domingo, 15 de agosto de 2010

A revelação do trabalho sujo petista

Mais um sindicalista decidiu revelar os porões do PT.
A VEJA desta semana traz uma reportagem de Policarpo Junior e Otávio Cabral sobre a atuação de um grupo de sindicalistas que produzia dossiês para a campanha do PT em 2002.
Um de seus expoentes era Wagner Cinchetto, que concedeu uma entrevista estarrecedora à revista. O mais espantoso é que Cinchetto não se diz santo, não. Ele confessa, por exemplo: “Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula.” Isso foi em 1989.

Em 2002, ele já estava trabalhando para o PT. O mais surpreendente de sua confissão: o objetivo era atingir todos os inimigos de Lula naquela ano e jogar a culpa nas costas do tucano José Serra. E assim se fez. E assim noticiou a imprensa!
A ação mais vistosa, revela o sindicalista, foi o caso Lunus, a operação da Polícia Federal que recolheu na sede da empresa do marido de Roseana Sarney a bolada de R$ 1,34 milhão em dinheiro vivo. José Sarney sempre acusou Serra de estar metido na operação, e isso foi determinante na sua aliança com… Lula — que era, na prática, o chefão dogrupo que havia destruído a chance de a filha se candidatar à Presidência.
Outro alvo dos petistas foi Ciro Gomes — na verdade, seu então candidato a vice, Paulo Pereira da Silva, que também tinha a certeza de que estava sendo alvo de… Serra!

Segundo Cinchetto, Lula sempre soube de tudo.
No comando da operação, ele informa, estavam Ricardo Berzoini e Luiz Marinho, hoje presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo. Leiam a entrevista:

Qual era o objetivo do grupo?
A idéia era atacar primeiro. Eu lembro do momento em que o Ciro Gomes começou a avançar nas pesquisas. Despontava como um dos favoritos. Decidimos, então, fazer um trabalho em cima dele, centrado em seu ponto mais fraco, que era o candidato a vice da sua chapa, o Paulinho da Força. Eu trabalhava para a CUT e já tinha feito um imenso dossiê sobre o deputado. Já tinha levantado documentos que mostravam desvios de dinheiro público, convênios ilegais assinados entre a Força Sindical e o governo e indícios de que ele tinha um patrimônio incompatível com sua renda. O dossiê era trabalho de profissional.

Os dossiês que vocês produziam serviam para quê?
Fotografamos até uma fazenda que o Paulinho comprou no interior de São Paulo, os documentos de cartório, a história verdadeira da transação. Foi preparada uma armadilha para “vender” o dossiê ao Paulinho e registrar o momento da compra, mas ele não caiu. Simultaneamente, ligávamos para o Ciro para ameaçá-lo, tentar desestabilizá-lo emocionalmente. O pessoal dizia que ele perderia o controle. Por fim, fizemos as denúncias chegarem à imprensa. A candidatura Ciro foi sendo minada aos poucos. O mais curioso é que ele achava que isso era coisa dos tucanos, do pessoal do Serra.

Isso também fazia parte do plano?
Como os documentos que a gente tinha vinham de processos internos do governo, a relação era mais ou menos óbvia. Também se dizia que o Ciro tirava votos do Serra. Portanto, a conclusão era lógica: o material vinha do governo, os tucanos seriam os mais interessados em detonar o Ciro, logo…
No caso da invasão da Lunus, que fulminou a candidatura da Roseana, aconteceu a mesma coisa.

Vocês se envolveram no caso Lunus?
A Roseana saiu do páreo depois de urna operação sobre a qual até hoje existe muito mistério.
Mas de uma coisa eu posso te dar certeza: o nosso grupo sabia da operação, sabia dos prováveis resultados, torcia por eles e interveio diretamente para que aparecessem no caso apenas as impressões digitais dos tucanos. Havia alguém do nosso grupo dentro da operação. Não sei quem era a pessoa, mas posso assegurar: soubemos que a candidatura da Roseana seria destruída com uns três dias de antecedência. Houve muita festa quando isso aconteceu.

Nunca se falou antes da participação do PT nesse caso…
O grupo sabia que o golpe final iria acontecer, e houve uma grande comemoração quando aconteceu. Aquela situação da Roseana caiu como uma luva. Ao mesmo tempo em que o PT se livrava de uma adversária de peso, agia para rachar a base aliada dos adversários… Até hoje todo mundo acha que os tucanos planejaram tudo. Mas o PT estava nessa.

Quem traçava essas estratégias?
O grupo era formado por pessoas que têm uma longa militância política. Todas com experiência nesse submundo sindical, principalmente dos bancários e metalúrgicos. Não havia um chefe propriamente dito. Quem dava a palavra final às vezes eram o Berzoini e o Luiz Marinho (atual prefeito de São Bernardo do Campo). Basicamente, nos reuníamos e discutíamos estratégias com a premissa de que era preciso sempre atacar antes.

O então candidato Lula sabia alguma coisa sobre a atividade de vocês?
Lula sabia de tudo e deu autorização para o trabalho. Talvez desconhecesse os detalhes, mas sabia do funcionamento do grupo. O Bargas funcionava como elo entre nós e o candidato. Eu ajudei a minar a campanha do Lula em 1989, com aquela história da Lurian. Eu e o Medeiros (Luiz Antônio de Medeiros, ex-dirigente da Força Sindical) trabalhávamos para o Collor e participamos da produção daquele depoimento fajuto da ex-namorada do Lula. O grupo se preparou para evitar que ações como aquelas pudessem se repetir - e fomos bem-sucedidos.

De onde vinham os recursos para financiar os dossiês?
Posso te responder, sem sombra de dúvida, que vinham do movimento sindical, principalmente da CUT. Se precisava de carro, tinha carro. Se precisava de viagem, tinha viagem. Se precisava deslocar… Não faltavam recursos para as operações. Quando eu precisava de dinheiro, entrava em contato com o Carlos Alberto Grana (ex-tesoureiro da CUT), o Bargas ou o Marinho.

Quem mais foi alvo do seu grupo?
O plano era gerar uma polarização entre o Serra e o Lula. Por isso se trabalhou intensamente para inviabilizar a candidatura do Garotinho, que também podia atrapalhar. Não sei se o documento do SNI que ligava o vice de Garotinho à ditadura saiu do nosso grupo, mas posso afirmar que a estratégia de potencializar a notícia foi executada. O Garotinho deixou de ser um estorvo. E teve o dossiê contra o próprio Serra. Um funcionário do Banco do Brasil nos entregou documentos de um empréstimo supostamente irregular que beneficiaria uma pessoa ligada ao tucano. Tudo isso foi divulgado com muito estardalhaço, sem que ninguém desconfiasse que o PT estava por trás.

E hoje, os prejudicados estão todos com Lula, Dilma e cia. estão com medo de que?


sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Governo esconde fatos e realidade com intuito eleitoral

DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Caixa esconde números desfavoráveis ao governo

Minha Casa, Minha Vida só concluiu 1,2% dos imóveis na faixa de até 3 mínimos
Dados que a Caixa alega não existirem estão em documento obtido pela Folha; programa é uma plataforma de Dilma
Andréa Michael e Daniela Lima

A Caixa Econômica Federal omite dados do programa Minha Casa, Minha Vida desfavoráveis ao governo Lula.

O banco federal alega não haver números consolidados sobre a conclusão de unidades habitacionais financiadas pelo programa, com detalhamento da sua execução por faixa de renda.
Mas os números existem e mostram que, no segmento no qual se concentra 90% do deficit habitacional do país, a conclusão dos imóveis não chega a 2%.

Balanço referente ao dia 30 de junho deste ano obtido pela Folha revela que, para o grupo de renda de zero a três salários mínimos, apenas 1,2% das 240.569 unidades contratadas foi concluído.

O número de unidades já entregues é ainda menor: 565, ou apenas 0,23%.

O Minha Casa, Minha Vida foi apresentado em março de 2009 como programa prioritário do governo federal e é uma das principais plataformas eleitorais da candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff.

O governo espera assinar contratos de 1 milhão de unidades até o fim de 2010.

Dá para acreditar em pesquisas?

Para reflexão e crítica.
Não confirmei a autenticidade dos dados no TSE, mas tem outra matéria que aborda e critica outras pesquisas e que também merece ser vista:

http://lucioneto.blogspot.com/2010/08/ibope-o-abc-de-uma-pesquisa-manipulada.html

PESQUISA DE ELEIÇÃO
Eu estava muito frustrado pois nunca fui pesquisado por Institutos de Pesquisa, desses que dão resultados sobre eleições.
Acredito que nenhum de vocês tambem nunca foi pesquisado.
Então entrei no site do TSE, para saber os métodos das pesquisas, e encontrei todas pesquisas registradas. Abri onde essas pesquisas foram feitas e descobri....
Nesta que baixei, foram entrevistados 2.500 pessoas, sendo:
Região NORTE/NORDESTE: 840 pessoas (quantos eleitores tem lá?)
Estado de SÃO PAULO: 574 pessoas (Quantos eleitores tem lá?)
MINAS GERAIS: 256 pessoas (2o. maior colégio eleitoral)
Região SUL: 378 pessoas
Rio de Janeiro: 278 pessoas??
Região CENTRAL: 182 pessoas. Ou seja, quase 34% dos entrevistados são do NORTE/NORDESTE.
Bem proporcional não é mesmo?
Agora vejam detalhes:
As cidades de GARRAFÃO DO NORTE, RIACHÃO DO JACUÍPE, BARBALHA, ITAPISSUMA, todas do Norte e Nordeste, foram entrevistadas 14 pessoas cada uma.
Ah... tambem em GARANHUNS, 14 pessoas....
Comparem:
SANTOS, CAMPINAS, RIBEIRÃO PRETO, FLORIANOPOLIS, tambem 14 pessoas cada uma...,
Só essas cidades tem mais eleitores que todo o Nordeste...
E mais: NITEROI, BARUERI, OSASCO, MOGI CRUZES, S.B.CAMPO....7 (SETE) pessoas cada uma....
Além de que BAURU e MARILIA, por exemplo, não foram "escolhidas" para essa pesquisa.
Agora entendo porque a "mãe do PAC" está na frente nas pesquisas.
Vejam o detalhamento das cidades:

Roteiro para registro TRE Nacional 2506 entrev - Job 0984-3/10

UF Municípios Entrevistas

AC MARECHAL THAUMATURGO 14
AM MANAUS 28
AM ITACOATIARA 14
PA BELÉM 21
PA MARITUBA 7
PA ABAETETUBA 14
PA GARRAFÃO DO NORTE 14
PA ALENQUER 14
PA ELDORADO DOS CARAJÁS 14
RO ALVORADA D'OESTE 14
RR BOA VISTA 14
TO ARAGUAÍNA 14
AL MACEIÓ 14
AL ATALAIA 14
AL ARAPIRACA 14
BA SALVADOR 35
BA LAURO DE FREITAS 7
BA AMÉLIA RODRIGUES 14
BA RIACHÃO DO JACUÍPE 14
BA CORONEL JOÃO SÁ 14
BA IBIPEBA 14
BA PINTADAS 14
BA PAULO AFONSO 14
BA BRUMADO 14
BA JAGUAQUARA 14
BA IBIRATAIA 14
CE FORTALEZA 28
CE CAUCAIA 7
CE MARANGUAPE 7
CE REDENÇÃO 14
CE MARCO 14
CE INDEPENDÊNCIA 14
CE BARBALHA 14
MA SÃO LUÍS 14
MA ITAPECURU MIRIM 14
MA SÃO VICENTE FERRER 14
MA VITORINO FREIRE 14
MA TIMON 14
PB JOÃO PESSOA 14
PB MARCAÇÃO 14
PB BELÉM 14
PB LAGOA SECA 14
PE RECIFE 28
PE JABOATÃO DOS GUARARAPES 7
PE SÃO LOURENÇO DA MATA 7
PE ITAPISSUMA 7
PE OLINDA 7
PE SÃO CAITANO 14
PE GARANHUNS 14
PE SIRINHAÉM 14
PE PAUDALHO 14
PI TERESINA 14
PI SÃO JOÃO DO ARRAIAL 14
PI ALVORADA DO GURGUÉIA 14
RN NATAL 14
RN SÃO GONÇALO DO AMARANTE 14
RN NOVA CRUZ 14
SE ARACAJU 14
SE SALGADO 14
840 (NORTE/NORDESTE)
ES CARIACICA 14
ES RIO BANANAL 14
ES ÁGUIA BRANCA 14
MG BELO HORIZONTE 35
MG BETIM 7
MG CONTAGEM 7
MG IGARAPÉ 7
MG RIBEIRÃO DAS NEVES 7
MG SABARÁ 7
MG CACHOEIRA DA PRATA 14
MG TIMÓTEO 14
MG ITAIPÉ 14
MG JOÃO PINHEIRO 14
MG LASSANCE 14
MG UBERLÂNDIA 14
MG ITURAMA 14
MG BAMBUÍ 14
MG CRISTAIS 14

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A mentira vinha de longe...

A burguesia petista!

A Burguesia do Capital Alheio: petistas disputam 274 cargos em conselhos

Por Leonardo Souza e Dimmi Amora:

O enfraquecimento dos “petistas bancários” no governo ensejou uma luta por 274 cargos nos conselhos de 74 empresas nas quais a Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) tem participação. Os mais cobiçados são na estrutura societária da Vale, onde Sérgio Rosa, que deixou o comando do fundo de pensão em maio, ainda ocupa a presidência do conselho de administração.

Segundo a Folha apurou, até o presidente do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, se candidatou para assumir uma cadeira do conselho da mineradora. O Planalto, contudo, não vê com bons olhos a pretensão de Bendine. Como a Vale é cliente do Banco do Brasil, instituição na qual a companhia tem várias linhas de crédito, analistas do mercado financeiro entendem que a presença do presidente do banco no conselho da mineradora poderia suscitar conflito de interesse.

Além disso, é o presidente da Previ quem historicamente preenche a vaga a que o fundo de pensão dos trabalhadores do banco tem direito. A Vale é a empresa na qual a Previ concentra seu maior investimento individual -cerca de R$ 35 bilhões.
(…)
Pelo menos 12 ex-dirigentes sindicais têm assento em conselhos de 11 empresas em que Previ tem sociedade. Entre as empresas estão o grupo Neoenergia, que controla várias distribuidoras de energia do país, e a Invepar, que tem empresas na área de transportes e logística.

Mentiras de campanha. Mentiras governamentais

Deu em O Globo
Dilma infla dados sobre saneamento

Em entrevista ao ‘JN’, petista disse que governo investiu R$ 270 milhões na Rocinha, mas valor real não chega a 30% disso

Fábio Vasconcellos

Diferentemente do que afirmou a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, o governo federal não investiu R$ 270 milhões em saneamento na favela da Rocinha.

Segundo dados da Empresa de Obras Públicas do estado (Emop), órgão responsável pela execução das obras do PAC no Rio, a comunidade será beneficiada com R$ 80 milhões em projetos de saneamento, ou cerca de 30% do que valor citado pela ex-ministra em entrevista anteontem ao "Jornal Nacional", da Rede Globo.

Se forem considerados apenas os recursos repassados pela União, a verba federal para o saneamento na favela é ainda menor. Do total previsto nos convênios para as obras do PAC na Rocinha, cerca de 56% dos recursos são de responsabilidade do governo federal, e 44% do estado.

Na entrevista ao "JN", Dilma foi confrontada com indicadores modestos com relação a saneamento no país. Em sua resposta, a candidata do PT disse que os investimentos apenas na Rocinha se equiparavam a tudo o que tinha sido aplicado por governos passados.

— O Brasil investia menos de R$ 300 milhões no país inteiro. Hoje, aqui no Rio, numa favela, a Rocinha, nós investimos mais de R$ 270 milhões — afirmou Dilma, citando dados errados.

O valor citado pela ex-ministra corresponde, na verdade, ao pacote total das obras do PAC na Rocinha, que prevê ainda projetos de urbanização, construção de uma passarela, centro esportivo — onde Dilma foi anteontem gravar imagens para o seu programa eleitoral — e uma unidade de atendimento médico.

Segundo a Emop, 81% das obras já foram entregues.

O vice-presidente da Associação de Moradores da Rocinha, Raimundo Lima, disse ontem que a Rua 2 é um dos trechos com maior problema de saneamento na comunidade:

— Estamos acompanhando as obras com expectativa. Muitas ruas tinham sérios problemas de saneamento que, aos poucos, estão sendo resolvidos. Houve ainda intervenções nas ruas Ápia, Dianéia e Estrada da Gávea.

As intervenções na Rocinha na área de saneamento acontecem também na Rua 4, no entorno do complexo esportivo da favela e para atender o Complexo de Atendimento à Saúde (Cias/UPA).

O argumento usado pela candidata do PT para enaltecer os investimentos do governo federal foi semelhante ao apresentado pelo presidente Luiz Inácio Lula, quando esteve no Rio em fevereiro para inaugurar um gasoduto na Refinaria de Duque de Caxias.

Na ocasião, o presidente afirmou que "nos últimos 30 anos, se pegar tudo o que foi investido em saneamento básico para a população, não deu nem a metade do que nós investimos".

Apesar de ter inflado os números do investimento do governo federal em saneamento na Rocinha, Dilma Rousseff esqueceu de projetos do PAC que estão sendo realizados nos Complexo do Alemão e de Manguinhos, e que preveem melhorias no esgotamento e abastecimento de água.

Em Manguinhos, as obras somam R$ 661 milhões, dos quais R$ 297,8 milhões são recursos do Orçamento da União e R$ 363,96 de contrapartida do estado e da prefeitura do Rio.

domingo, 8 de agosto de 2010

Herança maldita de Lula: restos a pagar de R$ 90 bilhões

Valor de ‘restos a pagar’ de 2010 para 2011 será recorde, por causa das obras do PAC; acumulado fica próximo do total de investimentos

Lu Aiko Otta, de O Estado de S. Paulo

Após oito anos de governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixará a seu sucessor um bolo de pagamentos pendentes de R$ 90 bilhões, segundo estimativa da área técnica.

Será um novo recorde, superando os R$ 72 bilhões de contas penduradas que passaram de 2009 para 2010.

Essas despesas que passam de um ano para outro são os chamados "restos a pagar" e ocorrem porque os ministérios muitas vezes contratam uma obra que não é concluída até dezembro.

Como o governo se comprometeu (empenhou) a pagar a despesa, a conta acaba sendo jogada para o ano seguinte.

Os restos a pagar são uma ocorrência rotineira na administração pública, mas a conta se transformou numa bola de neve por causa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

À medida que as obras vão saindo do papel, o volume de despesas que ultrapassa o prazo de um ano vai aumentando, chegando ao ponto em que os restos a pagar são quase iguais ao total de investimentos previsto no ano.

Dados levantados pelo site Contas Abertas, a pedido do Estado, mostram que em 2009, por exemplo, o governo tinha R$ 57,068 bilhões para investir, mas a conta de restos a pagar das obras contratadas nos anos anteriores era de R$ 50,850 bilhões.

Ou seja, se tivessem sido quitadas todas as obrigações pendentes, sobrariam R$ 6,218 bilhões para investimentos novos.

"A cada ano, o gestor público fica nessa escolha de Sofia: ou paga os restos do ano anterior ou executa o orçamento do ano", disse Gil Castello Branco, secretário-geral do Contas Abertas. "Não tem dinheiro para os dois."

O dado parcial de 2010, até junho, mostra mesmo perfil. O saldo de restos a pagar em investimentos está em R$ 53,7 bilhões, para uma dotação de R$ 63,9 bilhões.

No caso do PAC. há restos a pagar de R$ 30 bilhões, para um orçamento de R$ 24 bilhões.

"É um retrato do momento", disse Castello Branco. Se o ano tivesse terminado em 30 de junho, o presidente Lula estaria legando a seu sucessor uma conta de R$ 53,7 bilhões.

O governo não zera de imediato esse saldo porque, para isso, ele teria que deixar de fazer novos investimentos.

Dossiês com endereço governamental

A máquina petista de produzir dossiês é ampla, bem organizada e atua como um apêndice oficial para satisfazer interesses do próprio governo.
E, o mais surpreendente, ela não é abstrata e tem até endereço comercial: a sede da Previ, o poderoso fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, no Rio de Janeiro.
Em entrevista a VEJA, o advogado Gerardo Santiago revela que o gabinete da presidência da Previ foi usado como centro de montagem de dossiês para constranger e intimidar adversários do governo.
Ex-diretor e ex-assessor da presidência do fundo, Gerardo conta que, cumprindo ordens superiores, elaborou dossiês contra deputados e senadores da oposição. Entre os alvos dos petistas já esteve até o atual candidato à Presidência da República José Serra.
“A Previ é um braço partidário; é um bunker de um grupo do PT, uma fábrica de dossiês”, acusa o advogado, que garante ter cumprido missões determinadas diretamente por Sérgio Rosa, que presidiu o fundo até maio passado”.

sábado, 7 de agosto de 2010

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

NOVOS APONTAMENTOS SOBRE A EQUIVOCADA RESOLUÇÃO EDITADA PELO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA - CFP.

O CFP editou a resolução 009/2010 de forma absolutamente autoritária e equivocada.

Autoritária, pois, sem consultas à categoria profissional envolvida e com base somente em discussões realizadas em plenário fechado da autarquia federal CFP (vide seu teor), proíbe a realização de exame criminológico e de avaliações realizadas pelos psicólogos.

Equivocada, pois ignora solenemente as decisões adotadas em instâncias superiores, como a Súmula vinculante 26 do STF (Supremo Tribunal Federal) e da Súmula 439 do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

As duas súmulas, em resumo, avocam a possibilidade de realização de exame criminológico e, por extensão, da avaliação psicológica, desde que o juiz motive a sua decisão.

O que o CFP quer com esta resolução? Qual o seu objetivo?

Não é claro o seu escopo, pois, ao afirmar a proibição, acenando com punições não previstas em Lei, incorre em verdadeiro atentado à Constituição Federal.

Em lugar de prestar serviços úteis à categoria profissional e à sociedade, esta resolução é um desserviço em termos de construção de cidadania.

Querer abolir o trabalho do psicólogo em instituições penais, negando a sua práxis e aproximando-a do fazer sociológico é, por assim dizer, abandonar a função central da autarquia, que é o de organizar e regulamentar o exercício profissional. O CFP não pode e incorre em ilegalidade ao editar tal resolução, pois contraria as normas vigentes no país.

É nítido o conflito de competência!

Os problemas que surgem após esta “normatização” do CFP são evidentes:

a) Quando o juiz determinar a realização do exame criminológico/avaliação psicológica deve ou não o psicólogo realizá-lo?

b) Se houver recusa do profissional, quem será responsabilizado pelo atraso jurisdicional?

c) Além do mais, em quais infrações éticas incorrerá o psicólogo, uma vez que não existe previsão legal?

Incompetente é o CFP para elaborar resolução ditando normas que são contrárias às preconizadas pela Lei nº. 10.792/2003.

Melhor seria se a autarquia federal CFP buscasse subsidiar o trabalho do psicólogo em instituições penais e buscasse o diálogo com os órgãos responsáveis para que se estabelecessem melhores condições de trabalho.

Como já falei anteriormente, é flagrante a inconstitucionalidade de tal resolução. Afronta a LEP em toda a sua extensão, afronta a Constituição Federal, em seus Princípios Fundamentais e, principalmente, afronta a dignidade profissional, tolhendo o fazer psicológico

Algum interesse? Tráfico de Influência? Calúnia da oposição, diriam alguns...

Marina Mantega representa agora empresas árabes; petistas teriam escrito cartas apócrifas contra ela

Tatiana Farah

Filha mais velha do ministro da Fazenda, Guido Mantega, Marina Mantega, de 29 anos, era conhecida como modelo e atriz até pouco tempo atrás, mas apareceu como consultora de empresários interessados em fazer negócios no Oriente Médio após acusações supostamente feitas por petistas.

Em cartas apócrifas, segundo reportagens dos jornais "Valor Econômico" e "Folha de S.Paulo", Marina é acusada de tráfico de influência no Banco do Brasil. Ela nega a acusação e diz que não foi recebida pelo vice-presidente de Cartões do BB, Paulo Rogério Caffarelli, mas este confirmou ter recebido a filha do ministro três vezes, sem atender a seus pedidos.

Marina, que revelou então ficar mais tempo hoje em Dubai, não explicou exatamente o que faz, mas ela se apresenta como representante do grupo bilionário Al Ahli Group, dos Emirados Árabes, holding com empresas que vão do setor da construção civil e hotelaria até parcerias com a americana Universal, de entretenimento e cinema.

Mas, apesar da riqueza dos empreendimentos, o endereço do grupo no Brasil, segundo o site da empresa, é o do loft de Marina em São Paulo, no bairro de classe alta Panamby.

Chamada de "dona Marina" pelos seguranças do edifício onde mora, a jovem ocupa um loft de pouco mais de cem metros quadrados em frente ao parque Burle Marx. Na região, moram empresários e artistas. O GLOBO procurou por Marina ontem no prédio e pelo celular, mas ela, formada em administração de empresas, não retornou os pedidos de entrevista.

O Al Ahli Group tenta se estabelecer no Brasil por meio de negócios com empresários brasileiros, e até financiando intercâmbio com estudantes do setor de negócios interessados no mercado de Dubai. Marina, que diz ter trabalhado por sete anos no ramo financeiro (em 2008 participou do Brazil Summit, evento econômico, representando o Banco Pine SA) frequentaria Dubai há três anos.

Tem boas relações com xeques e com o governo dos Emirados Árabes. Anunciou, em 2007, ter-se associado ao xeque Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, chefe de governo, para intermediar o ingresso de empresas brasileiras no país.

Agora estaria trabalhando para o grupo Al Ahli , liderado pelo jovem Mohamed Kammas, de 29 anos. Marina já circulou com o empresário, que representa os negócios da família Kammas, no Brasil.

(...) Em uma das cartas apócrifas que fazem denúncias contra Caffarelli, o vice-presidente de Cartões do BB, e envolvem Marina em suspeitas de tráfico de influências, há indícios claros de que o texto foi escrito por integrantes do PT.

Duas cartas foram enviadas a jornalistas em abril com o objetivo de atingir Caffarelli, candidato de Mantega e do presidente do BB, Ademir Bendini, para suceder a Sérgio Rosa na presidência da Previ, fundo de pensão dos funcionários do banco, com patrimônio de cerca de R$ 150 bilhões.

Um trecho de uma das cartas diz que "Caffarelli não é petista, mas um oportunista que há anos vem construindo uma rede de amizades de conveniência. Colocá-lo para administrar um fundo bilionário (Previ) é um atentado contra o bom senso e constitui forte ameaça ao nosso partido e ao projeto de eleição da Ministra Dilma. Por que não dar continuidade a uma gestão técnica e que apoie os grandes projetos do País? Ajude-nos!".

As duas cartas, de uma folha cada, têm o mesmo tipo de papel e envelopes iguais.

Quando o processo de sucessão no comando da Previ começou, Caffarelli tinha o apoio de Mantega e de Bendine, mas enfrentava forte oposição de Rosa, então presidente do fundo, e de seus aliados, em especial, o ex-presidente do PT Ricardo Berzoini.

Os dois queriam pôr na presidência da Previ o diretor de Participações, Joílson Ferreira. Por causa da disputa, surgiram as cartas mencionando encontros entre a filha de Mantega e o vice-presidente do BB para tratar de negócios, o que caracterizaria tráfico de influências.

O Globo

Vícios sociais?


Mãe de quem??????

“Este colunista lamenta, candidata Dilma Rousseff; mas, ao intitular-se “mãe de todos os brasileiros”, falta-lhes com o respeito.
Este colunista está muito satisfeito com a mãe e o pai que teve e não pretende colocar ninguém em seu lugar. Nem quer posar de irmão de Renan Calheiros, Fernando Collor, Jáder Barbalho, Severino Cavalcanti, José Sarney, os 39 do Mensalão e outros filhos da Dilma.” (Carlos Brickmann, 30/07/2010).

sábado, 31 de julho de 2010

O VIÉS AUTORITÁRIO SE MANIFESTA NOVAMENTE NO CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. OU, COMO LIMITAR A ATUAÇÃO DOS PROFISSIONAIS PELA VIA DO DESCONHECIMENTO

O CFP editou a resolução 009/2010 que trata da atuação do psicólogo no sistema prisional.

Evocando a Constituição Federal em seu art. 196, as diretrizes do SUS (saúde é direito de todos e dever do Estado), a resolução 14/1994 do próprio CFP e a malfadada publicação “Diretrizes para atuação e formação dos psicólogos do sistema prisional brasileiro", tentam delimitar o campo de atuação do psicólogo que trabalha nesta área.

Utilizam o “mantra” Ciência e Profissão para falar de “compromisso social” da categoria em relação às penas privativas de liberdade, como se fosse quase crime alguém trabalhar com outro viés. Crime ainda não é, mas para este CFP, é falta ética passível de punição.

Apesar de que no texto da resolução constar “profícua interlocução com a categoria”, os profissionais que estão atuando no sistema prisional não foram consultados, ou, no limite, não retrata a visão de todos os psicólogos, além de outros profissionais envolvidos no tema, pois o exame é muito valorizado no contexto jurídico.

Isto é idéia de meia dúzia de dirigentes desta autarquia, comprovada pelo texto “CONSIDERANDO decisão deste Plenário em reunião realizada no dia 18 de junho de 2010, resolve:”

“Art. 1º. Em todas as práticas no sistema prisional, o psicólogo deverá respeitar e promover:”

(...)

b) Processos de construção da cidadania, em contraposição à cultura de primazia da segurança, de vingança social e de disciplinarização do indivíduo;

Ora senhores psicólogos, esta resolução por si só já demonstra o total desconhecimento do trabalho realizado pelos psicólogos no sistema prisional.

É de se supor que, por medida JUDICIAL, o sujeito preso tenha tolhido seu DIREITO DE IR E VIR. E somente este direito lhe é subtraído. E para cumprir esta determinação, recolhe-se o sujeito a uma penitenciária, conforme preconiza a legislação pátria.

E, como se observa, não se pode querer acreditar que uma penitenciária não tenha segurança ou disciplina. Ou os senhores dirigentes acreditam que, após cometer um crime, o sujeito deva permanecer em liberdade, sem o mínimo de disciplina ou readaptação ao convívio social?

Esta resolução quer abolir com a idéia central do trabalho psicológico, aproximando-o do fazer sociológico, quando propõe abolir o conceito de patologia ou o conhecimento da história individual. Vamos abolir o ensino de psicopatologia das Universidades e Faculdades de psicologia. Não é mais necessário. O psicólogo deve então, aprender o “social”, como se este “fazer” fosse o determinante de cada um. É como se a conduta de qualquer um não tivesse mais nenhuma influencia própria, de algum distúrbio. Tudo é “social”... Só faltam ressuscitar Marx...

Impõe, através do desconhecimento ou da incompetência destes dirigentes, com uma nítida adoração das teorias marxistas, que se superem as lógicas maniqueístas (mas eles falam da gestão maniqueísta da autarquia?) e utilizem os pressupostos antimanicomiais.

Então, em sendo assim, temos que olhar para o sujeito preso como uma “vítima” da sociedade? E não como um sujeito que determina e escolhe seu próprio caminho? Não será mais este sujeito patologicamente perturbado ou dotado de subjetividade?

Se assim o for, passamos para outra categoria. Não somos mais sujeitos, dotados de desejos e escolhas, mas sim, meros reprodutores da “ordem social”, verdadeiros robôs, comandados por um ser “superior”, este tal “social”..., afinal, não existem culpados!

E como ter autonomia técnica, teórica e metodológica em um quadro destes? E se não existem culpados, como combater a culpabilização de que fala o texto da resolução?

Esta resolução aponta ainda um claro conflito de competência. Quer se sobrepor às funções de servidor público do psicólogo, determinando o seu fazer.

E o CFP tem esta competência ou atribuição? NÃO! Não a possui, assim como um juiz não possui a competência de determinar quais conteúdos irão ser avaliados.

Após toda a baboseira contida nos “considerandos”, vem o supra-sumo do autoritarismo quando fala da produção de documentos escritos.

Vedam o exame criminológico ou participação do psicólogo em Conselhos Disciplinares e também, as avaliações psicológicas que subsidiam as decisões judiciais durante a execução da pena.

Quanto ao exame criminológico, é controversa a questão dentro da jurisprudência. Basta o CFP consultar as decisões emanadas pelos Juízos. É só usar o serviço de um advogado, que é a pessoa competente para tal mister.

Em relação à participação em Conselhos Disciplinares, até pode-se enxergar alguma questão relativa a “patologização e culpabilização” de um sujeito. Mas daí querer fazer crer que a prática é por si só, excludente de cidadania, é acreditar em contos infantis ou, no mínimo, dizer que os psicólogos que atuam no sistema penitenciário são incompetentes.

Ao contrário do pensamento maniqueísta do CFP, os psicólogos que atuam no sistema penitenciário, e participam dos Conselhos Disciplinares são, em sua grande maioria, elementos ativos de promoção de cidadania e ressocialização.

Ainda, querem colocar o psicólogo ATUANTE, em flagrante desrespeito à ordem judicial, pois, se algum juiz enviar um Ofício determinando a referida avaliação e se o psicólogo não o fizer quem responderá?

O CFP vai promover a defesa dos profissionais que desrespeitarem a decisão judicial? Duvido!

Conforme reza o parágrafo único da resolução:

“A declaração é um documento objetivo, informativo e resumido, com foco na análise contextual da situação vivenciada pelo sujeito na instituição e nos projetos terapêuticos por ele experienciados durante a execução da pena.”

O que pode ser considerado um documento objetivo, informativo e resumido? Quem determina seu conteúdo, o psicólogo que está em contato direto com o sujeito preso ou o CFP? É o CFP quem vai estar dentro da penitenciária, sem segurança, conforme propõe em sua resolução?

Se o psicólogo não cumprir a ordem do CFP, incorrerá em falta ético-disciplinar, “passível de capitulação nos dispositivos referentes ao exercício profissional do Código de Ética Profissional do Psicólogo, sem prejuízo de outros que possam ser argüidos”.

É notória a incompetência da autarquia e sua arbitrariedade em emitir tal resolução, pois a mesma é inconstitucional.

Não prevê em quais dispositivos será punido o psicólogo além de que deixam aberto a porteira para a perseguição e politicagem, pois a expressão ‘sem prejuízo de outros que possam ser argüidos’ enseja isto.

Flagrante inconstitucionalidade e total desrespeito à legislação brasileira.

Melhor seria se o CFP realmente cuidasse da profissão e parasse de querer brincar de legislador, pois incompetente se demonstra para tal oficio!

Ainda, aproveitando o escopo, a DIST – Divisão de serviços técnicos – do DEPEN/PR, através do Ofício 027/2010 realiza consulta ao setor jurídico do órgão, demonstrando que houve mudança no “papel do psicólogo”, principalmente no que tange o art. 4º da referida resolução, quando fala que não poderá mais, o psicólogo, fazer parte de Conselho Disciplinar, realizar avaliações psicológicas, ou, se o fizer, deverá ser objetivo e resumido, focando a situação contextual do sujeito.

Como já falei anteriormente, é flagrante a inconstitucionalidade de tal resolução. Afronta a LEP em toda a sua extensão, afronta a Constituição Federal, em seus Princípios Fundamentais e, principalmente, afronta a dignidade profissional, tolhendo o fazer psicológico

Deputado comenta sobre Dilma

Deserdação do herdeiro legítimo

Chamamos de Ética o conjunto de coisas que as pessoas fazem quando todos estão olhando. O conjunto de coisas que as pessoas fazem quando ninguém está olhando chamamos de Caráter." (Oscar Wilde).


Presidência da República
Casa Civil
Subchefia para Assuntos Jurídicos

LEI Nº 12.292, DE 20 DE JULHO DE 2010
.
Autoriza o Poder Executivo a realizar doação para a reconstrução de Gaza.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Fica o Poder Executivo autorizado a doar recursos à Autoridade Nacional Palestina, em apoio à economia palestina para a reconstrução de Gaza, no valor de até R$ 25.000.000,00 (vinte e cinco milhões de reais).

Parágrafo único. A doação será efetivada mediante termo firmado pelo Poder Executivo, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores, e correrá à conta de dotações orçamentárias daquela Pasta.

Art. 2o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 20 de julho de 2010; 189o da Independência e 122o da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Celso Luiz Nunes Amorim
Paulo Bernardo Silva


DESERDAÇÃO DO HERDEIRO LEGÍTIMO

Não lhe cabe amar o distante e desprezar o próximo!

Escola pública localizada no sertão pernambucano. Não há acabamento nas paredes. Há um ano sem merenda escolar. O banheiro está interditado. Não seria mais apropriado e legítimo socorrê-los?
Eles que, quase sem nenhum reconhecimento, e em condições tão diversas, tentam manter acesa a chama do saber e do conhecimento?
Necessitados são também os pequeninos alunos descalços ou com chinelos gastos, muitas vezes obrigados a percorrer longas distâncias a pé para chegar à sala de aula...

Quem sabe possamos nos sensibilizar com a dura realidade de muitos professores e alunos da rede pública, seja no sertão nordestino, sejam nas periferias de qualquer capital... Ai sim teríamos a visão da realidade...
Enquanto os professores e escolas se esforçam para formar cidadãos. Em outubro, mês das crianças, o valor gasto no Brasil em publicidade dirigida ao público infantil foi de aproximadamente R$210 milhões. Neste mesmo período, foram investidos no Programa Federal de Desenvolvimento da Educação Infantil (FNDE) cerca de R$28 milhões.
Que infância estamos construindo? Que juventude estamos formando?
Triste... mas esplêndido em sua verdade, poucos enxergam. Somos responsáveis pela mudança intelectual de nosso povo e do país.
O verdadeiro pastor não se furta ao seu dever de zelar pelo rebanho que tem a seu cuidado.
“Dai a Cesar o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus”. Com esta frase o “Mestre-Maior” definiu bem a autonomia e o respeito que deve haver entre a política (Cesar) e o dever (Deus). Por isso a Maçonaria não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “Cesar” e vice-versa.
Instruir é nossa responsabilidade, defender os direitos e as garantias individuais o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro dos princípios da Razão e da Justiça, o melhor para o Brasil e para a Humanidade.
Para ser cidadão, é preciso viver com dignidade. Isso inclui a educação como caminho obrigatório para construir a cidadania ativa, além da saúde, meio ambiente adequado e justiça na distribuição de renda. Esses pontos fazem parte dos direitos sociais do homem.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade - Um documento histórico para tentar acabar com o desrespeito aos direitos humanos (à vida, a integridade, à liberdade: a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948. conclui que são três direitos básicos: liberdade, igualdade e fraternidade. Seus 30 artigos pregam a igualdade, a justiça social, do ponto de vista que todos são iguais como seres humanos, e o combate à escravidão e à discriminação.
Como Maçons, elogiamos a Constituição brasileira, mas criticamos o fato de as garantias dos cidadãos ainda não serem plenamente respeitadas. Existe a desigualdade de caráter social: 2/3 da renda nacional pertence a 1/5 mais ricos, enquanto a 1/5 mais pobres cabe apenas 2,5% da riqueza do país. Dessa maneira, quem sofre o impacto são as pessoas excluídas da sociedade e que por isso, não são contadas como participantes dos direitos humanos.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem como referência a Declaração dos Direitos Humanos e a Declaração Internacional dos Direitos da Criança, regulamentam o artigo 227 da Constituição federal e reconhece definitivamente a criança e o adolescente como prioridades absolutas, sujeitos a direitos, pessoas em condição peculiar de desenvolvimento. Isso significa redimensionar políticas sociais públicas e reavaliar ações.
O ECA estabelece e determina o cumprimento da democracia participativa. Prevê os instrumentos para a sua efetivação, por meio da municipalização do atendimento e da descentralização administrativa via Conselhos de Direitos da Criança e do Adolescente, nas esferas de poder: União, estados e municípios. Também reposiciona as atribuições do Poder Judiciário e do Ministério Público, estabelece políticas de proteção especial, reconduz a família ao centro das atenções, descriminaliza a pobreza e garante o respeito aos direitos fundamentais da criança e do adolescente em conflito com a lei.
Não se irritem pela nossa fala senhores governantes e Senadores, que esquecem a qualidade ou condição de um juramento de zelo e responsabilidade daqueles que tendo olhos não conseguem (ou se recusam a) enxergar. Nós brasileiros é que estamos cegos, cegos que vêem, cegos que vendo, não vêem.
Excelências alçados aos píncaros do poder, quando ouvirem falar ou recordarem da existência pobre que alguns tiveram, das histórias e lendas da infância distante, por Deus, nada façam na vida que envergonhe a criança que foram!
O investimento em educação é proposta para diminuir a desigualdade no Brasil, prioritária até mesmo à doações de verbas do erário público à estados estrangeiros.
Aos que têm corações de ferro, bom proveito. O nosso, fizeram-no de carne, e sangra todos os dias ao sentir no peito a fria indiferença, nestes tempos tão desprovidos de compaixão social e caridade, onde os oprimidos e necessitados não ouvem a voz dos que deveriam defendê-los e que não se importar com eles.
Mesmo pregando “no deserto” continuaremos a procura de um mundo melhor em que todas as crianças tenham esperança e oportunidades...!

Valdemar Sansão - M\M\

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Encontro pago por estatal pede votos para Dilma

Deu na Folha de S. Paulo


Caixa, Petrobras e Banco do Nordeste bancam patrocínios de evento da Contag

Márcio Falcão

Um evento patrocinado por bancos públicos e por uma estatal virou palco para manifestações em defesa do voto na candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

O 2º Encontro Nacional da Juventude Rural reúne até amanhã, em Brasília, cerca de 5.000 jovens que tiveram transporte, alimentação e hospedagem custeadas pela Contag (entidade sindical de trabalhadores rurais), responsável pela organização.

O patrocínio (R$ 270 mil) foi dividido entre Caixa Econômica Federal (R$ 200 mil), Petrobras (R$ 50 mil) e o Banco do Nordeste (R$ 20 mil). O tom eleitoral marcou as atividades -houve até caminhada com jovens empunhando bandeiras da petista.

As empresas dizem que o evento está inserido em suas estratégias de divulgação.

Este é o governo que querem? Quem paga a conta? Os otários dos eleitores...


quarta-feira, 28 de julho de 2010

Déficit em conta corrente triplica no primeiro semestre

Reuters

Remessas de lucros e dividendos recordes aliadas a gastos de brasileiros com viagens ao exterior em volumes nunca vistos aceleraram a deterioração das contas externas em junho e no primeiro semestre do ano para os piores resultados desde 1947.
O déficit em conta corrente brasileiro (resultado da balança comercial exportações menos importações e de serviços financeiros como pagamento de juros da dívida externa) triplicou no primeiro semestre deste ano em relação aos seis primeiros meses de 2009.
O saldo negativo acumulado foi de US$ 23,762 bilhões, ante US$ 7,177 bilhões de janeiro de junho de 2009.
Somente em junho, o déficit em transações correntes ficou em US$ 5,180 bilhões, o pior resultado já registrado para o mês desde o início da série histórica, informou o chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes.

Um mês antes o déficit havia sido de US$ 1,988 bilhão (número revisado). Em junho do ano passado, o saldo negativo foi bem menor, de US$ 575 milhões. Os dados são do Banco Central (BC).
Analistas consultados pela Reuters esperavam déficit de US$ 3,45 bilhões em junho, segundo a mediana das projeções.
E ainda querem continuidade com a terrorista no poder ?

Correios ensinam candidatos a captar votos

Em site, estatal permite personalização de selos para campanha e orienta como deve ser comunicação com eleitor

Para especialista em direito eleitoral, prática é "escandalosa" porque não tem relação com atividade da empresa

Quais as dicas para uma campanha vitoriosa?
Fale da razão de sua candidatura.
Defenda bons salários para os professores.
Identifique os seguimentos que quer atingir. Jovens? Aposentados? Fale diretamente com eles.

As orientações acima foram extraídas do site oficial dos Correios e fazem parte do "Espaço do Candidato", local reservado pela estatal para tentar vender selos, aerogramas e envelopes personalizados com foto e nome dos candidatos nas eleições.

Os Correios orientam como deve ser a comunicação com o eleitor para o sucesso da campanha: "Sempre comece falando sobre a razão de ser da candidatura. Aquilo que o candidato considera o apelo mais importante".

É para isto que servem os Correios? Onde anda o TSE? Dormindo, como sempre?

Fonte: Folha de S.Paulo

ONG ligada a Delúbio é condenada

Organização criada por petistas era fachada para repasse ilegal de verba do Incra e terá de devolver R$ 7 milhões
A Justiça Federal em Goiás condenou o Instituto Nacional de Formação e Assessoria Sindical (Ifas), organização não governamental ligada à CUT e ao PT, a devolver R$ 7 milhões aos cofres públicos.
Segundo denúncia do Ministério Público Federal, a ONG funcionava como fachada para um esquema de repasses ilegais de verbas do Incra, no qual o real beneficiário era a Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf).
O Ifas foi criado em 1985 por militantes do PT, entre eles o ex-tesoureiro nacional do partido Delúbio Soares, além de dirigentes do setor agrário e da educação de Goiás.
A decisão é do juiz da 4 Vara, Juliano Taveira Bernardes, com base em irregularidades constatadas pela Procuradoria da República em contratos firmados por ONGs com o Incra.
Segundo o procurador Raphael Perissé, o Ifas teria tido atuação meramente formal no contrato com o Incra em 2006 e, mesmo sem apresentar capacidade técnica para celebrar o convênio, a entidade conseguiu a aprovação de um projeto de R$ 7 milhões em tempo recorde de 14 dias.
A ONG foi investigada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aberta no Senado em 2008 para apurar irregularidades em contratos firmados pela União com entidades espalhadas pelo país.
Segundo o procurador, a finalidade inicial do projeto era a capacitação de 9.375 assentados em 12 estados brasileiros.
Na investigação, o MPF descobriu que a sede da ONG não passava de uma casa fechada e abandonada em Goiânia, sem qualquer estrutura física para comportar uma entidade que se comprometeu, no convênio, a oferecer contrapartida de R$ 768.417,60 "na forma de bens e serviços".
Fonte: O Globo

segunda-feira, 26 de julho de 2010

quarta-feira, 21 de julho de 2010

O viés autoritário se manifesta novamente no Conselho Federal de Psicologia. Ou, como limitar a atuação dos profissionais pela via do desconhecimento!

O CFP editou a resolução 009/2010 que trata da atuação do psicólogo no sistema prisional.

Evocando a Constituição Federal em seu art. 196, as diretrizes do SUS (saúde é direito de todos e dever do Estado), a resolução 14/1994 do próprio CFP e a malfadada publicação “Diretrizes para atuação e formação dos psicólogos do sistema prisional brasileiro", tentam delimitar o campo de atuação do psicólogo que trabalha nesta área.

Utilizam o “mantra” Ciência e Profissão para falar de “compromisso social” da categoria em relação às penas privativas de liberdade, como se fosse quase crime alguém trabalhar com outro viés. Crime ainda não é, mas para este CFP, é falta ética passível de punição.

Apesar de que no texto da resolução constar “profícua interlocução com a categoria”, os profissionais que estão atuando no sistema prisional não foram consultados, ou, no limite, não retrata a visão de todos os psicólogos, além de outros profissionais envolvidos no tema, pois o exame é muito valorizado no contexto jurídico.

Isto é idéia de meia dúzia de dirigentes desta autarquia, comprovada pelo texto “CONSIDERANDO decisão deste Plenário em reunião realizada no dia 18 de junho de 2010, resolve:”


Art. 1º. Em todas as práticas no sistema prisional, o psicólogo deverá respeitar e promover:”


(...)

b) Processos de construção da cidadania, em contraposição à cultura de primazia da segurança, de vingança social e de disciplinarização do indivíduo;

Ora senhores psicólogos, esta resolução por si só já demonstra o total desconhecimento do trabalho realizado pelos psicólogos no sistema prisional.

É de se supor que, por medida JUDICIAL, o sujeito preso tenha tolhido seu DIREITO DE IR E VIR. E somente este direito lhe é subtraído. E para cumprir esta determinação, recolhe-se o sujeito a uma penitenciária, conforme preconiza a legislação pátria.


E, como se observa, não se pode querer acreditar que uma penitenciária não tenha segurança ou disciplina. Ou os senhores dirigentes acreditam que, após cometer um crime, o sujeito deva permanecer em liberdade, sem o mínimo de disciplina ou readaptação ao convívio social?


Esta resolução quer abolir com a idéia central do trabalho psicológico, aproximando-o do fazer sociológico, quando propõe abolir o conceito de patologia ou o conhecimento da história individual. Vamos abolir o ensino de psicopatologia das Universidades e Faculdades de psicologia. Não é mais necessário. O psicólogo deve então, aprender o “social”, como se este “fazer” fosse o determinante de cada um. É como se a conduta de qualquer um não tivesse mais nenhuma influencia própria, de algum distúrbio. Tudo é “social”... Só faltam ressuscitar Marx...


Impõe, através do desconhecimento ou da incompetência destes dirigentes, com uma nítida adoração das teorias marxistas, que se superem as lógicas maniqueístas (mas eles falam da gestão maniqueísta da autarquia?) e utilizem os pressupostos antimanicomiais.


Então, em sendo assim, temos que olhar para o sujeito preso como uma “vítima” da sociedade? E não como um sujeito que determina e escolhe seu próprio caminho? Não será mais este sujeito patologicamente perturbado ou dotado de subjetividade?

Se assim o for, passamos para outra categoria. Não somos mais sujeitos, dotados de desejos e escolhas, mas sim, meros reprodutores da “ordem social”, verdadeiros robôs, comandados por um ser “superior”, este tal “social”..., afinal, não existem culpados!


E como ter autonomia técnica, teórica e metodológica em um quadro destes? E se não existem culpados, como combater a culpabilização de que fala o texto da resolução?


Esta resolução aponta ainda um claro conflito de competência. Quer se sobrepor às funções de servidor público do psicólogo, determinando o seu fazer.

E o CFP tem esta competência ou atribuição? NÃO! Não a possui, assim como um juiz não possui a competência de determinar quais conteúdos irão ser avaliados.


Após toda a baboseira contida nos “considerandos”, vem o supra-sumo do autoritarismo quando fala da produção de documentos escritos.


Vedam o exame criminológico ou participação do psicólogo em Conselhos Disciplinares e também, as avaliações psicológicas que subsidiam as decisões judiciais durante a execução da pena.


Quanto ao exame criminológico, é controversa a questão dentro da jurisprudência. Basta o CFP consultar as decisões emanadas pelos Juízos. É só usar o serviço de um advogado, que é a pessoa competente para tal mister.


Em relação à participação em Conselhos Disciplinares, até pode-se enxergar alguma questão relativa a “patologização e culpabilização” de um sujeito. Mas daí querer fazer crer que a prática é por si só, excludente de cidadania, é acreditar em contos infantis ou, no mínimo, dizer que os psicólogos que atuam no sistema penitenciário são incompetentes.


Ao contrário do pensamento maniqueísta do CFP, os psicólogos que atuam no sistema penitenciário, e participam dos Conselhos Disciplinares são, em sua grande maioria, elementos ativos de promoção de cidadania e ressocialização.


Ainda, querem colocar o psicólogo ATUANTE, em flagrante desrespeito à ordem judicial, pois, se algum juiz enviar um Ofício determinando a referida avaliação e se o psicólogo não o fizer quem responderá?


O CFP vai promover a defesa dos profissionais que desrespeitarem a decisão judicial? Duvido!


Conforme reza o parágrafo único da resolução:


A declaração é um documento objetivo, informativo e resumido, com foco na análise contextual da situação vivenciada pelo sujeito na instituição e nos projetos terapêuticos por ele experienciados durante a execução da pena.”


O que pode ser considerado um documento objetivo, informativo e resumido? Quem determina seu conteúdo, o psicólogo que está em contato direto com o sujeito preso ou o CFP? É o CFP quem vai estar dentro da penitenciária, sem segurança, conforme propõe em sua resolução?


Se o psicólogo não cumprir a ordem do CFP, incorrerá em falta ético-disciplinar, “passível de capitulação nos dispositivos referentes ao exercício profissional do Código de Ética Profissional do Psicólogo, sem prejuízo de outros que possam ser argüidos”.

É notória a incompetência da autarquia e sua arbitrariedade em emitir tal resolução, pois a mesma é inconstitucional.


Não prevê em quais dispositivos será punido o psicólogo além de que deixam aberto a porteira para a perseguição e politicagem, pois a expressão ‘sem prejuízo de outros que possam ser argüidos’ enseja isto.


Flagrante inconstitucionalidade e total desrespeito à legislação brasileira.


Melhor seria se o CFP realmente cuidasse da profissão e parasse de querer brincar de legislador, pois incompetente se demonstra para tal oficio!


Ainda, aproveitando o escopo, a DIST – Divisão de serviços técnicos – do DEPEN/PR, através do Ofício 027/2010 realiza consulta ao setor jurídico do órgão, demonstrando que houve mudança no “papel do psicólogo”, principalmente no que tange o art. 4º da referida resolução, quando fala que não poderá mais, o psicólogo, fazer parte de Conselho Disciplinar, realizar avaliações psicológicas, ou, se o fizer, deverá ser objetivo e resumido, focando a situação contextual do sujeito.


Como já falei anteriormente, é flagrante a inconstitucionalidade de tal resolução. Afronta a LEP em toda a sua extensão, afronta a Constituição Federal, em seus Princípios Fundamentais e, principalmente, afronta a dignidade profissional, tolhendo o fazer psicológico

Dúvidas...


terça-feira, 20 de julho de 2010

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Psicologia e seus conselhos profissionais

O Sistema Conselhos é formado por 19 Conselhos Regionais e pelo Conselho Federal de Psicologia.

Os Regionais arrecadam dinheiro cobrando anuidades e repassam 25% desta para o Conselho Federal.
Em 2007, o CRP do Paraná estava em dia com suas contas e tinha, em caixa, R$ 1 milhão. Dinheiro este que "sobrou" do exercício orçamentário.
Em 2010, o CRP está com inadimplência altíssima e está retendo a parte que deveria repassar ao Conselho Federal.
A pergunta que fica é: porque isto acontece? Está faltando dinheiro? Má administração?
Em ano eleitoral é estranho. Muito estranho.

Rindo do Judiciário!

Ficamos sabendo agora que quem usa o Palácio da Alvorada após as 18 horas, residência oficial do presidente da República, é um usurpador, pois o presidente de verdade deve estar em outro lugar com sua família, pois só tem direito a usar a residência oficial quando está cumprindo o expediente do emprego público para o qual foi eleito.

Lula fez campanha no horário do expediente ao subir, hoje, no palanque de Dilma na Cinelândia, Rio de Janeiro.

Esse pelo menos é o entendimento da Casa Civil.

Em resposta a um requerimento de informação de autoria do líder do DEM na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), a Casa Civil afirma que:

“Conforme o TSE, exatamente por ser agente político, não está o Chefe do Executivo sujeito a jornada de trabalho com horários prefixados, não havendo para ele horário de expediente normal".

Em outras palavras: “O presidente não tem hora de trabalho fixado. Não deixa de ser presidente. Não bate o cartão [de ponto]”, explicou ao blog o assessor de imprensa da Casa Civil, Gustavo Santana.

Tal entendimento é compartilhado pela vice-procuradora-geral eleitoral, Sandra Cureau.

“Ele [Lula] não deixa de ser presidente em momento nenhum. Ele está presidente. Acho muito discutível dizer: num horário ele está dando expediente e em outro ele não está”, disse ao blog Cureau, que não descarta preparar uma nova representação contra Lula e Dilma.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Pouca vergonha

"Uma das maiores obras que Lula fez no país, que foi o Luz para Todos, já seria suficiente para eu ter obedecido à ordem que ele me deu, porque eu recebi uma ordem dele."

Osmar Dias, justificando por que é candidato pelo PDT ao governo do Paraná

Com todo respeito ao irmão, Álvaro Dias (PSDB-PR), esse Osmar Dias é uma pessoa sem o menor respeito próprio. É filiado ao PDT, mas diz receber ordens do Lula. É pau mandado então? Se for, não serve para ser Governador do Paraná.

Além disto, fazer obras é DEVER de um governante. Se for para ficarmos babando o ovo de quem faz, não precisava eleição. Crie vergonha senador Osmar!!!

Procuradora pode pedir cassação de Dilma

A vice-procuradora-geral eleitoral Sandra Cureau disse que requisitou as fitas da cerimônia de lançamento do edital do trem-bala para estudar a possibilidade de entrar com uma ação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por abuso de poder político e uso da máquina pública em favor da candidata do governo, Dilma Rousseff.
A ação também pode ser feita contra a candidata do PT. Sandra disse que, pelo que ela leu nos jornais, em tese, houve abuso de poder político e uso da máquina pública. “Isso é absolutamente proibido”, afirmou.
Esse tipo de ação que Sandra estuda ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se acatada, pode resultar até na cassação da candidatura da pessoa beneficiada pelo uso da máquina do governo.
Pelo andar da carruagem, arrisca a vice-procuradora ser processada...

Governo promove candidatura com grana oficial

A utilização da engrenagem estatal em proveito da candidata petista Dilma Rousseff ganhou o formato de um kit.

Inclui 215 mil cartilhas, 20 mil cartazes e 3 mil livros. O material foi produzido a pretexto de estimular o eleitor a votar em mulheres.

Quem folheia o livro que compõe o kit dá de cara, na página 17, com um artigo de Dilma.

No texto, ela fala de seu passado militante e de sua passagem pelo governo.

Num trecho, realça o fato de ter sido a primeira mulher a exercer a chefia da Casa Civil.

Deve-se a revelação aos repórteres Christiane Samarco e Leandro Colon. A dupla conta que o acinte materializou-se sob as barbas de Lula.

Coube à Secretaria de Políticas para as Mulheres produzir e distribuir o kit com cheiro de Dilma. O órgão pende do organograma do Planalto.

Cartilhas cartazes e livros saíram por cerca de R$ 72 mil. Verba extraída de um convênio firmado com o PNUD, um programa das Nações Unidas.

Submetido ao constrangimento de ver o escárnio pendurado nas manchetes, o Planalto decidiu suspender a distribuição do kit.

Deu-se depois de conversas travadas entre a Advocacia-Geral da União e o braço jurídico do comitê eleitoral de Dilma.

A decisão não é senão uma pantomima. A “suspensão” chega num instante em que já não há o que distribuir.

Márcio Silva, o advogado do comitê de Dilma que estabeleceu contato com o advogado-geral da União, Luiz Inácio Admans, disse:

"Acabou, não tem mais. Não haverá mais distribuição. E, pelo que verifiquei, o material não é propaganda eleitoral".

Nesse ritmo, o governo-comitê termina levando à praça um novo kit. O conteúdo?

Um nariz vermelho, um par de sapatos de bico grande, uma gola larga e línguas-de-sogra.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Voz do "polvo"


PT cogita vender bonecos de Lula durante campanha

Numa das muitas frases que cunhou para fustigar Dilma Rousseff, FHC chamou a candidata oficial de “boneca de ventríloquo”.

O PT cogita subverter a lógica do chiste. Aproveitando-se da mega-popularidade do “ventríloquo”, planeja transformá-lo em boneco.

Deve-se a informação à seção Painel, editada, na Folha, pela repórter Renata Lo Prete:


- Lula de Bolso: O PT planeja usar nesta eleição instrumento inédito de marketing e arrecadação de fundos: bonecos de Lula a serem vendidos nas lojas do partido e em eventos da campanha.

Levada ao secretário de Comunicação, André Vargas, por um petista de Santa Catarina, a ideia dos "Lulinhas" teve boa acolhida dentro da sigla, que agora estuda como produzi-los em massa.

Feitas de material sintético, as miniaturas medem cerca de 15 centímetros e já existem em duas versões: numa, o presidente está de terno azul e gravata verde e amarela; noutra, veste a camisa 13 da seleção. Os petistas já discutiram até o preço do boneco: R$ 5.
Lula de bolso deve assustar até criancinha.....que coisa mais feia!

Governo pode remanejar até R$ 9 bilhões do PAC

O Globo, por Cristiane Jungblut

O governo conseguiu aprovar na sessão do Congresso Nacional, nesta quarta-feira, projeto que dá mais liberdade para o remanejamento de recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) neste ano eleitoral. Pelo projeto, o governo poderá remanejar livremente até R$ 9 bilhões, o que correspondem a 30% do valor total do PAC - fixado em R$ 30 bilhões no Orçamento de 2010.

O governo lutava pela aprovação da proposta porque a regra atual permitia o remanejamento de apenas 25% do valor de cada obra, e não dos recursos globais. A oposição acabou concordando com a aprovação do projeto obtendo a garantia de que a lista de obras do PAC, que podem ser remanejadas, não seja alterada no período eleitoral.

Eleições


Irresponsabilidade petista

Crise fiscal
De Merval Pereira
Seja quem for que ganhe a próxima eleição, vai ter que encarar uma crise fiscal, especialmente se o cenário internacional piorar como está acontecendo. Qual o país do mundo em que o PIB cresce 7%, a receita cresce mais que o dobro disso, cerca de 18%, e o governo consegue gastar ainda mais, pois a despesa do governo cresceu 20%?
Isso quer dizer que os gastos governamentais estão crescendo três vezes mais que o PIB. Notícia perigosa, sobretudo porque esses gastos não são de investimentos, que são benéficos e podem ser controlados no futuro em caso de necessidade.
Mas estamos subindo gastos permanentes, e a receita não crescerá sempre nessa velocidade para sustentar os gastos, embora a candidata oficial Dilma Rousseff baseie suas propostas de reformulação do sistema tributário, com redução da carga tributária, na premissa de que a receita continuará crescendo devido ao crescimento do PIB.
Neste ano, ainda por cima, a receita está crescendo sobre uma base muito deprimida pela crise e, sobretudo, porque no início do ano passado a Petrobras, que é a maior contribuinte de impostos do país, estava fazendo truques contábeis para pagar menos impostos. Estão pagando este ano o dobro do que pagaram ano passado.
Segundo estudo do economista Felipe Salto, da Consultoria Tendências, com o aumento de gastos no governo Lula, a dívida total do setor público no país chegará ao maior patamar dos últimos dez anos.
Em dezembro deste ano, o endividamento chegará ao recorde de R$ 2,2 trilhões, correspondente a 64,4% do PIB. Em 2000, a dívida era de 52,7% do PIB.
A herança do governo Lula para o seu sucessor foi aumentada por "empréstimos" que o Tesouro vem realizando com o BNDES desde o ano passado, por meio da emissão de títulos públicos.
O governo está usando o que considera ser uma permissão para gastar dada aos governos nacionais pela crise financeira que se abateu sobre o mundo a partir de setembro do ano passado, com a quebra do banco Lehman Brothers nos Estados Unidos.
A irresponsabilidade com que o equilíbrio fiscal vem sendo tratado nos últimos tempos parece ter, por parte dos mercados financeiros, uma "licença especial", na certeza de que o próximo governo tomará as providências necessárias.
Um número que passa a ser observado com atenção, mesmo que não afete as estatísticas fiscais, é o da dívida bruta. O Ministério da Fazenda está usando o que o mercado identifica como "um truque" para repassar recursos aos bancos públicos sem aumentar a dívida líquida, este, sim, um número que o mercado financeiro acompanha, especialmente sua relação com o PIB.
Desde junho de 2008, o volume de crédito do BNDES, que era insignificante para as contas públicas, subiu bastante, ficando em torno de 5% do PIB.
A dívida pública bruta passou para 66,5% do PIB, e deve chegar a mais de 70% em 2010 com os novos repasses.
Países que têm investment grade como o Brasil possuem uma dívida bruta em torno de 40% do PIB, embora os Estados Unidos já tenham chegado aos 80%, devido às medidas que tomou por conta da crise.

Início de campanha


terça-feira, 6 de julho de 2010

Transferência de votos


Continuamos sem educação

Reportagem de Marta Salomon e Lígia Formenti, no Estadão:

Além de medir a qualidade do ensino no País, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009 revela o tamanho do desafio que é mudar a situação de escolas e cidades com desempenho muito ruim. Municípios e escolas com pior desempenho - cujo resultado é divulgado hoje - receberam prioridade nas ações do Ministério da Educação (MEC), mas em muitos casos, nem essa ajuda extra resolveu.
No foco do ministério encontram-se 1.822 municípios com notas inferiores a 4,2 em 2007 e mais 28 mil escolas com notas até 3,8 no mesmo ano. Desde então, mais de R$ 400 milhões foram liberados para as escolas.
Mesmo recebendo um auxílio em dinheiro e suporte técnico, pouco mais da metade dos piores municípios no ranking nacional conseguiu melhorar o indicador no intervalo de dois anos, entre as duas últimas edições do Ideb (2007 e 2009), a ponto de superar suas respectivas metas.
A reportagem do Estado selecionou 155 municípios com notas até 2 na segunda etapa do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série). A nota 2 equivale a menos da metade da média nacional (4,6). O levantamento revela que, na avaliação do desempenho, quase a metade (45%), o que corresponde a 70 municípios, ou não conseguiu alcançar a meta ou piorou a nota - nesse universo, 58 municípios (37,4%) evoluíram, mas não alcançaram a nota, e 12 (8%) andaram para trás entre 2007 e 2009. Os outros municípios melhoraram a ponto de, pelo menos, alcançar a meta.
Na amostra das 4.ª séries selecionada pelo Estado, com 47 municípios que tinham nota 2 no Ideb de 2007, 25 cidades, o que dá pouco mais da metade (53,1%), alcançaram a meta. Outros 22 municípios (47%) não alcançaram a meta. As metas variam de escola para escola e de município para município, dependendo do ponto de partida de cada um.
Um exemplo de município que andou para trás é Chaves, no Pará. Em 2007, a educação da cidade recebeu nota 2 até a 4.ª série. Dois anos depois, quando a meta era chegar a 3,2, a nota foi de 1,4. Itatuba, na Paraíba, está na mesma situação: no intervalo de dois anos, a nota piorou, caindo de 1,8 para 1,4, ainda mais distante da meta de 2,6. O Nordeste concentra as piores situações.
Também houve casos de melhora significativa, a ponto de a meta ser ultrapassada com folga. Foi o que aconteceu em Tucano, na Bahia. Em dois anos, a nota mais do que dobrou, de 2 para 5,4, superando a média nacional. A meta para 2009 era 3.
“Os primeiros resultados deverão aparecer a partir do Ideb de 2011″, avalia Maria do Pilar Lacerda, secretária de Educação Básica do MEC.
Nas próximas duas semanas, técnicos do ministério cruzarão dados do Ideb para avaliar o comportamento das escolas e municípios com pior desempenho.
“Reformas educacionais demoram até uma geração, porque há fatores importantes como a escolaridade das mães e a formação de professores”, alega.
Apoio técnico. Maria do Pilar conta que houve dificuldades para definir o apoio técnico e financeiro aos municípios com pior desempenho. O ponto de partida para a ajuda era a apresentação de um plano pelos municípios e escolas. Inicialmente, de cada 10 planos apresentados ao MEC, 7 eram devolvidos, por serem inadequados. “Em um caso, o maior problema era a alfabetização de crianças, mas o plano previa a reforma da cozinha. Isso consumiu o ano de 2008 inteiro. E, no final, apenas um em cada dez planos era devolvido”. Pilar se diz otimista: “Trata-se de uma mudança estrutural, que depende de mobilização, não é pirotecnia.”

Fujona...tá com medo de que?

O Globo informa:
“Desde o dia 10 de junho, a campanha da candidata Dilma Rousseff foi procurada para que ela respondesse a apenas uma pergunta. O convite foi reiterado diversas vezes desde então, mas ela se recusou a responder à pergunta, que seria apenas: ‘Por que quero ser presidente do Brasil?’”
Qual a dificuldade, afinal de contas, de responder a uma indagação tão simples quando se tem um exército de assessores?
Eis o busílis: a proposta do Globo era que o candidato gravasse uma resposta de cinco minutos, sem a interferência de aspones e profissionais de mídia.
Como diria a senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da CNA, também o jornal queria “a resposta dos candidatos, não dos marqueteiros”. E aí Dilma pulou fora. Serra e Marina aceitaram gravar a resposta, e o jornal publicou uma síntese do que disseram.

Contradições

De Merval Pereira

Os problemas de uma coligação que é fruto apenas do interesse do PT pelos cinco minutos de propaganda eleitoral gratuita a que o PMDB tem direito, por ter elegido a maior bancada da Câmara em 2006, começaram a aflorar logo no primeiro momento oficial da campanha sucessória, antecipando a instabilidade política de um governo sem definição ideológica homogênea que surgirá de uma eventual vitória da candidata oficial Dilma Rousseff.
A primeira versão do programa de governo que a candidata registrou no TSE contemplava apenas as diretrizes aprovadas pelo PT em fevereiro, quando ela ainda era ministra da Casa Civil, com boa parte das reivindicações das alas mais à esquerda da legenda.
O programa que meses depois o PMDB apresentou à candidata, com o objetivo declarado de neutralizar os radicalismos petistas, foi simplesmente ignorado.
Temas como tributação de grandes fortunas, defesa da jornada semanal de 40 horas imposta pelas centrais sindicais ao PT, o "controle social" dos meios de comunicação, e negociação entre as partes antes da reintegração de posse de propriedades invadidas — todas propostas da esquerda radical do PT em documentos como o da Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) ou o Programa Nacional de Direitos Humanos — foram incluídos no programa oficial da candidatura petista, e o PMDB anunciou que não o aceitará nesses termos.
Numa manobra tão rápida quanto o receio de revelar seus verdadeiros propósitos e chocar a parte do eleitorado que ainda acredita que Dilma é tão flexível ideologicamente quanto Lula, o programa foi alterado horas depois, com a retirada de pontos polêmicos como o imposto sobre grandes fortunas.
A verdade, porém, é que mesmo que a candidata oficial Dilma Rousseff alegue que não compartilha essas propostas, elas fazem parte de uma espécie de código genético da ala mais radical do petismo, da qual ela já era figura proeminente antes mesmo de surgir do bolso do colete de Lula para ser impingida ao eleitorado como sua "laranja eleitoral".
Essas ideias estão consubstanciadas na chamada "Carta de Olinda", documento que basearia a candidatura de Lula em 2002 e que só foi abandonado devido à necessidade de vender o personagem "Lulinha Paz e Amor", criado naquela ocasião pelo marqueteiro Duda Mendonça.
Eleito, o governo Lula vem tentando implementar essas medidas desde o primeiro ano do primeiro mandato.