Lu Aiko Otta, O Estado de S. Paulo

A presidente Dilma Rousseff herdou um problema fiscal mais sério do que o desequilíbrio que forçou o governo a programar um corte de R$ 50,1 bilhões nas despesas deste ano.

A causa seria a maquiagem das contas de 2010, numa estratégia que vem sendo repetida desde 2003. O alerta é do economista Mansueto Almeida, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


A suspeita surgiu porque o bolo de despesas iniciadas em 2010 cujo pagamento ficou para este ano, os chamados restos a pagar, foi muito grande: R$ 128,8 bilhões. Esse valor não aparece no Orçamento. Ou seja, o corte não o afetou, e ele continua exercendo pressão sobre o caixa.


"O governo tem um problema com sua gestão fiscal ainda maior do que aquele que aparece nas análises do orçamento aprovado", diz Mansueto na nota técnica Restos a Pagar e Artifícios Contábeis.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Vida pregressa


Telegrama dos EUA revela críticas de Temer a Lula em 2006

Folha.com

Em uma conversa com o cônsul-geral dos EUA em São Paulo, Christopher J McMullen, em 9 de janeiro de 2006, o vice-presidente Michel Temer afirmou que o desempenho do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no cargo era decepcionante.

Segundo telegrama obtido pelo site Wikileaks, a situação oferecia uma oportunidade para o PMDB lançar se próprio candidato.

"Temer criticou a visão estreita de Lula e seu excessivo foco nos programas de seguridade social que não promovem o crescimento ou desenvolvimento econômico", afirma McMullen no despacho.

O então deputado peemedebista também classificou como fraude o governo petista.

Ele ainda relatou a desilusão popular causada pelo "roubo de dinheiro público" que teria sido feito por líderes do PT.

De acordo com Temer, a intenção dos petistas não era ter um ganho pessoal, mas aumentar o poder político do partido.

Temer disse ao cônsul que a decisão sobre do PMDB dependeria do desempenho de Lula nas pesquisas. Ele cita como possíveis candidatos Anthony Garotinho, Germano Rigotto e Nelson Jobim.

O vice-presidente lembrou que o partido esteve com o tucano José Serra em 2002.

Em 2006, o PMDB só formalizou o apoio a Lula no segundo turno.
Esta é a sina deste país: incompetentes assumem os postos de comando.
E, quem diria: hoje o "caboclo" é vice-presidente...

terça-feira, 1 de março de 2011

Oposição entra com ação no STF contra reajuste do mínimo

Do Valor

Depois das ameaças, os partidos de oposição entraram hoje com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) no Supremo Tribunal Federal (STF) para anular o artigo do projeto de lei que fixou os próximos reajustes por meio de decreto presidencial.

Na ação, PPS, DEM e PSDB argumentam que a disposição normativa é inconstitucional por ofender "claramente a Constituição Federal", que determina que o salário mínimo seja fixado em lei. "Lei em sentido formal", sustentam.

Para as legendas, afastar do Congresso Nacional a discussão sobre o valor do salário mínimo "não faz nenhum sentido do ponto de vista jurídico nem mesmo do ponto de vista político", pois o Poder Legislativo é "o espaço legítimo e democrático para o debate político acerca do valor do salário mínimo e seus reajustes periódicos".
Pois é...afronta a Constituição já está sendo permitida neste país. Quem estuda Direito que se cuide... vai ter que aprender as chicanas, os embargos "auriculares", as apelações "escrotais" e por ai afora...

Paulinho: ‘Manda o PT se foder, estou de saco cheio’

Você já deve ter percebido que esse texto contém linguagem chula. Se tem menos de cinco anos, interrompa a leitura. Se é adulto, afaste as crianças da tela.

Como se sabe, há várias maneiras de um sujeito livrar-se do outro com um insulto. Os mais lhanos mandam o desafeto ao chuveiro. Ou ao excremento.

Os menos refinados remetem o semelhante à presença da prostituta —senhora que, tendo lhe dado à luz, não consegue dizer com precisão o nome de seu pai.
Em litígio com o PT, o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), recorreu a uma ofensa intermediária. Optou por recomendar ao partido de Dilma Rousseff a autofornicação.

Paulinho da Força Sindical, como é chamado, concedeu uma entrevista à repórter Marcela Rocha.

Inquirido sobre a insatisfação do petismo com o fato de ter jogado contra o governo na partida do salário mínimo, Paulinho soou assim:

— [...] Nós não vamos mudar as nossas opiniões porque eles estão insatisfeitos. O PDT tem um programa histórico, sempre defendeu os direitos dos trabalhadores, e se o PT abandonou os trabalhadores, a culpa não é nossa. Manda o PT se foder. Estou de saco cheio deles já.

O repórter quis saber de Paulinho, distinto companheiro do ministro Carlos Lupi (Trabalho), se considera rompido o diálogo das centrais sindicais com Dilma.

— Ela nos abandonou. Não quer mais falar conosco. Agora, a decisão das centrais é de disputar a Dilma. Achamos que nesse primeiro momento ela foi ganha pelos rentistas e por aqueles que gostam de ganhar dinheiro sem trabalhar. Embora Lula não admita, houve um rompimento com aquilo que ele vinha fazendo. Esse corte do ‘Minha Casa, Minha Vida’ é um retrocesso.

Imaginava-se que não andavam bem as relações interpartidárias no consórcio governista. Tolice. Paulinho demonstra que, em verdade, eles já nem se falam.
Os pseudoaliados precisam da intermediação de terceiros até para mandar uns aos outros a lugares esquisitos ou para recomendar práticas pouco recomendáveis.
Fonte: Blog do Josias
Este é o linguajar da base governista? Que belo exemplo, sr. deputado...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Governo Dilma estuda idade mínima para aposentadoria

Por Natureza Nery e Gustavo Patu, na Folha:

O governo federal estuda a adoção de idade mínima para concessão de aposentadoria integral a trabalhadores do setor privado. A proposta está em discussão nos ministérios da Fazenda e da Previdência e deve ser apresentada à presidente Dilma Rousseff em março. Segundo a Folha apurou, a proposta mais forte hoje é 65 anos de idade para homens e 60 para mulheres, no caso dos segurados do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), que atende aos trabalhadores do setor privado. A mudança valeria apenas para quem ainda não entrou no mercado de trabalho. Pelas discussões, a ideia é substituir, no futuro, o atual fator previdenciário -fórmula de cálculo do valor do benefício para desencorajar aposentadorias precoces, adotado a partir de 1999.

O fim do fator é uma demanda das centrais sindicais e tem apoio de alas petistas. Mas, como não há hoje idade mínima para aposentadorias em valor integral no setor privado, o Executivo alega não poder abrir mão de um instrumento que evite ampliação do deficit previdenciário. Em 2010, a despesa com o INSS chegou perto de 7% do PIB e a 36% dos gastos da União, excluindo da conta os encargos da dívida pública. O Palácio do Planalto foi informado sobre a elaboração da proposta e não desautorizou o debate. Segundo alguns interlocutores da presidente, Dilma irá fazer um cálculo político para decidir se leva o tema adiante. O assunto é polêmico. Como a mudança seria somente para futuros trabalhadores, ministros argumentam que o embate seria menos amargo do que uma iniciativa que mexa em direitos atuais.

Na campanha eleitoral, a então candidata disse que não tocaria uma reforma da Previdência. Se patrocinar a medida, pode encontrar pela frente forte resistência das centrais, com as quais já se atritou na definição do salário mínimo de R$ 545. “Acho que dá para discutir, mas a presidente não pode querer fazer imposições. Sem negociar, haverá confusão”, disse à Folha o deputado Paulo Pereira da Silva, da Força Sindical. Apesar de uma certa simpatia à causa, há na Esplanada quem aconselhe a presidente a não comprar brigas que não tragam dividendos políticos ou ganhos orçamentários imediatos. Outros afirmam que o momento para mudanças é exatamente agora, no embalo do primeiro ano de mandato. A votação seria um teste real à governabilidade dilmista, e significa um obstáculo muito maior do que a votação do salário mínimo, aprovado com tranquilidade no Congresso

Este é o governo petista: mente na campanha, depois, engana o cidadão. Parabéns. Brasil: país de trouxas!

Escolha para TSE causa polêmica no Supremo

Indicada para a vaga, a advogada Luciana Lóssio defendeu Dilma na campanha eleitoral e também Roseana Sarney

Mariângela Gallucci, O Estado de S. Paulo

A sessão de julgamentos no Supremo Tribunal Federal (STF) começou tensa [ontem] por causa de uma polêmica na indicação da advogada Luciana Lóssio para vaga de ministro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Luciana defendeu a presidente Dilma Rousseff durante a campanha eleitoral.


Logo no início da sessão, o ministro do STF Marco Aurélio Mello afirmou que foi levado a erro na semana passada, quando o plenário do Supremo aprovou a inclusão do nome da advogada numa lista tríplice de candidatos ao cargo de ministro substituto do TSE.


Caberá a Dilma escolher a partir dessa lista quem desempenhará pelos próximos dois anos um mandato de ministro substituto do TSE.


Além de Luciana, estão na lista os advogados Evandro Pertence, filho do ministro aposentado do STF Sepúlveda Pertence, e Joelson Dias, que já exerceu mandato de ministro substituto no TSE e, pela tradição, deveria ser reconduzido para um novo período.


E vocês querem acreditar na Justiça? Na isenção? Parece piada este país...

Segundo Itamar, Sarney é perda de tempo!


Eu tinha mais uma questão de ordem, mas não vou perder meu tempo com Vossa Excelência (…) O Senado deixa de ser real para se tornar apenas (palco de ) manobras da maioria. ”

Senador Itamar Franco (PPS-MG), ao questionar a isenção de José Sarney (PMDB-AP) para presidir o Senado.

Mínimo - Sarney critica a oposição por ir à Justiça

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), criticou nesta quinta-feira a intenção de a oposição de ir ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra parte do projeto de lei, aprovado na quarta-feira na Casa, que permite à presidente Dilma Rousseff estabelecer o salário mínimo por decreto anualmente.

- Na realidade, as questões políticas devem ser resolvidas aqui dentro da Casa. Nós chamarmos o Supremo como terceira via é realmente uma coisa que deforma o regime democrático - disse Sarney a jornalistas.

Este é o verdadeiro Sarney, ex-presidente da ARENA. Deram chance para ele aprender o que é democracia. Parece que não adiantou nada, não é mesmo?



Mínimo - Senador do PDT diz que votou sob ameaça

Adriana Vasconcelos e Cristiane Jungblut, O Globo

O governo [sofreu] um duro golpe com o pronunciamento feito da tribuna pelo senador Pedro Taques (PDT-MT).

Após passar o dia de [ontem] sob pressão para que votasse a favor do projeto do salário mínimo, o senador admitiu que teria sofrido ameaças por considerar inconstitucional o artigo terceiro do texto, que autoriza que a presidente Dilma Rousseff fixe os novos valores do mínimo por decreto.


Como integrante do Ministério Público, Taques disse que não poderia votar a favor da matéria.


- O artigo terceiro ofende o texto da Constituição, subtraindo um direito do Legislativo. Me disseram que se eu fizesse isso, que eu poderia ser retirado da Comissão de Constituição e Justiça, que eu não teria minhas emendas ao Orçamento liberadas e teria retirado dos cargos de segundo e terceiro escalões indicados para o governo. Mas não serão palavras desta ordem que mudarão minha convicção - disparou Taques, sob o silêncio do plenário.


A revelação feita por Pedro Taques não surprendeu seu colega Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE).


- É o jogo sujo e baixo do governo. Eu mesmo já fui expurgado da Comissão de Constituição e Justiça pelo PMDB por discordar do governo - observou o senador pernambucano.


Isto é o Brasil. Achincalhe total de todas as instituições. Método petista de governar, apesar do discurso enganador. Trouxas são os brasileiros que aindam acreditam em ética, em justiça...

Nordeste tem escalada de mortes violentas em 10 anos

A pobreza diminuiu na região, mas os homicídios aumentaram 65%, os suicídios, 80% e os acidentes de trânsito, 37%


Lisandra Paraguassu, Rafal Moraes Moura e Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo


O Mapa da Violência 2011, divulgado na manhã desta quinta-feira, 25, pelo Ministério da Justiça e Instituto Sangari, revela que o Nordeste é hoje o que pode ser chamado de a grande "chaga" da violência no País.


O Sul-Sudeste, embora com grandes diferenças nos resultados, está conseguindo, ao menos, conter o crescimento da violência, de acordo com os relatório que consolida os dados da década entre 1998 e 2008.


Já o Nordeste (com o Norte fazendo parte desta dinâmica) é a região que registra o maior aumento de mortes por causas externas violentas, uma verdadeira escalada de homicídios, acidentes de trânsito e suicídios.


Enquanto a pobreza diminuiu na região, os homicídios aumentaram 65%, os suicídios, 80% e os acidentes de trânsito, 37%. Na população jovem os índices são ainda piores: um crescimento de 49% nos acidentes, 94% nos homicídios e 92% nos suicídios.


Fonte: Blog do Noblat

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

MPF aciona Lula e ex-ministro Lando: ‘Improbidade’

Fábio Pozzebom/ABr

Corre na 13ª Vara da Justiça Federal no DF uma ação contra Lula e o ex-ministro da Previdência Amir Lando (PMDB).

Autor do processo, o Ministério Público Federal acusa a dupla do crime de “improbidade administrativa”.

A encrenca nasceu no final de 2004, segundo ano do primeiro reinado de Lula.
Entre outubro e dezembro daquele ano, o INSS enviou 10,6 milhões de cartas a aposentados.

Assinado por Lula e Lando, o texto informava aos brasileiros de pijamas que podiam obter empréstimos consignados com juros reduzidos.

A lei que permitiu aos segurados da Previdência contrair empréstimos do gênero era coisa velha. Havia sido sancionada dez anos antes. Não havia, portanto, nada de novo a informar. Para a Procuradoria, o objetivo foi o de autopromoção do ex-soberano e do então ministro. Pior: o INSS acabara de assinar, em procedimento relâmpago (duas semanas), um acordo com o banco BMG. A casa bancária de Minas, que seria pilhada no escândalo do mensalão em 2005, era à época a única instituição apta a operar empréstimos consignados.

Para a Procuradoria, além da promoção pessoal, Lula e Lando beneficiaram irregularmente o BMG.
A impressão e a postagem das cartas custou à Viúva R$ 9,5 milhões. O MPF pede à Justiça que condene Lula e Lando a devolver o dinheiro ao Tesouro.
Num pedido de liminar, a Procuradoria requer que sejam bloqueados os bens da dupla, para assegurar o ressarcimento em caso de condenação. Consta dos autos auditoria do TCU, que esquedrinhou a operação das cartas, tachando-a de irregular. Verificou-se que, depois da condenação do TCU, o INSS interrompeu o envio das correspondências. Em 2005, mandou ao lixo meio milhão de cartas.
Aberto há um mês, o processo encontra-se na fase de “intimação dos réus”. Se condenados, Lula e Lando sujeitam-se a outras punições além da devolução da verba.

Entre as sanções estão: suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e perda de aposentadorias.
Fonte: Blog do Josias

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Mais uma lenda ameaçada

Clóvis Rossi, Folha de S. Paulo

Era uma vez a lenda da queda da desigualdade no Brasil, já desmontada.

Agora, todo mundo sabe que o que caiu foi a desigualdade entre salários, mas não entre a renda do capital e a do trabalho. E esta é a desigualdade de fato obscena.

Muito bem. Agora, surgem dados que põem em dúvida até a queda tão celebrada da desigualdade entre assalariados. São dados do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), organismo oficial e bastante empenhado, de resto, na propaganda do governo.

O que diz o estudo? Que o desemprego aumentou entre os 10% mais pobres no período 2005-2010. Exatamente o período em que tanta gente se ufanava de que a desigualdade diminuíra.

Vejamos a comparação: em 2005, 23,1% da população mais pobre estava desempregada. No ano passado, esse número saltou para 33,3%. Já entre a parcela da população de maior poder aquisitivo, o desemprego diminuiu 57,1% nesses cinco anos. Caiu de 2,1% para 0,9%.

Mais: o desemprego entre os mais pobres, que era 11 vezes maior em 2005, pulou para 37 vezes mais cinco anos depois.

Fonte: Blog do Noblat

Governo dará bolsa a 30 mil dependentes de presos

Jailton de Carvalho, O Globo

O governo federal deverá pagar este ano cerca de R$ 210 milhões para parentes de presos contemplados com o auxílio-reclusão. O benefício é uma ajuda de custo a quase 30 mil dependentes de presos de baixa renda que contribuíam para a Previdência Social, antes de cometer o crime.

O valor médio é de R$ 594,28, acima do salário mínimo de R$ 545 aprovado esta semana pelo Congresso. A bolsa é paga há 50 anos pela Previdência Social, mas causa polêmica.

Nesta semana, o assunto começará a ser discutido na Câmara dos Deputados. O deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) apresentará projeto que proíbe a concessão do benefício para presos condenados por crimes hediondos como estupro e homicídio.

Para Francischini, delegado licenciado da Polícia Federal, não faz sentido o governo premiar a família de um criminoso com uma ajuda financeira e deixar familiares da vítima sem qualquer proteção. O deputado entende que pessoas que cometeram crimes graves devem sustentar dependentes com trabalho em presídios.

"É um absurdo: a família da vítima não tem benefício, enquanto a família do cara que mata tem. Dar auxílio-reclusão para quem comete estupro é inaceitável", disse Francischini.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Contra fatos não há argumentos, a não ser a mentira!

Comparando o ganho real :

Governo Inicial Final Ganho Total Inflação Ganho Real Ganho Real

FHC 70 200 185,71% 102,80% 40,88% 4,38%


Lula 200 510 155,00% 108,75% 22,16% 2,53%

Maranhão - Roubo deixa cidade sem vereadores

O Globo

A Câmara Municipal de Estreito, no Maranhão, está de portas fechadas. Os nove vereadores do município foram afastados do cargo pela Justiça, suspeitos de desviar recursos públicos.A cidade está sem vereador.

De acordo com as investigações, eles teriam desviado R$ 198 mil dos cofres públicos, sobras do repasse do Executivo para a manutenção do órgão, que deveriam ser devolvidas ao município.

A contadora da Câmara também é suspeita de participar da fraude.

No Maranhão...terra de Sarney.

Isto é inacreditável!

Lealdade do PMDB renderá uma leva de nomeações

Ao acomodar no painel da Câmara 77 votos a favor do salário mínimo de R$ 545, a bancada do PMDB –100% fiel ao governo—, tornou-se credora do Planalto.

A lealdade está prestes a produzir efeitos. Com a aquiescência de Dilma Rousseff, o Planalto vai autorizar uma leva de nomeações requeridas pelo partido.

Sem especificar datas, auxiliares de Dilma informaram ao repórter que serão acomodados em poltronas do segundo escalão alguns grão-pemedebês.


A lista inclui náufragos das eleições de 2010. Os nomes chegaram ao Planalto antes da votação. Alguns encontravam-se bem encaminhados. Outros nem tanto.

Carimbaram o passaporte:


1. Geddel Vieira Lima: Vencido na disputa pelo governo da Bahia, o ex-ministro da Integração Nacional de Lula vai à poltrona de vice-presidente de crédito para Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal.


2. José Maranhão: Derrotado na corrida pelo governo da Paraíba, deve ser acomodado na cadeira de vice-presidente de Loterias da Caixa.


3. Orlando Pessuti: Deve ser nomeado diretor de Agronegócios do Banco do Brasil. Ex-vice de Roberto Requião, ensaiou uma candidatura ao governo do Paraná.

Abdicou da pretensão para permitir que o PMDB-PR se coligasse à candidatura candidatura derrotada de Osmar Dias (PDT), cujo palanque Dilma frequentou.


4. Rocha Loures: ex-deputado ligado ao vice Michel Temer, foi às urnas de 2010 como candidato a vice de Osmar Dias. Deve ser guindado a uma diretoria de Itapipu Binacional.


5. Iris Rezende: Batido na disputa pelo governo de Goiás, deve comandar a Sudeco (Superintendência de Desenvolvimento do Centro Oeste).


6. Elias Fernandes: Nesse caso, não se trata de nomeação, mas de confirmação no cargo.


Apadrinhado do líder pemedebê Henrique Eduardo Alves, Elias será mantido no posto de diretor-geral do Dnocs (Departamento Nacional de Obras Contra a Seca).


Em entrevista concedida nesta quinta (18), o ministro petê Luiz Sérgio (Relações Institucionais) declarou:


"Não existe nenhuma relação entre votação e nomeação. O PMDB é governo e, como governo, ele correspondeu à expectativa do governo".


Então, tá! Ficamos combinados assim. Lavrem-se as atas. E não se fala mais no assunto.


Fonte: Blog do Josias


É a pura fisiologia. Quem diria que o PT seria patrocinador daquilo que tanto combatia...