sábado, 27 de junho de 2009
terça-feira, 23 de junho de 2009
Aos psicólogos
Corre o boato, sem fundamento, de que estou convidando pessoas para montar uma chapa, que iria disputar as eleições do Conselho Regional de Psicologia – CRP-08 em 2010, sendo oposição à gestão atual.
Acontece, leitores, que esta é uma “fofoca”. Totalmente sem fundamento, pois não desejo retornar à gestão do CRP-08, pelo menos, nesta próxima eleição.
Já participei de gestões vitoriosas anteriormente, como presidente da Comissão Permanente de Ética, Diretor Tesoureiro, dentre outras funções. Já colaborei muito em prol da psicologia.
A gestão Conexãopsi, da qual fiz parte com imenso orgulho, deixou um legado de boas ações aos psicólogos.
Adquirimos a sede própria em Londrina, deixando-a totalmente funcional aos trabalhos; organizamos Encontros Paranaenses de Psicologia com total sucesso de público e participação; implantamos o Plano de Cargos e Salários, com melhorias diretas aos funcionários da autarquia e economia de recursos adquiridos dos psicólogos, através de sua anuidade; publicamos os Manuais e Cartilhas, demonstrando como se faz gestão em psicologia, dentre tantas outras ações.
Além disso, não posso deixar de ressaltar que, durante os três anos da Conexãopsi, as anuidades dos psicólogos se mantiveram no mesmo valor, sem reajustes e sem prejuízo das ações que a autarquia deveria realizar, dispostos em seu Programa de Ação.
Com base neste brevíssimo resumo de ações, seria natural que eu estivesse participando e, quem sabe, organizando chapa para disputar a próxima eleição. Mas, como tudo na vida tem seu momento e seu valor, não tenho essa ambição e desejo.
Como todos sabem, sou crítico a algumas ações da atual gestão, tais como a elevação da anuidade, o seu reajuste desmedido; a implantação do crepop no Paraná (para quem não sabe o que é, perguntem aos gestores que expliquem para que serve e quanto custa); o inchaço da máquina administrativa do CRP-08, gerando uma folha salarial “gorda”; a não divulgação dos atos e ações, incluindo-se aí as informações relativas à receita e despesa da autarquia; e, só para terminar, o modo como as coisas são geridas, pois a qualquer crítica já ameaçam os que fazem a crítica com processos e reprimendas, bem ao estilo arcaico de gestão.
Então, prezados leitores, se escutarem alguém dizendo que eu convidei-o para formar uma chapa, já sabem: É mentira! Não autorizei e nem autorizo alguém a falar em meu nome! É para isto que tenho um Blog, tenho voz e, principalmente, não possuo representantes para falar em meu nome. Obrigado.
Lula: O descobridor do Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem, em Congonhinhas, a 400 quilômetros de Curitiba, no norte do Paraná, que seu governo foi o primeiro a “investir nos pobres” e, por isso, conseguiu muitas vitórias. Em seguida, sugeriu atenção à população na hora de votar em 2010. “Se a gente acertar nos políticos que a gente vai votar, a gente tem chance de melhorar as coisas ainda mais, porque neste país existem todas as condições de melhorar”, acentuou.
O discurso foi feito ante dezenas de militantes do Movimento dos Sem-Terra (MST) e populares que foram ao Assentamento Robson Vieira de Souza, onde vivem 39 famílias. O ato simbolizou a instalação elétrica de número 2 milhões do Programa Luz Para Todos. A proposta de Lula, agora, é fazer mais 1 milhão até o fim do mandato.
De acordo com Lula, foram investidos R$ 9,8 bilhões pelos governos federal e estaduais, incentivando 96 mil famílias a voltar para o campo. “Foi uma pequena revolução neste país.”
“Pessoas que nunca moraram em casa sem luz não sabem o sofrimento de viver na base do candeeiro”, declarou. “Quem vive com luz não sabe o que é tratar o filho doente na base da luz do candeeiro. Por isso o programa não foi pensado antes.”
A todo momento criticando as gestões anteriores, o presidente disse que começou “quase do zero” as melhorias. “Quando a gente define fazer política para os pobres eles falam que é gasto, quando é para os ricos é investimento”, insistiu. “Não existe investimento mais sagrado que cuidar dos pobres, pois o pobre custa muito pouco, ele não quer mais que o essencial.”
Ex-segurança de Lula atua na Petrobras por movimentos sociais!
Ex-chefe do Gabinete Regional da Presidência da República em São Paulo e um dos mais próximos seguranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em campanhas políticas, José Carlos Espinoza trabalha, desde abril de 2007, na sede da Petrobras em São Paulo.
A Petrobras é alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), que ainda aguarda sua instalação no Senado.
Espinoza fica no setor de Comunicação Institucional da sede paulista da empresa, mas afirma que sua função é fazer a interlocução com os movimentos sociais. Ele é terceirizado, contratado pela empresa Protemp, sediada em Santo André.
O diretor de Comunicação da Petrobras é Wilson Santarosa, que tem ligações históricas com PT e movimento sindical. Espinoza é um dos 1.150 profissionais da comunicação da Petrobras, segundo quem ele foi contratado pela “vencedora da licitação para serviços de apoio profissional suplementares às atividades de comunicação”.
Durante a campanha eleitoral de 2006, Espinoza se afastou do gabinete da Presidência para exercer, no comitê de Lula em São Paulo, a função de encarregado da agenda do então candidato à reeleição.
No meio da campanha, foi citado no escândalo da compra do dossiê contra tucanos. Segundo a revista “Veja”, ele se reuniu na sede da superintendência da Polícia Federal com Freud Godoy, ex-assessor especial da Presidência, e Gedimar Passos, assessor da campanha, implicados na compra do dossiê. Na época, a PF e os envolvidos negaram o encontro.
Ainda em 2006, após a prisão dos envolvidos na compra do dossiê, a Folha revelou que o apartamento de Espinoza serviu de local para um encontro entre Freud Godoy e Paulo Ferreira, tesoureiro do PT.
Espinoza deixou o cargo no gabinete presidencial depois do caso do dossiê. Ele afirma que pediu a saída por razões pessoais. “Disse que não queria ficar mais no escritório da Presidência, por motivos pessoais”, disse ontem à Folha.
sábado, 20 de junho de 2009
Um excelente texto de Reinaldo Azevedo sobre igualdade.
O irmão do chefe do cara da cueca, democracia, conservadores e esquerdistas
O PT insiste nessa vigarice política que é promover manifestações contra a CPI da Petrobras. Um de seus organizadores é o deputado José Genoino, irmão do chefe daquele da cueca, que decidiu deixar a obscuridade em que havia mergulhado para esposar a causa.
Há duas questões a considerar aí:
1 – tudo indica que a Petrobras não pode ser investigada; o PT deve saber por quê;
2 – a máquina de propaganda petista decidiu agir agora como agiu no mensalão. Explico: naquele caso, transformaram um rosário de ilegalidades e falcatruas numa peça de resistência: “Conspiração! Golpe!”, gritaram. E a coisa foi bem-sucedida, com a ajuda da oposição, que não soube sair da armadilha. De novo, o mesmo procedimento: danem-se as irregularidades. A “defesa” da empresa virou campanha política, como se alguém quisesse atacá-la.
É o procedimento usual dessa gente, não? Lula, ao defender Sarney, está transformando irregularidades de alcance histórico em ativo político. Seria tudo “denuncismo” da mídia, como o mensalão, o dossiê da Casa Civil e as lambanças na Petrobras.
Lula já é a expressão da nova classe social, tese que lancei precocemente, com acerto óbvio, há alguns anos. Pertence à nova aristocracia brasileira, que é o sindicalismo, com sinais evidentes, inclusive, de fidalguia, hereditariedade e familismo. Mulheres, filhos, irmãos, parentes em geral, de líderes sindicais já iniciam a sua “carreira” no mundo da política ou dos negócios com vantagens evidentes — não é mesmo, Lulinha?
Esta nova aristocracia conseguiu se unir à velha aristocracia — constituída pelos Sarneys da vida durante o Regime Militar, com sobrevida garantida na transição democrática e, claro, nos governos seguintes (Sarney, Collor, Itamar e FHC), para compor o novo quadro social brasileiro da impunidade e da reprodução das desigualdades. E a maior de todas as desigualdades, mãe de todas as outras, é aquela que se estabelece diante da lei.
E é neste ponto que conservadores decentes se distinguem de, vá lá, esquerdistas decentes — sim, existem os bem-intencionados. Se a lei não distingue A e de B e é implacavelmente aplicada, a tendência é que desigualdades oriundas de privilégios desapareçam. Se, no entanto, pensa-se antes em construir a igualdade, ignorando, no processo, o triunfo da própria ordem legal, o que teremos? Exatamente isso que se vê hoje no Brasil:
b – a nova ordem se associa à velha para garantir o seu lugar de nova beneficiária da impunidade.
Entenderam?
Aquela conversa mole de que esquerdista é mais bacana porque está preocupado com a desigualdade, e direitista não chega a ser um bom sujeito porque não se ocupa dela é uma tolice (que o liberal Norberto Bobbio ajudou a espalhar num livrinho ligeiro e infeliz) ou vigarice intelectual, quando manipulada por aproveitadores e beneficiários dessa nova ordem.
Igualdade diante das leis democraticamente instituídas, seguindo à risca, pois, o estado de direito: eis o caminho que aponta para um horizonte virtuoso. Fora dele, o que se tem são injustiças novas se somando às antigas.
Mas fazer o quê? Temos um ministro de Justiça que confessa não ter cumprido uma ordem judicial porque discordou dela. E o faz com orgulho. Temos faculdades de direito, hoje, Brasil afora, em que estudantes são incitados por professores quase instruídos a desprezar a ordem legal em nome da legitimidade que determinadas causas teriam para grupos de pressão específicos.
O resultado é que o Brasil ficou apenas mais injusto. E vemos, então, congressistas como o tal irmão do chefe do cara da cueca organizar uma manifestação pública contra uma prerrogativa do Congresso a que ele próprio pertence.
Na boa, este textinho saiu melhor do que eu esperava… Peço atenção para a exposição de por que a igualdade perante é a lei é o centro irradiador de uma sociedade decente.
Conselho do MP admite que procuradores perseguiram ministro do governo FHC
Por Fausto Macedo, no Estadão:
O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) reconheceu que os procuradores regionais da República em Brasília Luiz Francisco de Souza e Guilherme Schelb perseguiram Eduardo Jorge Caldas Pereira, ex-secretário-geral da Presidência no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).
A decisão, tomada por unanimidade na sessão de quarta-feira, mantém punição aplicada aos procuradores e acolhe recurso - embargos de declaração - de Eduardo Jorge para inclusão da expressão “perseguição” no texto do acórdão.
“Eu já havia me sentido reparado pela decisão anterior, mas entrei com embargos porque o acórdão omitiu a perseguição pessoal, motivada por razões políticas, reconhecida naquele julgamento”, declarou Eduardo Jorge, hoje vice-presidente executivo do PSDB.
Alegando ter sido alvo de “investigações ilegais”, Eduardo Jorge representou ao CNMP. Acusou Luiz Francisco e Schelb de vazamento de informações para a imprensa relativos à quebra de seu sigilo e denunciou divulgação de dados falsos sobre ele à Receita.
Em maio de 2007, o CNMP suspendeu Luiz Francisco das funções por 45 dias e aplicou censura a Schelb. Luiz Francisco gravou encontro em que o senador Antonio Carlos Magalhães, já falecido, admitiu ter violado o painel do Senado. Ele participou de evento político em igreja na Candangolândia (DF), em 2002. As sanções foram mantidas agora pelo CNMP, mas a suspensão não está valendo por força de liminar do Supremo Tribunal Federal (STF). A censura a Schelb já prescreveu.
“Do jeito que o acórdão tinha saído parecia que eles (procuradores) haviam sido punidos apenas pelo exercício de atividade política no caso ACM”, destacou Eduardo Jorge. “A punição foi aplicada pela perseguição que sofri. O conselho reconheceu omissão no acórdão. O conselho cumpriu seu dever. Resgatou completamente a minha honra e minha inocência. Indiscutível que fui vítima de perseguição.”

